Re: [cevefesc-L] Resumo 25

To: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Subject: Re: [cevefesc-L] Resumo 25
From: Otávio Tavares <otavares@xxxxxxxxxx>
Date: Wed, 7 Aug 2002 13:47:18 -0300
Prezada Claudia e demais membros da lista,
Como já afirmei na resposta a mensagem de Daniel, não voltarei ao tema nesta
lista.
Agradeço seu interesse em manter a troca de idéias, assim como reconheço o
bom nível geral dos participantes, todavia serei disciplinado (pelo menos
desta vez).
Um abraço à você e à todos
Otávio Tavares
----- Original Message -----
From: Claudia Bergo <claudiabergo@xxxxxxxxxx>
To: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Wednesday, August 07, 2002 1:57 AM
Subject: Re: [cevefesc-L] Resumo 25
> Caro prof. Otávio e demais colegas da lista.
>
> É difícil não considerar uma discussão superficial quando ela se limita ao
> que é, essencialmente, o resultado de uma trajetória histórica, tanto da
> humanidade, quanto de uma nação (a nossa, em particular) e, ainda, de uma
> área do conhecimento (a Educação Física).
> Se a Educação Física se encontra hoje (e ainda) em crise - sobre a qual
> tantos já escreveram e muito bem demarcaram as prováveis raízes - não será
> através da regulamentação da profissão e nem mesmo da inclusão da palavra
> "obrigatória" na LDB que sairá dela.
> Pelo contrário, estas duas ações só reforçam o teor corporativo da
> discussão, uma vez que é o argumento que mais aglutina os profissionais em
> torno de algumas estratégias de luta: garantir o mercado de trabalho nas
> organizações de esporte e lazer e nas instituições de ensino.
> Quando afirmo isso, não pretendo rotular quem quer que seja e nem julgar
os
> que aqui debatem: simplesmente retrato o que tenho observado nos espaços
de
> trabalho - clubes, academias, escolas - que freqüento. É sempre o
argumento
> de "perder mercado de trabalho" que permeia as discussões e, via de regra,
é
> com ele que os defensores destas ações conclamam os demais colegas para
este
> debate.
> A ironia é conseqüência do cansaço de testemunhar ao ir e vir dessa mesma
> questão na Educação Física. Desde os tempos em que meu pai lecionava, ela
> perdura. Ele já completou seus 83 anos e a luta continua!
>
> Em momento algum deixo de me remeter à tese da "regulamentação" da
> profissão. A minha ironia é toda dirigida a ela. Quanto aos que exercem o
> comando do sistema até o momento, se fosse expressar aqui o que penso, não
> conseguiria ser irônica e tampouco amena.
> Mas se estão onde estão, do mesmo modo que Collor, Menguele e Stalin
> chegaram onde chegaram e fizeram o que fizeram, certamente foram amparados
> por uma corrente ideológica que se sobrepôs às demais (seja pelo uso de
> manobras políticas ou coerção financeira ou militar, ou pelas vias
legítimas
> da saudável convivência democrática - o que não parece ser o caso de
nenhum
> destes personagens).
>
> Vamos aos pontos, então.
> 1. Antes de mais nada, é bom situar nossas visões de mercado, para
continuar
> nosso debate. Pelo que tenho lido, percebo que o mercado não é mais aquele
e
> concordo com o que Peter Druker afirma ter acontecido: o mercado quer
> qualidade, venha ela da forma que vier. Portanto, empreendedores
> sintonizados com o mercado vão inspirar-se em seus anseios para
estabelecer
> suas vantagens competitivas. Afirmar que, pela ótica dos donos do negócio,
é
> melhor ter qualquer um do que um profissional qualificado (desde que seja
> competente), não me parece coerente com as boas práticas do marketing. Ou
> então, com essa ótica, o dono vai acabar afundando seu negócio. A
existência
> de uma entidade cartorial por trás da contratação de profissionais só se
> justificará se ela realmente assegurar ao mercado a qualidade que ele
espera
> na prestação de serviço. Senão, se a obrigatoriedade não agregar valor
algum
> ao "produto", parafraseando Geraldo Vandré em Fica mal com Deus, um jeito
o
> mercado ajeita dela se acabar.
