Re: [Cevfisiologia-L] Entendendo o metabolismo das gorduras

To: cevfisiologia-l@xxxxxxxxxx
Subject: Re: [Cevfisiologia-L] Entendendo o metabolismo das gorduras
From: "Marcus vinicius" <marquito_ufrj@xxxxxxxxxxx>
Date: Tue, 04 Jun 2002 03:04:03 +0000
Olá Colegas Listeiros, acho esse tema muito bom porque ainda existem muitos pontos obscuros quanto aos processos de controle da queima de gorduras em atividade física. Quanto a isto tenho um questionamento.

Se a velocidade de oxidação das gorduras é lenta devido principalmente as enzimas e reações necessárias para tal e, uma vez atingido o patamar máximo de oxidação destas, não fará com que o aumento de intensidade do exercício aumente a utilização de Hidratos de carbono e Proteínas na geração de energia? Então por que exercícios de alto consumo calórico com objetivo de reduzir a gordura se a partir de um nível de esforço deixamos de aumentar a utilizaçao de gorduras e passamos a perder massa magra e reservas de glicogênio?

Relacionando esse assunto com o ganho de massa muscular, Fox(1992), cita que a atividade de endurance promove a reduçao da serceçao de testosterona pela hipófise prejudicando o processo de síntese protéica.

Marcus Vinicius Stecklow
www.geocities.com/marcusvi.geo





From: "Paulo Azevedo" <paulao5@xxxxxxxxxxx>
Reply-To: cevfisiologia-l@xxxxxxxxxx
To: cevfisiologia-l@xxxxxxxxxx
Subject: Re: [Cevfisiologia-L] Entendendo o metabolismo das gorduras
Date: Mon, 03 Jun 2002 12:01:00 -0300



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To: cevfisiologia-l@xxxxxxxxxx
Subject: Re: [Cevfisiologia-L] Entendendo o metabolismo das gorduras
From: "Paulo Azevedo" <paulao5@xxxxxxxxxxx>
Date: Mon, 03 Jun 2002 12:01:00 -0300

Amigos listeiros e Bruno,

a musculação é uma atividade anaeróbia, e como sabemos, promove hipertrofia muscular. Já durante os exercicios anaeróbios do tipo corrida, podem promover hipertrofia de membros inferiores, mas tudo vai depender da ingesta de carboidratos após a atividade fisica realizada. O tempo de descanso entre um treino e outro é fundamental para que possa haver a supercompensação, e contribuir para uma hipertrofia tbm.

