[Cevmkt-L] VASCO REESTRUTURA OLIMPICOS

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Date: Sun, 5 Aug 2001 14:56:39 -0300
ADMINISTRAÇÃO

Clube carioca deve concentrar investimentos em apenas três modalidades, remo, natação e basquete

Em crise, Vasco reestrutura olímpicos

ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Quase seis meses depois do rompimento do Vasco com a VGL (Vasco da Gama Licenciamentos), o clube vem fazendo um corte drástico nos investimentos em esportes olímpicos.
De projeto megalomaníaco, que chegou a abarcar mais de 40 modalidades, a atenção do Vasco vai se restringir a poucos esportes.
"Tivemos que fazer cortes. Agora, vamos manter equipes de ponta em três modalidades: remo, natação e basquete", disse Fernando Lima, diretor de esportes de quadra e salão do Vasco.
Mas, mesmo nesses esportes, o clube sofre perdas. No basquete, Janjão e Aylton se transferiram para o Flamengo. Demétrius acertou com o Fluminense, enquanto Jefferson foi para o COC/Ribeirão Preto. O clube pode perder ainda Helinho, que tem proposta de Ribeirão. No time feminino, Claudinha pode ir atuar na Espanha.
"Vamos repor os jogadores que perdemos", afirmou Luiz Ferreira, diretor de basquete do clube. "O primeiro reforço será a volta de Charles Byrd", completou.
Ferreira garante que o armador -que havia se transferido para o Trotamundos (VEN)- irá se apresentar até o dia 20.
Independentemente disso, o corte já fez suas vítimas. O handebol, que foi quinto colocado na última Liga Nacional, foi uma delas.
No Mundial da França, em fevereiro, havia quatro jogadores do Vasco na equipe: Cachorrão, China, Fábio Vanini e Léo -era o único time que rivalizava com a Metodista, que cedeu seis atletas para a seleção brasileira.
O ponta-direita Vanini voltou a São Paulo, transferindo-se para o Imes/São Caetano. O goleiro Cachorrão foi para a Adiee (Associação Desportiva Instituto Estadual de Educação), de Florianópolis.
O armador-esquerdo China está sem clube. Já o armador-central Léo também deve sair.
A situação é parecida no futsal. Lavoisier, Schumacher e Manoel Tobias, então no Vasco, foram titulares da seleção brasileira no Mundial da Guatemala, em novembro de 2000. A equipe vice-campeã da competição também contava com mais dois vascaínos, o fixo André e o pivô Índio.
Todos já deixaram o clube. Lavoisier e Índio foram para o Carlos Barbosa-RS antes do início da Liga Futsal. Manoel Tobias defendeu Jaraguá do Sul-SC no torneio.
Sem receber salários no Rio, o fixo Schumacher acertou sua volta a São Paulo, desta vez para defender o Corinthians/Barueri. O Banespa foi outro clube que aproveitou a liquidação geral em São Januário. Trouxe André e Simi.
Mesmo com uma equipe que contava ainda com Vander Carioca, Euler e Serginho, o time naufragou na segunda fase da liga -foi o penúltimo do seu grupo.
"Nosso fracasso, em 90%, foi devido aos problemas fora de quadra", disse Schumacher, que ficou cinco meses sem receber.
O atletismo perdeu a parceria com a Funilense, que está processando o clube por falta de pagamento -reivindica R$ 160 mil em salários atrasados. Não bastasse isso, a equipe vem sendo minada com saídas de atletas para suas principais rivais (Funilense e Ulbra/Presidente Prudente).
Suas duas maiores estrelas também podem deixar o clube em breve. Os velocistas Vicente Lenílson e Lucimar Aparecida de Moura podem ir para a Funilense, que está prestes a anunciar um patrocínio maior com a BM&F.
No judô, o clube perdeu Daniel Hernandes, que foi para o Pinheiros. As estrelas que sobraram, como Vânia Ishii e Sebastian Pereira receberam recentemente um salário -ainda têm oito atrasados.
"Poucos atletas deixaram o clube, mas as coisas estão complicadas", disse Ney Wilson, coordenador técnico do judô vascaíno.

Fla e Botafogo também perdem suas estrelas

DA REPORTAGEM LOCAL

Não é só o Vasco que diminui sua representatividade nos esportes olímpicos no Rio. Flamengo e Botafogo também têm sofrido contínuas perdas.
O Flamengo fez cortes em sua equipe masculina de basquete, que fracassou nas quartas-de-final do último Nacional -foi eliminada pelo Franca.
Saíram os pivôs Pipoka (Uniara), Josuel (Tilibra/Copimax/Bauru) e Anthony Douglas (Unit/Uberlândia) e o ala Caio Cazziolato, que decidiu parar por um ano.
Para compensar as perdas, o time só trouxe Aylton e Janjão, ex-Vasco, além de manter Ratto e Oscar, que encerra a carreira no clube no ano que vem.
Seu time de vôlei feminino, campeão da última Superliga, já não existe mais. O futsal, terceiro colocado na liga, manteve o time, mas dispensou seus principais jogadores, como o goleiro Bagé e o ala Waguinho.
O Botafogo, por sua vez, perdeu a base do time que atuava junta há mais de dois anos.
A maior perda foi o ala-armador Marcelinho, que migrou para o Fluminense.
Também deixaram o clube o ala Léo (Flamengo), o pivô Mãozão (Londrina) e o armador Arnaldinho (Uniara).
"Só tenho tido notícias ruins ultimamente. Espero fechar um patrocínio para viabilizar a equipe para o Estadual", preocupa-se Sérgio Silva, o Boleta, diretor de basquete do clube, que ficou na terceira colocação no último Nacional.
Na contramão da decadência geral, o Fluminense se reforça. Ao contrário dos rivais, o clube fez investimentos em poucas modalidades e manteve os salários em dia. Já trouxe dois dos principais atletas do basquete carioca, Marcelinho e Demétrius. Com eles, pode surpreender no Estadual. (ALF)




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