[Cevjudo-L] eleicao a CBJ

To: <cevjudo-l@xxxxxxxxxx>
Subject: [Cevjudo-L] eleicao a CBJ
From: Edmundo de Drummond Alves Júnior <drummond@xxxxxxxxxxxxx>
Date: Wed, 25 Oct 2000 20:06:57 -0200
Caro Mauro,
Começo com uma pergunta:
Soh existirah esta chapa de opsicao? Como ela estah articulada?
Embora nao esteja acompanhando muito de perto este jogo de interesses que rolam na esfera da cartolagem, gostaria de saber se este fato nao eh mais um racha na oposicao servindo assim para fortalecer o feudo dominante. Quem apoia quem?
Quanto a sua pergunta se jah estaria na hora de mudar, acho ateh graça, pois na verdade, nunca os que tivessem um pouco de bom senso nao deveriam ter deixado começar. Mas a sombra do poder atraiu a muitos que aderiram soh para tirar proveito.
Fico bastante a vontade para falar pois conheço um pouco desta historia e alguns dos personagens que rondam a esfera da CBJ nos ultimos 30 anos.
Atualmente tenho outros objetivos fora do judo competitivo, mas enquanto simpatizante do esporte, achei que valia a pena envolver-me nos questionamentos do Mauro. Lembro que logo no inicio dos anos 80 fizemos  a Uniao Nacional do Judo, que tinha como objetivo fazer uma frente para romper o autoritarismo na CBJ. Entretanto muitos ruiram a corda no nascedouro e fortaleceu o poder dominante.
Sem querer alongar-me pois sei que tem colegas com um bom dossie da CBJ, ou se preferirem folha corrida, acho que o espaço da lista poderia servir para mostrar um quem eh quem. Se haverah eleiçao, o que cada um jah fez, nao soh os que estao hoje no poder. Deveriamos mostar como as alianças eleitoreiras foram costuradas em diversos momentos e que propiciaram a perpetuaçao do grupo. Nao sei se tem a ver mas particularmente fico assustado ao verificar o sem numero de companheiros contemporaneos meus que jah sao sexto, setimo e oitavo dan. Na confederaçao tem ateh diretores que parecem  jah ter nascido com a faixa preta. Duvido ateh que tenham uma daquelas fotos amareladas que guardamos nas caixas de sapato junto com as medalhas de nossas competiçoes portando a faixa branca, verde, roxa ou marrom. Foi banalisada esta outorga. Acredito que hoje seja orgulho dizer que enquanto professor de educaçao fisica e faixa preta desde 1972, tendo participando ativamente das competiçoes entre os anos de 1967 e 1983; tendo ensinado em diversas academias e em  universidade publica, sou segundo dan. Tenho prazer em pertencer a uma familia de faixas pretas que mais do que eu muito fizeram pelo judo, sao eles os irmaos LINS DE CASTRO, Miro , Waldyr e Wilson, que no Rio De Janeiro sempre estiveram na oposiçao a estes que estao no poder.  Na UFF, em 1978 fui responsavel pela Organigaçao do Primeiro Seminario Cientifico em Judo da UFF e fico satisfeito em verificar que estas iniciativas estao retornando, seja na USP, no Espirito Santo etc. Sei que muitos tem procurado acabar com esta situaçao lamentavel do judo brasileiro mas o que esta faltando, esta eh a questao a ser respndida. Acredito que como eu muitos por nao se curvarem ao autoritarismo  foram tachados de indisciplinados. No meu caso eu nao tive estomago para continuar, palmas para os que continuaram. O nivel era muito baixo e enquanto que educador achei que o meu espaço era outro, optei por afastar-me.  Acho que o assunto das eleiçoes na CBJ deve ser debatido na lista sem ingenuidade .
Edmundo de Drummond Alves Junior
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