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Fusão
- A
Impact Sports Marketing e a Speed Sports iniciaram um processo de fusão.
Paulo Roberto Al-Assal, da Impact Sports, espera aumentar, nos próximos 15
meses, com esta fusão, algo em torno de 50% a sua clientela. Entre os
clientes da empresa estão a Reebok, Adidas, Petrobras e o BNP,
tradicionais usuários do marketing esportivo. A nova empresa, que também
gerencia a carreira de atletas, tem entre os seus clientes os pilotos
Tarso Marques e Maurício Gugelmin.
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Gestão
- As
Faculdades Trevisan promovem, a partir de 10 de agosto, o Curso de Gestão
do Esporte, que discutirá questões ligadas à gestão e ao marketing
esportivo, legislação, relação com a mídia, planejamento estratégico,
relações internacionais, e políticas sociais no esporte. Entre os
professores do curso estão Marcos Caruso e Georgios Stylianos Hatzidakis.
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Quem manda na seleção 01/08/01
A concorrência que está
dobrando o futebol brasileiro não surgiu de um dia para o outro. Já na Copa de
94 foram os norte-americanos que endureceram a vida da Seleção. É só lembrar,
por exemplo, daquele jogo em que o Leonardo foi expulso porque parou um jogador
gringo no cotovelo.
Quais são os motivos e os culpados pela decadência
do Império Tropical da Bola? Endosso as respostas que milhões de brasileiros têm
na ponta da língua, coisas como os absurdos administrativos e éticos da
cartolagem, mas vou arriscar e acrescentar mais uma hipótese. A de que é difícil
para qualquer técnico (mesmo milionário, status em que se enquadram Luxemburgo,
Leão e Scolari) dar ordens para onze jogadores multimilionários. A seleção tem
um monumental problema na gerência de seus recursos-humanos.
Os
“estrangeiros” da nossa seleção estão a milhões de anos-luz em termos
comportamentais e de riqueza daqueles jogadores das seleções nacionais dos anos
58, 62 e 70. O Pelé, daqueles tempos, Garrincha, e a maioria daqueles craques,
eram verdadeiros trabalhadores manuais. E sabiam, como homens simples, que era
prudente seguir o ditado: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Não
é por acaso que o sargentão Felipe Scolari apostou (e perdeu), na partida do
Uruguai e no torneio da Colômbia, na convocação de jogadores com quem já
trabalhou. O controle de um jogador em ascensão é mais fácil.
Hoje, o
futebol mundial movimenta em torno de US$ 300 bilhões. Nesse ambiente
mercadológico, jogador de qualquer seleção é pessoa jurídica. Cada um deles é
uma verdadeira empresa com marca, estratégia de marketing, página na internet,
advogados, procuradores e assessor de imprensa. O treinador na realidade se
relaciona com um indivíduo-corporação.
Na convocação das Olimpíadas
de Sydney, Wanderley Luxemburgo, que tinha uma proposta ancorada apenas em
jogadores jovens, enfrentou a ira santa de Romário. No Japão, Leão foi devorado
por não ter convocado os estrangeiros. Na Colômbia, nenhum “europeu” apareceu.
Nos últimos tempos, os “estrangeiros” praticamente têm escolhido os
torneios-vitrines e os treinadores mais adequados para as suas participações.
Como se sabe, as agendas desses executivos da bola estão sempre cheias. Será que
eles querem jogar a Copa de 2002?
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