> Noto, entretanto, que boa parte das academias que conheço pertencem a
> profissionais de Educação Física. Se isso for regra geral (desconheço
> estudos que informem ou estimem esse quantitativo), a regulamentação da
> profissão "cai como uma luva", pois estes empresários teriam nisso a sua
> vantagem competitiva, sem nenhum esforço de contratar
funcionários-extra...
> 2. Mesmo "comemorando" o retorno da obrigatoriedade da Educação Física na
> LDB, não consigo deixar de me preocupar com a "extinção" dessa
> obrigatoriedade. Algo sintomático, não? Por que saiu? Que fragilidade
> política essa área de conhecimento tem, não é? Uma manobra no Senado
> eliminou essa importante (para nós) palavrinha do texto legal e, mesmo
> assim, a Lei foi aprovada... Pois é, depois fomos correr atrás do
prejuízo.
> Sempre atrás, porque nunca conseguimos correr na frente dele... Quantas
> reuniões vazias presenciamos na época da elaboração da LDB, não é mesmo?
> Nossos pares preferiram outros programas a discutir os rumos da área. Como
> reconhecer uma área profissional que deixa os acontecimentos chegarem
aonde
> chegaram? Será que a sociedade não percebe isso de uma forma crítica? Será
> que não aconteceu conosco o mesmo que com a Cigarra da famosa fábula?
> Imagino as "formigas" de nossa sociedade comentando: Agora, dance!
> Relembrando o passado, foi a própria Educação Física que "abriu as portas"
> para a não-obrigatoriedade: a despeito de parecer do Conselho Nacional de
> Educação recomendando que a dispensa da atividade física para mães e
> trabalhadores não fosse entendida como dispensa das sessões de Educação
> Física, a prática era mesmo deixar essas pessoas de fora. E o hábito (mau)
> foi tomando força de lei...
> 3. Retornemos ao mercado. Justamente por estarmos submetidos ao 'mercado'
é
> que prevalece a tese do reconhecimento espontâneo. Não se "empurram"
> produtos (ou serviços) ao mercado. Nem contratando o Nizan Guanães
> conseguiremos vender geladeiras para esquimós. O mercado não é um objeto,
> mas uma manifestação de sujeitos, e é analisando-o que vamos conhecer sua
> expressão e nela perceber seus desejos. Se o mercado não deseja seu
produto,
> não dá para mudar o mercado, mas dá para trocar o produto, não? Pois é o
> capital cultural dos sujeitos que se manifesta através de seus desejos e
que
> "cria" essa entidade administrativa que denominamos mercado.
> E é esse capital cultural, e não a obrigatoriedade, que nos induz a
vacinar
> nossas crianças, matriculá-las nas escolas etc. O reconhecimento social
deu
> legitimidade às leis e por isso elas são cumpridas. No início do século
> passado, não era bem assim. Ou já esqueceram da Revolta da Vacina?
> Felizmente o conhecimento acumulado se traduz em melhoria da qualidade de
> vida, via mudanças de comportamento. Pena que não podemos afirmar isso em
> todos os sentidos...
> Mudanças induzidas por lei e que não vão ao encontro dos anseios da
> sociedade, ou não duram, ou não são cumpridas. A menos que se criem
> mecanismos (geralmente autoritários) para tal. O caos econômico que
vivemos
> hoje ilustra bem que soluções autoritárias só potencializam os problemas.
Ou
> será que as dificuldades econômicas não foram o "pretexto" para o golpe
> militar de 64?
> 4. É difícil afirmar com certeza "científica" se foi graças ao
> reconhecimento espontâneo que esta ou aquela área de conhecimento se
> legitimou. Mas a história tem nos mostrado que, mesmo "carregada" nos
braços
> pelo poder para "forjar homens fortes e saudáveis", a Educação Física não
> conseguiu se legitimar como prática social. Por que?
> A existência de conselhos não tem assegurado à sociedade o que deles se
> esperava: proteger seus cidadãos do mau exercício profissional. Das mortes
e
> outras aberrações, noticiadas nos últimos anos, que envolvem médicos,
poucas
> resultaram em sanções por parte do CFM. Pior ainda, se enumerarmos aquelas
> que nem noticiadas são, livrando o Conselho da pressão da opinião pública.
