|
Fim do apoio ao esporte olímpico
causa revolta Fernando Duarte
A decisão de retirar
o apoio à quase totalidade dos esportes olímpicos do Flamengo, anunciada na
última sexta-feira pelo presidente Edmundo Santos Silva, provocou reações das
mais variadas entre importantes nomes ligados ao clube. Ao mesmo tempo em que a
ex-nadadora Patrícia Amorim, também vereadora pelo PMDB, busca junto à
prefeitura uma ajuda financeira de emergência, o ex-treinador da seleção
brasileira masculina de vôlei, Radamés Lattari, fez duras críticas ao dirigente.
— Nada disso me surpreendeu. Quem toma uma decisão como essa não gosta
de esportes. Talvez no ano que vem, quando for época de eleição, alguém faça
alguma coisa para arrumar votos — afirmou Radamés, que no ano passado fez parte
de uma das chapas derrotadas pela de Edmundo.
Petrobras não abre mão de
exclusividade
A treinadora de ginástica olímpica Georgette Araújo
dirigiu suas baterias também para a Petrobras, um dos patrocinadores do clube.
Ela critica a decisão da empresa de não permitir que outros patrocinadores
ocupem espaço nos uniformes.
— O presidente disse para os esportes
buscarem outros patrocinadores, mas o principal do clube não abre espaço — disse
Georgette.
E a estatal não pretende mesmo fazê-lo, pois o contrato de
patrocínio com o Flamengo, que vai até 2003, prevê exclusividade total nos
uniformes de qualquer modalidade do clube. Segundo Cláudio Thompson, coordenador
de patrocínio esportivos da Petrobras, a empresa repassa cerca de R$ 6 milhões
anuais para o clube.
E, com exceção do basquete, que tem uma verba fixa
de R$ 500 mil, deixa a cargo do clube a distribuição do resto do dinheiro.
— A empresa não tem porque abrir mão do que está no contrato. E se o
Flamengo assinou-o, é porque deve ser bom para o clube.
O ex-presidente
Kléber Leite discorda:
—A Petrobras prefere ser dona de um projeto
falido ou paceira de um projeto vitorioso?
|