Karina ainda procura
patrocínio para sua equipe 12h34 - 06/08/2001
Da Redação Em São Paulo
Mais de cinco meses após o término do
contrato de sua equipe com a Quaker parceria encerrada no dia 31 de janeiro -, a
pivô Karina Rodrigues ainda continua buscando alternativas para a manutenção
de sua equipe e a participação nos próximos campeonatos femininos de
basquete.
Frustrada com a falta de empenho e participação de alguns
empresários e políticos, a jogadora está preocupada com o futuro do próprio
basquete nacional.
"Desde o término do contrato com a Quaker assumi
a responsabilidade de lutar pela manutenção do time de basquete no estado de
São Paulo. Infelizmente, não estou encontrando o apoio necessário para
manter nossa equipe e nossas atletas. Se as coisas continuarem assim, o destino
pode ser deixar o estado e, que é o mais triste, provavelmente deixar nosso
país", diz Karina.
A preocupação da pivô é pertinente, uma vez que sua
busca por apoio não tem sido fácil. A atleta já conversou com mais de 80
empresários, dos mais diversos setores, além de prefeitos, governadores,
deputados e até ministros. Todas as portas se abriram, mas, no entanto, não
houve nenhuma resposta concreta.
Deve-se destacar a posição da
Prefeitura do Município de Jundiaí, que sempre esteve ao lado do grupo e deu
todo o apoio possível.
Karina também faz questão de ressaltar que
produziu um plano estratégico de marketing, com índices, valores e resultados de
custo/benefício da parceria. Mas, nem assim, conseguiu o apoio que precisa.
Para ela, a falta de apoio ao esporte em São Paulo é sinal de que o
segmento não está tendo a atenção que merece, especialmente por tudo que já
proporcionou ao povo paulista.
"O que as pessoas talvez não tenham
entendido é que não estou buscando dinheiro para mim, mas sim para minha
equipe e todo o projeto social que tentamos implantar e manter. Nosso time
conta com medalhistas olímpicas, todas preocupadas com o futuro pessoal e do
próprio esporte", encerra.
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