Re: [cevmkt-L] Not just the ticket

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Subject: Re: [cevmkt-L] Not just the ticket
From: "Felipe Soalheiro | SportBiz Online" <sportbiz@xxxxxxxxxxxxxxx>
Date: Tue, 21 Oct 2003 11:21:38 -0300
Aproveitando o embalo, segue matéria sobre ingressos publicada no jornal
Estado de Minas de quase duas semanas atrás.
Abraços,
Felipe Soalheiro
Ingressos na marca do pênalti (10/10)
(Daniel Seabra/Diário da Tarde)
A venda antecipada de ingressos para o clássico de domingo, entre
Atlético e Cruzeiro, no Mineirão, começou na última quinta-feira,
registrando 31.973 ingressos vendidos. O posto que mais vendeu foi na sede
do Cruzeiro, no Barro Preto, cerca de 9 mil. Na sede do Galo, foram
negociados cerca de 4.700, e no Posto Psiu, na Praça Sete, quase 7 mil. Os
mais procurados foram de arquibancada normal e de estudante. Em conjunto com
a venda antecipada, os velhos problemas. Filas intermináveis, favorecimento
na venda, falsificação e os costumeiros cambistas. A Federação Mineira de
Futebol, em conjunto com as outras instituições envolvidas no jogo, tenta
minimizar os problemas, mas, no final, quem acaba pagando o pato é sempre o
torcedor.
No final da tarde de quinta-feira surgiram denúncias sobre uma
possível venda de ingressos de estudantes, na quarta-feira à noite, sendo
que a venda antecipada só teve início na quinta pela manhã. A empresa
responsável pela confecção dos ingressos nos principais estádios
brasileiros, a BWA, de São Paulo, que também fornece os bilhetes para a
Federação Mineira de Futebol, foi ouvida pelo DIÁRIO DA TARDE. Segundo um de
seus sócios, Bruno Balsimelli, os ingressos já estariam em Belo Horizonte
desde terça-feira passada. Bruno informa que as duas únicas equipes do País
que não mantém contrato com a empresa são Vasco e Atlético Paranaense. O
clube carioca tem uma dívida com a BWA de cerca de R$ 75mil, e não dá para
trabalhar com um cliente assim. Já no Atlético, o problema é o Petralha
(Mário Celso, presidente). Ele é difícil comercialmente , disse.
O empresário informa que os ingressos são fabricados em uma gráfica
nos formatos do Banco Central. Além disso, são criptografados (possuem
códigos para acesso) e meus funcionários são revistados .
O representante da empresa em Minas Gerais, Léo Bacha, reforça a
segurança dos ingressos descrevendo a gráfica como fábrica de segurança
máxima . A BWA também é responsável pela Ingresso Fácil , empresa que faz
parte do grupo. Os ingressos são vendidos pela internet, além de uma central
de telefonistas e de postos de fácil acesso. O torcedor pode optar em
receber seu ingresso em casa ou em uma bilheteria exclusiva da empresa nos
estádios, com um acréscimo financeiro no preço , afirma o diretor-executivo
da empresa, Fernando Silva. Este acréscimo seria de R$2,00 ou R$3,00.
Soluções práticas
Vasco e Atlético/PR retrucam as acusações da BWA. Segundo o assessor
do presidente do clube carioca, o Vasco não deve dinheiro algum para a BWA.
Trabalhamos com outra empresa, a Quadran, aqui do Rio, que já está conosco
desde antes da BWA entrar no mercado, e nos atende muito bem. Esse Bruno é
muito bom de informação, mas na prática , ironizou o dirigente.
Já o diretor de patrimônio do Atlético Paranaense, Jorge Luís Piano
Vargas, garante que o Figueirense e o Paysandu também não trabalham com a
BWA. Implantamos um sistema aqui na Arena, com a Telemática. Os ingressos
são fabricados no sistema indutivo (mesmo utilizado nos cartões telefônicos
e entradas de metrô), que praticamente acaba com o problema da falsificação
e do travamento das roletas , explica.
Tivemos um contrato com a BWA, e ela não nos atendia. As roletas
travavam direto, e seus ingressos não tem segurança, são fáceis de serem
clonados. Tínhamos muitos problemas. Fizemos uma licitação e chegamos à
Telemática. Em quatro anos de contrato, nunca nos deixou na mão, não tivemos
nenhum tipo de problema com nossas 48 catracas ou com falsificação de
ingressos. Aqui, em Curitiba, os outros dois estádios (Couto Pereira e
Pinheirão) trabalham com a BWA, e os problemas são constantes. Vários clubes
brasileiros, inclusive o São Paulo e o Corithians, já nos procuraram para
implantar o nosso sistema , afirma Jorge Luís.
