[Cevlazer-L] Re: [Cevidoso-l] auxílio...4uLg==

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Subject: [Cevlazer-L] Re: [Cevidoso-l] auxílio...4uLg==
From: Luiz Carlos de Moraes <sgb9@xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Date: Fri, 02 Mar 2001 11:49:50 -0300
Amigo Prof. Nei e demais listeiros
O trabalho que tenho não é específicamente com crianças mas está dentro do
assunto. Espero que sirva.
Há dois anos fui convidado a proferir uma palestra na PETROBRAS sobre o
assunto e fui muito bem acessorado pelo Prof Vitor Agnew. A palestra
resultou nessa matéria.
O HIV E A MALHAÇÃO
De tempo em tempos uma doença assusta a raça humana representando um real
perigo de dizimação da espécie. Foi assim com a tuberculose, o câncer,
algumas gripes como a espanhola e agora a AIDS.
Desde o início dos anos 80, a Síndrome da Deficiência Adquirida (AIDS) 
tem
sido relatada em mais de 150 países tornando-se uma epidemia mundial em
todos os setores da sociedade, sem excluir o esportivo.
Nos primeiros relatos, os homossexuais e os usuários de drogas eram os
grupos de risco mais evidentes. Hoje praticamente todos os grupos sexuais
correm o mesmo risco. As outras vias são pelo uso compartilhado de
seringas, agulhas ou transfusões de sangue e da mãe infectada para o feto.
O vírus, conhecido apenas como HIV, segundo Rosenberg e Franci 1990 tem
ação devastadora nas células que induzem a geração de anticorpos e toda a
fase de resposta imunológica dos seres humanos. Assim o sujeito infectado
fica mais propenso desde a simples gripes até as infecções generalizadas.
O assunto é ainda muito discutido. Luc Montagnier, pesquisador francês 
que
isolou o vírus em 1983 em Paris, diz que "há doentes de AIDS não portadores
do HIV e portadores que não desenvolvem a doença. O vírus sozinho pode ser
inofensivo e causar a enfermidade quando combinados com outros fatores".
Segundo Phair J.D. 1990 a doença pode ser dividida em três estágios. 
No primeiro o vírus se encontra em estado latente. Ou seja. "Paradão" e
quietinho ali no sangue. É o caso de Magic Johnson, o mais conhecido
jogador de basquete do mundo. Esse estágio pode durar dez anos ou mais.
Febre intermitente, fadiga, perda de peso e diarréias passageiras são
alguns sintomas que podem identificar a segunda fase da doença. As defesas
começam a enfraquecer. Um estado emocional forte e tratamento adequado
nessa fase poderão proporcionar ainda vários anos de qualidade de vida. O
sujeito ainda é fisicamente apto até para a prática esportiva que é
fundamental na preservação da auto-estima. Relatos de cura do câncer tem
sido associado ao treinamento da mente com exercícios de flexibilidade e
alongamento.
No terceiro estágio as células de defesas encontram-se totalmente
comprometidas deixando o corpo vulnerável a infecções diversas. Portanto,
em princípio o vírus HIV tem ação direta no sistema imunológico do
organismo humano. 
Pois bem. O que isso tem a ver com o exercício? O portador do vírus HIV
pode participar de competições ou deve ser apenas encorajado a fazer
ginástica leve? Quais as modalidades de maior risco de transmissão? Quais
os cuidados a serem tomados com o atleta portador do vírus? Até onde vai o
preconceito com o aidético?
Diversos pesquisadores já comprovaram que o exercício físico melhora o
sistema de defesa do organismo. Seja pela liberação hormonal, aumento da
temperatura corporal, que cria um ambiente inóspito a microrganismos
causadores de infecções simples, ou o emocional.
Segundo Morgan 1987 e La Pierre 1990 um dos fatores mais evidentes é o
psicológico. O indivíduo se mostra menos estressado, menos ansioso e menos
depressivo no convívio com a doença.
Ora, se o HIV destrói as células de defesa e o exercício fortalece...
Nessa batalha pelo menos não se tem nada a perder. A questão é definir a
intensidade e a freqüência da atividade nos diversos estágios da doença.
Sabe-se pelo menos ser os exercícios extenuantes prejudiciais até mesmo aos
atletas saudáveis. Quando submetidos a competições sucessivas costumam
apresentar baixa imunidade.
A intensidade moderada, que é diferente em cada estágio, apresenta bons
resultados no desenvolvimento da força, resistência vascular e
flexibilidade. Foi a conclusão de estudos bem conduzidos na Alemanha e EUA.
As dúvidas, o medo e o preconceito ficam por conta das formas de 
contágio
nas diversas modalidades esportivas.
Como a transmissão do HIV ocorre basicamente através do contato sexual
íntimo, inoculação sangüínea e mãe para o feto, o perigo reside nas
modalidades onde hajam contato físico com possibilidades de cortes. É o
caso do basquete, futebol, handebol, as lutas e as artes marciais. Essa
questão passou a ser melhor discutida a partir da declaração pública de que
Magic Johnson era portador do HIV e mesmo assim ele jogou, e bem nas
olimpíadas com todo mundo sabendo.
Segundo Gershon 1990, o sangue é a maior fonte de concentração do vírus
que nunca foi isolado no suor e sua concentração é baixíssima na saliva.
Não existe pelo menos até agora registro de transmissão pela saliva ou pelo
suor. O perigo reside como dito acima, de "sangue para sangue". A pele
intacta pode ser uma barreira eficaz contra o HIV.
Claro, na corrida, no ciclismo, na natação o risco é ainda muito baixo.
Não se pega AIDS no abraço, aperto de mão, nem tão pouco andando, correndo,
nadando, dançando, fazendo yoga ou pedalando com um portador do vírus.
A melhor atitude ainda é a prevenção e a informação. Qualquer local,
inclusive o esportivo deve seguir as regras de higiene, limpeza e cobertura
de lesões na pele e controle do sangramento. A responsabilidade é de todos.
Nas relações sexuais o melhor preservativo ainda é a famosa camisinha 
que
deve atender as recomendações do (INMETRO) Instituto de Metrologia,
Normatização e Qualidade Industrial. Dezesseis centímetros de comprimento e
44 a 56 milímetros de largura. O prazo de validade é de três a quatro anos.
Em tempo: A palavra aidético deve ser evitada por estar associada a uma
forma de preconceito. O sujeito é portador do vírus HIV ou simplesmente
soropositivo.
LEITURAS RECOMENDADAS: 1) Revista Sprint Magazine ano XII - Nº 69 - 1993.
2) Revista Veja - ano 27 - Nº 4. 3) Revista Globo Ciência ano 3 - Nº 31. 4)
Filmoteca do Setor de Saúde Ocupacional da PETROBRAS. 5) Lira Vitor Agnew -
Efeito do Treinamento Aeróbio Supervisionado em Portador do Vírus HIV.
Um grande abraço
Moraes

At 10:26 02/03/2001 -0300, Nei Alberto Salles Filho wrote:
>Oi amigos...
>
>..desculpem mandar a msg para várias listas! Gostaria de informações sobre o
>trabalho com EF para crianças hospitalizadas e para portadoras de hiv...
>..alguém faz/pesquisa/estuda esses temas????
>Por favor.....
>
>Prof. Nei A. S. Filho/ UEPG/PR
>
>
>_______________________________________________
>Cevidoso-L mailing list
>Cevidoso-L@xxxxxxxxxx
>http://cev.ucb.br/mailman/listinfo/cevidoso-l
>
>
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