[Cevmkt-L] FIM DOS ESTÁDIOS

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Date: Wed, 31 Oct 2001 16:06:15 -0200

COLUNA DE PAULO NASSAR

O fim da era dos estádios
31/10/01

Os tempos atuais estão sendo implacáveis com os negócios de todos os segmentos econômicos. Nada tem escapado ao confronto entre os números apresentados pelas colunas das receitas e das despesas. Vejam a Swissair, a mais tradicional companhia de aviação da Suíça, que, sem avisar, deixou centenas de passageiros sem transporte em aeroportos espalhados pelo mundo afora.

Outro exemplo é o do tradicional Vasco da Gama, que está com os salários de seus jogadores atrasados em quase dois meses. Euller e Juninho estão engatilhando contra o clube ações trabalhistas para garantirem seus olerites. A constelação de craques cruzmaltinos, tal qual os trabalhadores metalúrgicos do ABC, ameaça entrar em greve. Até o Rodrigo Pessoa, do hipismo vascaíno, botou a boca no trombone para garantir o feno e alfafa do seu cavalo de ouro.

A falta de caixa do time, em uma primeira análise, é conseqüência dos confrontos do cartola Eurico Miranda com patrocinadores, imprensa — inclui-se aqui a Rede Globo —, políticos integrantes das CPIs do Senado e da Câmara Federal e parte da torcida. A história recente do Vasco está lamentavelmente cravejada de confusões e até de acidentes, como o que colocou em perigo a vida de milhares de torcedores, além de mandar para os hospitais cariocas centenas de outros, durante a final do Brasileiro de 2000.

É uma pena que a violência foi tão banalizada na sociedade mundial. Não fosse o sangue jorrando, de forma permanente e espetacular, “ao vivo e em cores” na tela da televisão, o desabamento do estádio do Vasco não ficaria barato para os cartolas do clube, comandados pelo Euricão. Neste ano, assistimos a inúmeros negócios ligados ao futebol falir. Entre eles, o célebre acordo entre a ISL suíça, festejada como a maior empresa de marketing esportivo do mundo, e o Flamengo.

O acordo implodiu com a falência global da empresa e dinamitou as pretensões do rubro-negras de se tornar o maior clube-empresa do País. Uma das lições que se pode tirar desses casos de má administração é que quem quiser continuar vivo no negócio da bola deve entender que o centro de tudo é o torcedor. Ele que é consumidor e cidadão, disputado por mil outras formas de entretenimento. Um torcedor que não vai mais aos estádios, mas está conectado aos eventos pelas novas tecnologias de comunicação e de marketing — essas que estão nas mãos das grandes mídias e dos patrocinadores.

Abaixo de zero - A organização da Olimpíada de Inverno 2002, em Salt Lake City, EUA, está contando com os serviços da agência de intercâmbio cultural brasileira Experimento para recrutar jovens, entre 18 e 28 anos, que trabalharão na Vila Olímpica. As vagas são nas áreas de alimentação, vendas, segurança e limpeza. “É a primeira Olimpíada do século XXI! Vivenciar o dia-a-dia em um evento esportivo desse porte agregará experiência ao currículo do jovem brasileiro e ajudará no amadurecimento pessoal, uma vez que jovens do mundo todo convivem na Vila Olímpica”, afirma Patrícia Zocchio, diretora-geral da Experimento.

Bastidores - O jornalista Sérgio Montero Souto lançou o livro Os Três Tempos do Jogo, publicado pela Editora Grafhia. Montero analisa em sua obra o jogador brasileiro em suas fases de anonimato, fama e ostracismo e mostra, a partir de dezenas de entrevistas, a dura realidade dos bastidores do futebol.

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