O
> que o CREA fez em relação aos engenheiros envolvidos no Palace? Ou será
que
> o Sérgio Naya trabalhou ali sozinho? E quanto ao TRT? Desvio de verba,
> superfaturamento de obra não passa por orçamentos preparados por
> engenheiros?
> Pois é. Temos muitos problemas. Nenhuma solução.
> E tudo isso acontecendo e a Educação Física "aqui na praça, dando milho
aos
> pombos"...
> Pensar que o problema da Educação Física está desassociado de tudo isso
> chega a ser ingenuidade. Pensar que, numa sociedade em que o poder
paralelo
> do tráfico carrega nossas crianças e jovens para uma vida marginal, vamos
> conseguir a atenção da população (e seu apoio) para resolver a situação
> problemática da Educação Física, beira as raias da alienação.
> Que tal pensar nos problemas do planeta, da humanidade, do país, do
estado,
> da cidade, de nossas comunidades? É atuando que vamos promover a
legitimação
> de nossa profissão. Observo que aqueles professores de Educação Física que
> têm trilhado o caminho da inserção nos problemas comunitários e
participado
> das lutas coletivas não têm muito o que se preocupar com regulamentação da
> profissão e nem com o adjetivo "obrigatoriedade".
> 5. E observo também que, a despeito de toda a produção científica
acumulada
> pela Educação Física, principalmente as reflexões sobre seu papel social
> (extremamente valiosas para repensarmos nosso "estar-no-mundo"), a bola
> ainda rola, seja na queimada para as meninas ou no futebol, para os
meninos.
> Mas há, agora, um discurso que sustenta essa prática: atividade livre,
> exploração da ludicidade, estímulo à auto-organização e por aí afora.
> Que coisa, hein? Tanto se avançou e o que mudou foi apenas o discurso...
> Fundamentamos a "rolação de bola"!
> Em momento algum estou desvalorizando a produção científica, por favor,
não
> queiram entender isto! Quero apenas compartilhar o que observo por onde
ando
> e entender por que a "zona de conforto" é o caminho preferencial na
Educação
> Física. E, ainda, entender por que ainda não conseguimos transformar essa
> prática, considerando as mudanças operadas em diversos cursos de formação
de
> professores.
> Talvez seja o caso de refletir sobre nossa própria ansiedade em
materializar
> as mudanças. Estamos lidando com um fenômeno complexo, que é a cultura.
Não
> se revoluciona a cultura de um dia para o outro (e nem por decreto).
Somente
> mudanças culturais levarão a mudanças de comportamento.
> Se, entretanto, os defensores da regulamentação querem uma proposta
> alternativa, eu posso recomendar uma boa dose de paciência histórica e
muito
> trabalho.
> Trabalho individual, no sentido de colocar em prática tudo que sabemos
hoje
> que a Educação Física tem para colaborar na formação de cidadãos. Trabalho
> coletivo, no sentido de integrar-se às demais disciplinas e mostrar como a
> Educação Física proporciona situações desafiadoras, capazes de motivar os
> alunos a aprofundar-se em qualquer tema da cultura universal. Trabalho
> institucional, no sentido de demonstrar o quanto a dicotomia corpo/mente,
> com privilégio desta em relação àquele, se manifesta na educação,
> determinando que a maior parte da carga horária seja dedicada a atividades
> cognitivas. Trabalho comunitário, no sentido de contribuir com o
> fortalecimento da cidadania. Trabalho classista, no sentido de fortalecer
a
> categoria dos professores e reivindicar remuneração e condições de
trabalho
> dignas para que se promova uma educação de qualidade.
> Isso vale tanto no ambiente da educação formal quanto informal. Ou será
que
> academias, clubes e outras instituições congêneres não são também espaços
> educacionais?
> Se não estão sendo, que tal começar a tratá-los como tal?
> O conflito entre leigos e formados não é privilégio do exercício
> profissional da Educação Física. Mas a forma de encarar o problema e
> conduzir as estratégias de solução tem sido ímpar.
> É por isso que reafirmo: é a contramão da história!