Federação conhece os problemas, mas desconhece contrato
O contrato com a BWA em Minas Gerais foi assinado com a Federação
Mineira de Futebol. Segundo o presidente da entidade, Paulo Schettino, a
empresa paulista comanda a venda de ingressos no Mineirão e no
Independência. Quando eu assumi a FMF, o contrato já estava em vigência, já
havia sido assinado. Foi referendado pelos três grande clubes de Minas
(América, Atlético e Cruzeiro). Apesar de não ter reclamações por parte dos
clubes, pretendo me reunir com os diretores desta empresa, já que alguns
problemas estão acontecendo freqüentemente, como atraso na chegada da carga
de ingressos e travamento de catracas. Quero tentar acabar com este tipo de
problema, já que rescindir o contrato, faltando ainda mais de um ano, deve
gerar uma multa contratual alta , ponderou.
Com relação a duração do contrato, nem ele nem sem seu assessor
jurídico souberam precisar qual a sua vigência. Parece que até dezembro de
2005 , titubiou o presidente.
Outro fato desconhecido por Schettino é se houve ou não licitação para
a contratação do serviço. Não sei se foi feita licitação, mas me disseram
que aqui em Minas não tem fábrica de ingressos. Sou porta voz dos clubes. O
que eles resolverem, eu assino embaixo , afirmou o presidente, que, em
seguida, confirmou que os ingressos para jogos do Campeonato Mineiro são
fabricados no Estado. O presidente ainda informou que o percentual pago à
BWA é retirado da renda. É cerca de 2% do faturamento do jogo. E todas as
despesas da partida são divulgadas no borderô .
Quem comprova os constantes problemas é o responsável pelo setor de
ingressos da Ademg, Gilson Fontana. Segundo ele, a única atribuição da Ademg
em relação aos ingressos é receber, vender e repassar para a Federação
Mineira. Com relação ao trabalho da empresa que fabrica os ingressos e
controla as roletas, não se pode dizer que atende bem. Eles demoram a
entregar os ingressos e as roeltas sempre travam. Posso afirmar que aprovo
em 50%.
Clubes se dizem satisfeitos
Apesar dos problemas relatados por Paulo Schettino e confirmados pela
Ademg, os clubes mineiros aprovam a continuidade da BWA em Minas. O América,
que recebe os ingressos da empresa no Independência, se diz satisfeito. O
assessor de imprensa do Coelho, Rogério Bertho, afirmou não ter reclamações
no processo atual. Porém, quando o contrato acabar, queremos tentar baixar
os custos , contesta.
No Atlético, a assessoria informou que não houve nenhum tipo de
problema que tenha sido passado para o clube. O sistema está satisfatório.
Elogios ao processo não faltaram por parte do assessor de imprensa do
Cruzeiro, Valdir Barbosa. Já aconteceram alguns pequenos problemas, mas nada
que comprove incompetência da empresa. Coisas que acontecem. O contrato é
com a Federação, mas os clubes concordaram plenamente. A BWA possui o melhor
know-how relacionado ao futebol no País, além da melhor qualidade nas
catracas eletrônicas. Não podemos deixar um franco atirador comandar a
entrada de um público como no Mineirão , enaltece o cruzeirense.
Credenciamento com mais rigor
As imagens ainda estão vivas na memória do torcedor: 20 de setembro,
Cruzeiro e Santos jogavam no Mineirão, e o técnico Emerson Leão à beira do
gramado, cercado por um batalhão de repórteres e pela polícia, recusando-se
a deixar o campo após ser expulso pelo árbitro paranaense Heber Roberto
Lopes. Mas o show do temperamental treinador chamou a atenção também pelo
grande número de pessoas que se aglomerou à frente do túnel da equipe
santista.
Na confusão, o funcionário da Federação Mineira de Futebol FMF, Márcio
Menezes, teria sido agredido por Leão e, após a partida, foi ao Instituto
Médico Legal para fazer exame de corpo de delito. Alguns profissionais da
imprensa também alegaram que foram agredidos por Leão e outras pessoas da
comissão técnica do Santos.
A confusão foi um dos motivos alegados pela Rede Globo de Televisão,
detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, de solicitar
à Federação Mineira de Futebol o impedimento do acesso de outras emissoras
no campo. Além da Globo, apenas a Record, que também comprou os direitos da
Globo, e o Sportv (emissora a cabo de propriedade da Globo) teriam acesso ao
gramado.
