[Cevmkt-L] FOTOGRAFIAS

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Subject: [Cevmkt-L] FOTOGRAFIAS
From: "Georgios Stylianos Hatzidakis" <hatzidakis@xxxxxxxxxx>
Date: Mon, 24 Sep 2001 23:26:34 -0300

Ricardo Miranda

Ricardo Stuckert
O nadador Fernando Scherer ...

Um par de tênis flutua no ar sobre a quadra sintética. Abaixo, a sombra do jogador, sua raquete e a bola congelada a mais de 100 quilômetros por hora. É Gustavo Küerten se despedindo das Olimpíadas de Sydney, em 2000, para mais tarde liderar o ranking mundial de tênis. Em outra situação, a favorita no salto a distância, Maureen Higa Maggi, cai vencida por uma contusão violenta. O momento exato no qual um músculo de sua coxa direita explode é capturado pela câmera de quem estava no lugar certo, na hora certa. Assim como no mar em fúria da Baía de Sydney, quando os iatistas Torben Grael e Marcelo Ferreira navegavam contra uma corrente de problemas. Num iate próximo, fotógrafos brasileiros e estrangeiros tentavam capturar a cena enfrentando ondas de até dois metros. Um italiano caiu na água e perdeu todo o equipamento. Mas eis que o mar agitado vira calmaria na forma de uma foto precisa, conforme relata o subeditor de fotografia da sucursal de Brasília de ISTOÉ, Ricardo Stuckert, 31 anos, que cobriu as Jogos Olímpicos. “Foi uma pescaria difícil. Tive a sorte de voltar com um bom peixe”, conta ele.

Ricardo Stuckert
... os saltos ornamentais ...

Da terra dos cangurus, do bumerangue e de mulheres belíssimas Stuckert trouxe um ensaio fabuloso ao captar com sua câmera Nikon D1 digital momentos raros, únicos e insubstituíveis da maior festa planetária do esporte. Um ano depois, o melhor deste show de imagens está na exposição As Olimpíadas de Sydney, em cartaz a partir da segunda-feira 24, no Brasília Shopping, na capital federal.

Beleza – Estes foram os Jogos Olímpicos da corredora americana Marion Jones, do nadador australiano Ian Thorpe, do surpreendente “holandês voador” Pieter van den Hoogenband, que atropelou o torpedo australiano, e de tantos super-homens e supermulheres que dedicam suas vidas a bater recordes.

Ricardo Stuckert
... a sombra de Guga ...

Foram também as Olimpíadas do marketing, das marcas, do patrocínio e, infelizmente, do doping. Quase meia centena de atletas saiu da competição por seu envolvimento com o uso de drogas proibidas. Para o Brasil, os Jogos tiveram as auras da esperança e da decepção, com apenas seis medalhas de prata, seis de bronze e nenhuma de ouro. Mas erros e acertos só acentuam a beleza do esporte, como provam as fotos de Stuckert, filho de uma família de fotógrafos.

Ricardo Stuckert
... e um detalhe do vôlei de praia

Sua exposição será inaugurada com uma projeção multimídia, mostrando uma seleção de 250 das seis mil fotografias tiradas por ele durante o megaevento. Do total, 50 ficarão expostas por duas semanas. Além da luta dos atletas pelas medalhas, serão exibidos cliques das festas de abertura e do encerramento das Olimpíadas. Na abertura, a marcha épica de aborígines sob um deserto imaginário lembra uma pintura espetacular com suas luzes, cores e sombras. Na festa de despedida, a uma temperatura de cinco graus centígrados, surge a apoteótica queima de fogos, transformada num banho de luzes vermelhas na Ponte de Harbour, cartão-postal de Sydney. São registros sensíveis, belos, típicos de quem tem no sangue o DNA da fotografia.

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