>
> E acredito que a discussão em torno da regulamentação pouco acrescenta a
uma
> lista de debates sobre a educação física escolar. Por isso expressei meu
> ponto de vista de forma sintética (e resultou em ironia, falha nossa!) nos
> comentários anteriores, para não render muito o assunto.
> Me perdoem o exagero de hoje - é coisa rara -, mas é difícil não ser
prolixo
> quando estamos sendo mal interpretados.
>
> Que venham, pois, seus ventos, Guilherme...
> Já que "navegar é preciso, viver não é [nada] preciso".
>
> Saudações de aquém mar!
>
>
> Cláudia
>
>
> ----- Original Message -----
> From: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> To: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> Sent: Tuesday, August 06, 2002 5:23 AM
> Subject: [cevefesc-L] Resumo 25
>
>
>
> Mensagem: 5
> Data: Mon, 5 Aug 2002 16:45:48 -0300
> De: "Otavio" <otavares@xxxxxxxxxx>
> Assunto: Re: Resumo 24
>
> Prezados listeiros, a lista é coletiva mas esta mensagem é especialmente
> dedicada a Profa. Bergo.
>
> Prezada Claudia Bergo,
>
> Não me parece que o debate tenha sido até aqui superficial e corporativo.
> Curiosamente, são as rotulações e /ou ironias que garantem a
> superficialidade do debate, uma vez que simplificam, reduzem e reificam as
> idéias às suas expressões superficiais.
>
> Me parece absolutamente possível e necessário que separemos o exame da
tese
> "regulamentação" da apreciação e/ou julgamento daqueles que exercem o
> comando do sistema até aqui. Do contrário também poderemos julgar a
> democracia por Fernando Collor de Melo, a medicina pelo Dr. Mengele, o
> socialismo por Stalin ou a função social do esporte pela Escola de Leipzig
> (antiga Alemanha Oriental), o que me parece mais embaralha do que facilita
o
> debate.
>
> Neste sentido, gostaria de comentar a citação que você trouxe.
> 1. Uma tese cara a uma boa parcela daqueles contra a regulamentação é que
> ela atenderia os ditames do 'neo-liberalismo'.
> Ora, a tese central do neo-liberalismo é a desregulamentação dos mercados
e
> a promoção do 'Estado mínimo'. Assim, dificilmente uma regulamentação
> poderia atendê-los.
> Me parece que pela ótica dos donos do negócio EF, é melhor ter qualquer um
> (e pagar menos se for um leigo ou um acadêmico), ou aquele que se julga
> melhor e mais competente (e agregar valor ao negócio) do que ser obrigado
> por uma entidade cartorial a contratar alguém com formação certa.
>
> 2. Recentemente comemoramos, depois de longa e excruciante dúvida, o
retorno
> do adjetivo "obrigatória" ao texto da LDB que fala da EF na escola. Me
> parece que se há coerência entre os debatedores, aqueles contra a
> regulamentação e a favor do reconhecimento espontâneo devem também se
> posicionar contra e quem sabe até criar um movimento contra a
> obrigatoriedade da EF na escola (cada vez mais, infelizmente, um negócio
> privado no Brasil).
>
> 3. A tese do reconhecimento espontâneo não nos livra da entidade
'mercado',
> uma vez que vivemos numa economia de mercado. Pelo contrário. Esta tese
> provavelmente nos joga 'nos braços do mercado'. Apesar da idéia do
'capital
> cultural' ser atraente, ela não nos livra obrigatoriamente de vacinar as
> crianças, matricula-las na escolas, não permiti-las trabalhar antes dos 16
> anos, não fumar em diversos lugares, processar um índio por estupro e etc.
> Ou seja, como já foi observado pelo Guilherme, a lei é uma instância
social
> inelutável que por vezes sanciona o reconhecimento social e de outras
induz
> mudanças.
> Observem que nem mesmo nas antigas e atuais sociedades socialistas há ou
> houve espaço para o reconhecimento espontâneo. O que indica que esta tese
> pode ser tão bela quanto irrealizável. Aliás, atividades com alto
> reconhecimento social (espontâneo?) não abdicaram de suas entidades
> cartoriais. Conhecemos algum estudo que determine o papel destas
> instituições cartoriais para o reconhecimento social daquelas profissões?