Abraços,

Paulo Azevedo

>From: "Bruno Gonçalves P. Domingues"
>Reply-To: cevfisiologia-l@xxxxxxxxxx
>To:
>Subject: Re: [Cevfisiologia-L] Entendendo o metabolismo das gorduras
>Date: Sun, 2 Jun 2002 20:54:40 -0300
>
>Caro Carlos,
>
> Voltemos a conceitos meramente físicos: Numa corrida intensa, o seu
>gasto só será mais alto se estivemos plotando isso na linha do tempo também
>(eg. cal/min)... é o principio do trabalho, se é claro, ignorarmos fatores
>outros (eg. resistencia do ar, biomecanica, etc...).
> Não existe uma relação direta entre a atividade anaerobica e o ganho de
>massa muscular, pelo menos no que tange ao tipo de substrado oxidado. Usemos
>para tanto um artificio muito utilizado pelos matemáticos, que seria a
>comprovação pelo absurdo: Se a depledação de glicogênio é o fator que inibe
>o ganho de massa muscular, ou melhor o ganho de sessão transversal da
>musculatura, qualquer atividade seria prejudicial, pois a atividade aerobica
>também depleda glicogênio, e sabemos portanto que não será o sedentarismo
>que promoverá o ganho de massa muscular :)
> O ganho de massa muscular se dá devido a diversos outros elementos,
>incluindo a administração de compostos nitrados, com pesos mais forte do que
>o fator substrato oxidado, desde que é claro estejamos dentro de valores
>"normais".
> BTW: A resintese de glicogênio se dá de forma relativamente rápida se
>houver administração de substrato durante e após a atividade física (de
>preferencia em forma de monomeros) e a depledação da estrutura de glicogênio
>não chegou a ser por demais agressiva para romper as cadeias de
>C6H1206-alpha-1-6 da "coluna vertebral" do aglomerado.
>
>My two cents!
>Bruno Domingues
>
>----- Original Message -----
>From: " Carlos Eduardo"
>To:
>Sent: Sunday, June 02, 2002 6:51 PM
>Subject: Re: [Cevfisiologia-L] Entendendo o metabolismo das gorduras
>
>
> > Roberto, sem duvida !
> > Mas, apesar que uma corrida bem intensa, o gasto calórico é bem alto.
> > Uma pergunta: os exercícios anaeróbicos prejudicam o ganho de massa
> > muscular ? Pois, os anaeróbios utilizam as reservas de glicogênios, que os
> > organismo também precisa para desenvolver o músculo.
> > O que vocês acham ?
> > Saudações
> > Carlos Eduardo
> > ----- Original Message -----
> > From: "Roberto Landwehr"
> > To: "fisiologia"
> > Sent: Sunday, June 02, 2002 3:35 PM
> > Subject: [Cevfisiologia-L] Entendendo o metabolismo das gorduras
> >
> >
> > > Olá Paulo, Carlos, Geyza e demais listeiros,
> > >
> > > Antes de mais nada, gostaria de pedir aos listeiros, que verifiquem o
> > > título das mensagens ao replicarem.
> > > Vejam só como chegou a ficar o título de uma delas, reference aos acidos
> > > graxos...
> > > [Cevfisiologia-L]Re: [Cevfisiologia-L] Re: [Cevfisiologia-L] Re:
> > > Cevfisiologia-L]Re: [Cevfisiologia-L]Re: [Cevfisiologia-L] Re:
> > > [Cevfisiologia-L] Re: [Cevfisiologia-L] Re: [Cevfisiologia-L] Creatinae
> > > Contratibilidade caredíaca .NhcmVk7WFjYS4=
> > > Um título desse tamanho e que não diz nada...
> > > Bem, vamos ao que interessa:
> > >
> > > 1 - O gasto energético da atividade física não depende apenas do modo,
> > > mas sim da intensidade.Portanto, uma atividade em
> > > cicloergometro ou em bicicleta pode ser mais intensa do que uma
> > > atividade em esteira ou corrida de rua. Assim sendo a atividade
> > > que eventualmente utiliza uma menor massa muscular, pode promover um
> > > maior gasto energético por unidade de tempo.
> > >
> > > 2 - Frequência cardíaca só serve de referência quando se conhece a
> > > frequência cardíaca máxima como disse o Paulo.
> > > Vejam só o seguinte expemplo que é verdadeiro:
> > > Um técnico de triathlon está acompanhando o treino de corrida de um
> > > atleta, usando patins em linha. Assim, apesar de não possuir a
> > >
> > > mesma forma física, pode acompanhar o atleta. O treino, conta com uma
> > > série de tiros de 2 km intercalados por dois km e marcha
> > > moderada.
> > > Os dois estão usando monitores cardíacos com diferentes frequências para
> > > que não haja interferência entre os monitores.
