Alguma coisa está fora da nova
ordem do basquete carioca. E pelo andar da carruagem, Botafogo e Vasco é que
parecem estar ficando do lado de fora, assistindo à reordenação das forças da
geopolítica do mundo da bola laranja, com Fluminense e Flamengo como as
potências emergentes.
Ontem, o tricolor deu a mostra final do ingresso entre os
grandes do basquete, apresentando a equipe para a temporada. Além de Marcelinho,
melhor jogador do Brasil na atualidade, o armador da Seleção Brasileira
Demétrius, ex-Vasco, foi apresentado nas Laranjeiras, deixando evidente o
sentido do fluxo do atual movimento migratório das quadras.
Na apresentação da equipe que será comandada pelo técnico
Alberto Bial, ainda ficaram faltando os estrangeiros, que devem se integrar ao
grupo apenas em setembro, quando começa o Campeonato Estadual. Os americanos
Brent e Mike Hingis, que defenderam o clube no Nacional, deverão ser
recontratados. O pivô Sandro Varejão, do Vasco, pode ser mais um reforço,
completando o movimento de esvaziamento que vem sofrendo o atual campeão
brasileiro, que durante o último campeonato já tinha perdido Charles Byrd e
Vargas, e agora ficou sem Aylton e Janjão (para o Flamengo) e Demétrius.
Já enfraquecida pela crise financeira que vem causando a
debandada de alguns dos principais jogadores, a equipe vascaína pode sofrer um
tiro de misericórdia caso o treinador Hélio Rubens resolva sair também. Nos
últimos tempos, Hélio tem demonstrado impaciência com os problemas financeiros
do clube e com o enfraquecimento do time.
Se Flamengo e Fluminense sobem e o Vasco cai, o Botafogo parece
já ter ido de vez. O técnico Emmanuel Bonfim foi o primeiro, ao anunciar sua
aposentadoria. Cansado dos seis meses de atraso de salário, Marcelinho tomou o
caminho da saída também, assim como Léo (Flamengo)e Arnaldinho (Araraquara).
Vôlei- De olho nas comemorações do centenário, no
próximo ano, o Fluminense continua fortalecendo seus esportes olímpicos. Os
contatos com o Rexona para uma parceria no Campeonato Carioca de Vôlei
prosseguem, como o primeiro passo para a montagem de uma equipe própria para a
Superliga feminina do próximo ano. ''A idéia é irmos tentando montar uma equipe
para o próximo ano, mantendo nossa política de pés no chão'', afirmou o
vice-presidente de esportes olímpicos, Ricardo Pereira Martins.