>
> 4. Não estamos no 'ano zero' da EF. Amargamente reconheço que nossa
formação
> e prática não nos tornaram competentes o suficiente para que tenhamos um
> reconhecimento social indiscutível. A maioria de nós não tem dúvidas entre
> uma curandeira e um médico, entre um motorista profissional e um de
> fim-de-semana. entre a escola e o professor formado e a 'explicadora'.
Mas,
> socialmente falando, a EF tem sido vista nos últimos cem anos pelo menos,
> como algo essencialmente prático, como a marcenaria, por exemplo (e ela
tem
> um saber prático muito grande). Isto faz com que a demanda social pelo
> profissional formado seja fraca, principalmente nos espaços não formais.
> OK. Melhoremos nossa formação e prática. Mas não seria necessário induzir
> uma mudança social?
>
> 5. Observo também uma interessante incoerência de posições. Em face a
> crescente fragmentação da profissão, dada tanto pelas demandas sociais
> variadas quanto pelas apontadas modificações na formação profissional,
> muitos tem proclamado que a identidade/unidade da formação se daria pela
> característica pedagógica da intervenção ("somos todos professores"). Ora,
> como conciliar o desejo da legitimação social espontânea com a necessidade
> da formação pedagógica unificada?
>
> 5. Devo reconhecer como professor universitário que sou que meu trabalho
tem
> algum valor social. É evidente que podem existir leigos com ótima atuação
e
> profissionais formados absolutamente medíocres mas, em tese, creio que a
> formação profissional tem razão de existir. Assim, se nas áreas de atuação
> em que a formação profissional se choca com os múltiplos saberes da
cultura
> corporal sancionados pela tradição tendo a ficar a favor da tradição, nas
> áreas de formação e atuação mais específica e técnica, aqueles que ocupam,
> geralmente a baixo custo, o espaço profissional devem ser coagidos a
> deixá-lo.
> A questão está em como fazê-lo de maneira democrática e não da forma
> estupidificante como foi relatada. Aliás, aqui no ES não tenho relatos
> sequer de fiscalização, embora tenha notado um aumento de leigos
procurando
> cursos de graduação para se legalizarem e legitimarem.
>
> Bons ventos (em homenagem ao velejador Guilherme Pacheco, e sem nenhuma
> letra de música, já que não me ocorreu nenhuma adequada agora).
>
> Otávio Tavares
>
> -----Mensagem original-----
> De: Claudia Bergo <claudiabergo@xxxxxxxxxx>
> Para: cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> Data: Segunda-feira, 5 de Agosto de 2002 00:56
> Assunto: Re: [cevefesc-L] Resumo 24
>
>
> >Guilherme, Henrique e demais listeiros que pensam como ambos
> >
> >
> >Usarei palavras do professor Aldo de Albuquerque Barreto, pesquisador do
> >IBICT e presidente da ANCIB, pois creio que servem para a Educação Física
e
> >outras áreas mais que estiverem buscando legitimação social por vias
> >tortuosas:
> >
> >"Não compete ao conhecimento ou a uma área de conhecimento justificar
> >continuamente a sua importância e a sua existência. Seu desenvolvimento
não
> >se vincula ao mercado, mas ao capital cultural de uma sociedade. Este
> >reconhecimento deve ser espontâneo e meritório." (BARRETO, A. B. Uma
> >elegante esperança. Disponível em
> >http://www.alternex.com.br/~aldoibct/elegante.htm. Acesso em 25 jul.
2002.
> >p. 3)
> >
> >Por favor, colegas, parem de correr atrás do próprio rabo e olhem em
volta.
> >Esta lista continuará acrescentando pouco, se o nível de debates
continuar
> >sendo tão superficial e corporativo.
> >
> >O Conselho realmente tem acrescentado notoriedade à Educação Física. Essa
> >área de conhecimento, que não conseguia espaço significativo na mídia,
pelo
> >menos vai ocubar bons centímetros nas páginas políciais.
> >Que progresso, hein?
> >
> >São mesmo bons esses ventos!
> >
> >(E eu vou ficando por aqui, que Deus no céu me ajude...)
> >
> >Saudações.
> >
> >Cláudia
> >
> >
>
>
>
>
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