[Cevmkt-L] COLUNA DE PAULO NASSAR NA GAZETA

To: "CEV - Marketing Esportivo" <cevmkt-L@xxxxxxxxxx>
Subject: [Cevmkt-L] COLUNA DE PAULO NASSAR NA GAZETA
From: "Georgios Stylianos Hatzidakis" <hatzidakis@xxxxxxxxxx>
Date: Wed, 1 Aug 2001 08:27:00 -0300

Fusão - A Impact Sports Marketing e a Speed Sports iniciaram um processo de fusão. Paulo Roberto Al-Assal, da Impact Sports, espera aumentar, nos próximos 15 meses, com esta fusão, algo em torno de 50% a sua clientela. Entre os clientes da empresa estão a Reebok, Adidas, Petrobras e o BNP, tradicionais usuários do marketing esportivo. A nova empresa, que também gerencia a carreira de atletas, tem entre os seus clientes os pilotos Tarso Marques e Maurício Gugelmin.





Gestão - As Faculdades Trevisan promovem, a partir de 10 de agosto, o Curso de Gestão do Esporte, que discutirá questões ligadas à gestão e ao marketing esportivo, legislação, relação com a mídia, planejamento estratégico, relações internacionais, e políticas sociais no esporte. Entre os professores do curso estão Marcos Caruso e Georgios Stylianos Hatzidakis.

 

 

Quem manda na seleção
01/08/01

A concorrência que está dobrando o futebol brasileiro não surgiu de um dia para o outro. Já na Copa de 94 foram os norte-americanos que endureceram a vida da Seleção. É só lembrar, por exemplo, daquele jogo em que o Leonardo foi expulso porque parou um jogador gringo no cotovelo.

Quais são os motivos e os culpados pela decadência do Império Tropical da Bola? Endosso as respostas que milhões de brasileiros têm na ponta da língua, coisas como os absurdos administrativos e éticos da cartolagem, mas vou arriscar e acrescentar mais uma hipótese. A de que é difícil para qualquer técnico (mesmo milionário, status em que se enquadram Luxemburgo, Leão e Scolari) dar ordens para onze jogadores multimilionários. A seleção tem um monumental problema na gerência de seus recursos-humanos.

Os “estrangeiros” da nossa seleção estão a milhões de anos-luz em termos comportamentais e de riqueza daqueles jogadores das seleções nacionais dos anos 58, 62 e 70. O Pelé, daqueles tempos, Garrincha, e a maioria daqueles craques, eram verdadeiros trabalhadores manuais. E sabiam, como homens simples, que era prudente seguir o ditado: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Não é por acaso que o sargentão Felipe Scolari apostou (e perdeu), na partida do Uruguai e no torneio da Colômbia, na convocação de jogadores com quem já trabalhou. O controle de um jogador em ascensão é mais fácil.

Hoje, o futebol mundial movimenta em torno de US$ 300 bilhões. Nesse ambiente mercadológico, jogador de qualquer seleção é pessoa jurídica. Cada um deles é uma verdadeira empresa com marca, estratégia de marketing, página na internet, advogados, procuradores e assessor de imprensa. O treinador na realidade se relaciona com um indivíduo-corporação.

Na convocação das Olimpíadas de Sydney, Wanderley Luxemburgo, que tinha uma proposta ancorada apenas em jogadores jovens, enfrentou a ira santa de Romário. No Japão, Leão foi devorado por não ter convocado os estrangeiros. Na Colômbia, nenhum “europeu” apareceu. Nos últimos tempos, os “estrangeiros” praticamente têm escolhido os torneios-vitrines e os treinadores mais adequados para as suas participações. Como se sabe, as agendas desses executivos da bola estão sempre cheias. Será que eles querem jogar a Copa de 2002?

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