De qualquer forma, a FMF já anunciou que será bem mais rigorosa no
credenciamento dos profissionais que irão trabalhar no clássico. O assessor
de imprensa da Federação, Odilon Araújo, garante que já estão sendo
estudadas novas formas de credenciais. Estamos tentando uma forma de
credenciamento descartável, como um bracelete, por exemplo. Isto iria evitar
que pessoas estranhas ao evento entrassem no gramado, já que até colegas da
imprensa levam pessoas que não dizem respeito ao jogo para dentro do campo ,
esclarece.
O triste episódio ocorrido no jogo entre Cruzeiro e Santos foi
considerado atípico por Odilon Araújo. Sempre que vou trabalhar no Mineirão,
dou uma volta na pista ao lado do gramado. Sempre vejo as mesmas pessoas, os
mesmos profissionais. Não sei o que houve naquele sábado, com tantas pessoas
estranhas dentro de campo.
Dirigentes contam com amizade dos árbitros
O excesso de pessoas no banco de reservas também tem contribuído para
problemas durante os jogos. A reportagem do DIÁRIO DA TARDE consultou a
Comissão de Arbitragem da FMF sobre o descumprimento da legislação
esportiva, que não permite dirigentes entre os reservas. Dois de seus
dirigentes, Luiz Eugênio e Ângelo Antônio Ferrari, confirmaram que, durante
uma partida, apenas os sete atletas reservas, o treinador, um médico, um
preparador físico e um massagista podem permanecer no banco. Lugar de
dirigente é na tribuna ou na arquibancada, fora do gramado , concordaram os
ex-árbitros.
Porém, quando questionados à respeito da presença constante de
diretores e supervisores no local, ambos reconheceram o relaxamento da
arbitragem. O quarto árbitro está instruído para retirar qualquer dirigente
do banco, mas, na maioria das vezes, não tira. É um erro dos árbitros regra
três, ou do delegado do jogo, seja da FMF, da CBF ou da Sul-Americana ,
justifica Ferrari.
Nas partidas dos clubes mineiros é comum a presença de dirigentes nos
bancos de reservas. Benecy Queiroz, supervisor do Cruzeiro, é um bom
exemplo. Ele é figura constante no banco da equipe celeste e revela contar
com a amizade dos árbitros para burlar a lei.
Eventualmente eu fico no banco. Na maioria das vezes, o árbitro me
conhece e deixa que eu fique. Não só em jogos em Minas Gerais, como também
fora do Estado. Mas, pela lei, somente jogadores e integrantes da comissão
técnica podem ficar , admite.
Já no América, o presidente Afonso Celso Raso, em um primeiro momento,
confirmou que o diretor do clube, Alexandre Faria, freqüentou o banco de
reservas na Série B. Porém, lembrado sobre a proibição da legislação,
Afonsinho recuou e disse que o Alexandre fica ao lado do placar, em cima do
gol. Não fica no banco, não , referindo-se aos jogos no Independência.
No Atlético, o diretor de futebol Éder Aleixo, garante que só
permaneceu no banco de reservas em jogos válidos na última Copa Sul-Minas,
pois o regulamento permitia. Segundo o dirigente, neste Campeonato
Brasileiro, ele não ficou no banco em nenhum jogo. (DS)
----- Original Message -----
From: "Luiz Veloso" <laveloso@xxxxxxxxxx>
To: <cevmkt-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Tuesday, October 21, 2003 10:14 AM
Subject: Re: [cevmkt-L] Not just the ticket
> Amigos,
> Estamos conversando sobre um tema que está na ordem do dia das entidades
em
> qualquer parte do mundo que organizam o esporte da maneira mais
profissional
> e moderna possível. Eu me arrisco a afirmar que estamos diante dele tanto
> quanto estão a maioria dos clubes italianos, espanhóis e argentinos.
> Os clube ingleses assim como as franquias americanas estão tão avançados
> nesta questão que já utilizam um tipo de tecnologia que permite não só a
> venda de bilhetes por internet, mas tb que este bilhete tenha a forma de
um
> cartão de crédito que permite o consumo no estádio e o monitoramento do
> mesmo. Há clube ingleses que já conhecem o que o torcedor da cadeira L da
> fila y do setor x consumiu na última partida.
> Acho prudente entretanto nós não nos esquecermos de que vivemos num país
em
> que o salário mínimo é ridículo, em que o ingresso médio de uma partida de
> futebol custa 3 dólares e em que os aposentados recebem um provento
> modestíssimo. Estes dados determinam condições muito diferentes para o
> mercado de futebol no Brasil.
> Um abraço,
> Luiz
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