> > > Durante um dos tiros, a pista torna-se ligeiramente inclinada, mas o
> > > atleta mantém a velocidade estipulada de 20 km/h ou sejam 3
> > > km/min, o triatleta, na época com seus 30 anos, atinge uma FC de 177 bpm
> > > e o técnico, na época com 42 anos atinge uma FC de
> > > 179 bpm. Os dois estão ofegantes e não podem conversar, mas o técnico
> > > que teria sua FC máxima na casa dos 178bpm, continua o
> > >
> > > treino sem entrar em fadiga.
> > > Se fossemos prescrever um treino baseado em predição da FC max, o
> > > técnico não deveria treinar acima de uns 80 a 85%% da FC
> > > max, ~ 142 - 151 bpm.
> > > Esse técnico foi ao LAFIT alguns meses depois, já com 43 anos e fez um
> > > teste máximo em esteira. A FC máx foi 202 bpm.
> > > Esse não é um caso isolado. São centenas de milhares, mas não sabemos,
> > > pois na maioria do tempo fazemos testes submáximos ou
> > > prescrevemos a partir da FC máx prevista para a idade...
> > > Isso significa que na maioria do tempo, quando prescrevemos o
> > > treinamento baseado na FC prevista para a idade, estamos
> > > errando!!!!!!!!!!
> > >
> > > 3 - Creio que a pergunta da Geyza pedia uma fundamentação teórica aos
> > > fenomenos envolvidos na utilização de diferentes
> > > substratos energéticos. Então vamos complementar as colocações do Paulo
> > >
> > > 1 - A ativação da lipase hormonio sensitiva dá-se por conta das
> > > catecolaminas, principalmente a norepinefrina. Norepinefrina é
> > > secretada pela medula adrenal pela ação do exercício moderado ou
> > > intenso e age no fígado e no tecido adiposo ( A norepinefrina
> > > possui ainda outras ações)
> > >
> > > 2 - O hormonio de crescimento ( GH), também é ativado por exercício e
> > > também aumenta a mobilização de acidos graxos.
> > >
> > > 3 - A utilização dos acidos graxos depende do "sistema carreador de
> > > carnitina" (carnitine shuttle) que é limitada, portanto, na
> > > medida em que a intensidade do exercício aumenta, aumentando as
> > > necessidades energéticas, a participação das gorduras na
> > > produção de energia diminui progressivamente, até um ponto próximo do
> > > limiar de lactato ou limiar anaeróbio.
> > >
> > > 4 - Acidose inibe a mobilização de ácidos graxos
> > >
> > > 5 - Voltando à ponte de carnitina mencionada no ítem 3, a membrana
> > > interna da mitocondria é impermeável à acil -CoA e à
> > > coenzima A, portanto, precisa dessa ponte para penetrar. Na face
> > > externa da membrana mitocondrial, a Carnitina Palmitoil
> > > Transferase 1 - CPT1, transfere o radical acila para a carnitina
> > > formando acil-carnitinae na face interna da membrana, a enzima
> > > Carnitina Palmitoil Transferase 2 doa o grupo acila da acil-carnitina
> > > para uma coenzima A, e formando acil-CoA que é oxidada a
> > > acetil CoA que é oxidada no ciclo de Krebs
> > >
> > >
> > >
> > > Continuando:
> > >
> > > 6 - Como já foi mencionado diversas vezes na lista pelo Tony, Mauro,
> > > Carlos Ugrinowistch, Nuno, e mais umas trocentas pessoas,
> > > o que irá gerar a utilização de gorduras na tentativa de repor as
> > > reservas energéticas perdidas durante o exercício é a ocorrencia de
> > > um balanco energético negatico.
> > > Isso implica em que a energia gasta durante o exercício + a energia
> > > gasta durante o dia com outras atividades seja maior do que a
> > > energia reposta com a a limentação.
> > > Não importa o substrato energético utilizado durante o exercício desde
> > > que no final, gaste-se mais energia do que se tenha ingerido.
> > > O balanço energético negativo leva a uma hipoglicemia relativa que
> > > aumenta a secreção de Norepinefrina e GH, que por sua vez
> > > aumentam a utlização de acoidos graxos para a produção de energia.
> > > Importante ressaltar que essa história de "gorduras queimam numa chama
> > > de carbohidratos"só é valida para o fígado, mas não é
> > > válida para o músculo e a atividade física)
> > >
> > > Saudações,
> > >
> > > RL
> > >
> > >
> > >
> > >
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