[Cevmkt-L] Futebol ajuda a fechar contas externas

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From: Eugênio Santos <eugenioavs4@xxxxxxxxxxxx>
Date: Sun, 18 Nov 2001 10:33:22 -0300 (ART)
São Paulo, domingo, 18 de novembro de 2001 

PAÍS DA BOLA
Transferência de jogadores brasileiros para o exterior
rendeu US$ 114,9 milhões entre janeiro e setembro
Futebol ajuda a fechar contas externas 
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 
Dentro de campo, o futebol brasileiro tem decepcionado
a torcida, principalmente depois de tropeços diante de
times inexpressivos, como Honduras e Bolívia. Fora,
porém, jogadores brasileiros têm ajudado o país a
cumprir uma tarefa tão ou mais difícil do que a já
obtida classificação para a Copa de 2002, no Japão e
na Coréia do Sul: conseguir fechar as contas externas.
Os dólares obtidos por meio da venda de jogadores para
o exterior ajudam a equilibrar o balanço de pagamentos
do país, tido como um dos focos de maior preocupação
em relação à economia brasileira.
Segundo dados do Banco Central, a transferência de
jogadores de futebol para times do exterior rendeu US$
114,9 milhões ao país entre janeiro e setembro deste
ano. Isso representa um crescimento de 17% em relação
ao mesmo período do ano passado. No mesmo período, a
exportação de produtos brasileiros registrou um
aumento de 7,2% em relação aos primeiros nove meses do
ano passado.
Quando comparadas com os primeiros nove meses de 1999,
as vendas de jogadores cresceram, neste ano, 44%,
conforme os dados oficiais.
O volume de dólares obtido com a transferência de
atletas, entretanto, é baixo se comparado com tudo que
o Brasil precisa para fechar suas contas externas
deste ano. Segundo projeções feitas pelo Banco
Central, a necessidade de financiamento externo é de
US$ 56 bilhões neste ano e de cerca de US$ 47 bilhões
no ano que vem.
Cacau e banana
Mas o dinheiro obtido com a venda de jogadores para o
exterior supera os dólares referentes à exportação de
vários produtos tradicionais do Brasil, como o cacau e
a banana.
Entre janeiro e setembro deste ano, as exportações de
cacau somaram US$ 71,5 milhões. As vendas de castanha
de caju para o exterior renderam US$ 83,6 milhões.
Ambos os números ficam abaixo dos US$ 114,9 milhões
obtidos com a transferência de jogadores.
No ano passado, as exportações de bananas renderam US$
12,4 milhões ao Brasil, enquanto a venda de atletas ao
exterior somou US$ 130 milhões.
De acordo com técnicos do Banco Central, os números
referentes a compra e venda de atletas podem estar
subestimados, pois algumas dessas transações são
irregulares e o dinheiro do negócio acaba indo para
paraísos fiscais.
A instituição investiga casos de evasão de divisas,
mas não sabe precisar quanto dinheiro deixa de entrar
no país por causa dessas irregularidades.
De acordo com os registros da CBF (Confederação
Brasileira de Futebol), 701 jogadores brasileiros
foram vendidos para times estrangeiros no ano passado,
um crescimento de 6,5% em relação a 1999.
Principais mercados
Portugal e Japão são os principais destinos dos
atletas que deixam o Brasil. No ano passado, do total
de jogadores negociados com estrangeiros, 27% dos
jogadores foram para times portugueses, enquanto 6%
foram para equipes japonesas. A maioria dessas
transações envolve jogadores pouco conhecidos, que são
transferidos a valores considerados baixos.
Casos como o do atacante Geovanni, que neste ano foi
vendido pelo Cruzeiro ao Barcelona, da Espanha, por
US$ 18 milhões, são exceções.
O dinheiro obtido com a venda de jogadores ajuda o
Brasil a reduzir seu déficit em transações correntes,
um dos principais indicadores da vulnerabilidade
externa de um país.
A conta de transações correntes é a soma dos
resultados da balança comercial (exportações menos
importações), balança de serviços (pagamento de juros,
gastos com viagens internacionais, remessa de lucros
etc.) e transferências unilaterais (dinheiro enviado
ao Brasil por residentes no exterior e vice-versa). Os
dólares recebidos com a venda dos jogadores é
creditado na balança de serviços.
Já os dólares gastos com a compra de jogadores
estrangeiros por times brasileiros eleva os gastos
externos.
De janeiro a setembro, os clubes brasileiros de
futebol gastaram US$ 4,1 milhões com a compra de
jogadores. No ano passado, esses gastos somaram US$
23,3 milhões.
fonte: Folha de São Paulo
Abs,
Eugênio
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