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Discute-se alteração na
transmissão dos jogos Daniela Christovão, De
São Paulo
Já está sendo discutida no
âmbito das ligas de futebol do país a possibilidade
jurídica de securitizar os contratos de cessão dos
direitos de transmissão televisivas dos jogos,
estruturando-se uma sociedade de propósito específico
(SPE). Os título da SPE seriam negociados no mercado.
"Assim, transferiria-se o risco dos times para a empresa
transmissora, representando, na prática, mais
segurança para o investidor e liquidez imediata para os
clubes", diz o advogado José Carlos Meirelles,
sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados.
Em conjunto com a Escola de
Administração de Empresas da Fundação
Getúlio Vargas (FGV), o escritório realizou ontem o
evento "Negócios no Esporte", com a
participação de representantes de bancos de
investimento, empresas e consultorias.
Uma das conclusões do encontro foi que a
instabilidade jurídica das novas regras sobre o futebol
brasileiro afastaram os investidores e fizeram com que o Brasil
ficasse atrasado em sete anos nos negócios desportivos em
relação à Itália. "Os principais
motivos para a decadência do futebol brasileiro são a
administração amadora, o calendário incoerente,
as atividades comerciais pouco exploradas e a dependência
excessiva da TV", diz Celso Gellet, sócio da Pelé
Sports & Marketing. Dos US$ 182 milhões da receita dos
times da primeira divisão brasileira, 57% advém dos
direitos de transmissão dos jogos. Na Inglaterra, cuja renda
é de US$ 1,1 bilhão, os direitos de transmissão
correspondem a apenas 25%.
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