Re: [cevefesc-L] Resumo 25

To: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Subject: Re: [cevefesc-L] Resumo 25
From: "Claudia Bergo" <claudiabergo@xxxxxxxxxx>
Date: Wed, 7 Aug 2002 01:57:28 -0300
Caro prof. Otávio e demais colegas da lista.
É difícil não considerar uma discussão superficial quando ela se limita ao
que é, essencialmente, o resultado de uma trajetória histórica, tanto da
humanidade, quanto de uma nação (a nossa, em particular) e, ainda, de uma
área do conhecimento (a Educação Física).
Se a Educação Física se encontra hoje (e ainda) em crise - sobre a qual
tantos já escreveram e muito bem demarcaram as prováveis raízes - não será
através da regulamentação da profissão e nem mesmo da inclusão da palavra
"obrigatória" na LDB que sairá dela.
Pelo contrário, estas duas ações só reforçam o teor corporativo da
discussão, uma vez que é o argumento que mais aglutina os profissionais em
torno de algumas estratégias de luta: garantir o mercado de trabalho nas
organizações de esporte e lazer e nas instituições de ensino.
Quando afirmo isso, não pretendo rotular quem quer que seja e nem julgar os
que aqui debatem: simplesmente retrato o que tenho observado nos espaços de
trabalho - clubes, academias, escolas - que freqüento. É sempre o argumento
de "perder mercado de trabalho" que permeia as discussões e, via de regra, é
com ele que os defensores destas ações conclamam os demais colegas para este
debate.
A ironia é conseqüência do cansaço de testemunhar ao ir e vir dessa mesma
questão na Educação Física. Desde os tempos em que meu pai lecionava, ela
perdura. Ele já completou seus 83 anos e a luta continua!
Em momento algum deixo de me remeter à tese da "regulamentação" da
profissão. A minha ironia é toda dirigida a ela. Quanto aos que exercem o
comando do sistema até o momento, se fosse expressar aqui o que penso, não
conseguiria ser irônica e tampouco amena.
Mas se estão onde estão, do mesmo modo que Collor, Menguele e Stalin
chegaram onde chegaram e fizeram o que fizeram, certamente foram amparados
por uma corrente ideológica que se sobrepôs às demais (seja pelo uso de
manobras políticas ou coerção financeira ou militar, ou pelas vias legítimas
da saudável convivência democrática - o que não parece ser o caso de nenhum
destes personagens).
Vamos aos pontos, então.
1. Antes de mais nada, é bom situar nossas visões de mercado, para continuar
nosso debate. Pelo que tenho lido, percebo que o mercado não é mais aquele e
concordo com o que Peter Druker afirma ter acontecido: o mercado quer
qualidade, venha ela da forma que vier. Portanto, empreendedores
sintonizados com o mercado vão inspirar-se em seus anseios para estabelecer
suas vantagens competitivas. Afirmar que, pela ótica dos donos do negócio, é
melhor ter qualquer um do que um profissional qualificado (desde que seja
competente), não me parece coerente com as boas práticas do marketing. Ou
então, com essa ótica, o dono vai acabar afundando seu negócio. A existência
de uma entidade cartorial por trás da contratação de profissionais só se
justificará se ela realmente assegurar ao mercado a qualidade que ele espera
na prestação de serviço. Senão, se a obrigatoriedade não agregar valor algum
ao "produto", parafraseando Geraldo Vandré em Fica mal com Deus, um jeito o
mercado ajeita dela se acabar.
Noto, entretanto, que boa parte das academias que conheço pertencem a
profissionais de Educação Física. Se isso for regra geral (desconheço
estudos que informem ou estimem esse quantitativo), a regulamentação da
profissão "cai como uma luva", pois estes empresários teriam nisso a sua
vantagem competitiva, sem nenhum esforço de contratar funcionários-extra...
2. Mesmo "comemorando" o retorno da obrigatoriedade da Educação Física na
LDB, não consigo deixar de me preocupar com a "extinção" dessa
obrigatoriedade. Algo sintomático, não? Por que saiu? Que fragilidade
política essa área de conhecimento tem, não é? Uma manobra no Senado
eliminou essa importante (para nós) palavrinha do texto legal e, mesmo
assim, a Lei foi aprovada... Pois é, depois fomos correr atrás do prejuízo.
Sempre atrás, porque nunca conseguimos correr na frente dele... Quantas
reuniões vazias presenciamos na época da elaboração da LDB, não é mesmo?
Nossos pares preferiram outros programas a discutir os rumos da área. Como
reconhecer uma área profissional que deixa os acontecimentos chegarem aonde
chegaram? Será que a sociedade não percebe isso de uma forma crítica? Será
que não aconteceu conosco o mesmo que com a Cigarra da famosa fábula?
Imagino as "formigas" de nossa sociedade comentando: Agora, dance!
Relembrando o passado, foi a própria Educação Física que "abriu as portas"
para a não-obrigatoriedade: a despeito de parecer do Conselho Nacional de
Educação recomendando que a dispensa da atividade física para mães e
trabalhadores não fosse entendida como dispensa das sessões de Educação
Física, a prática era mesmo deixar essas pessoas de fora. E o hábito (mau)
foi tomando força de lei...
3. Retornemos ao mercado. Justamente por estarmos submetidos ao 'mercado' é
que prevalece a tese do reconhecimento espontâneo. Não se "empurram"
produtos (ou serviços) ao mercado. Nem contratando o Nizan Guanães
conseguiremos vender geladeiras para esquimós. O mercado não é um objeto,
mas uma manifestação de sujeitos, e é analisando-o que vamos conhecer sua
expressão e nela perceber seus desejos. Se o mercado não deseja seu produto,
não dá para mudar o mercado, mas dá para trocar o produto, não? Pois é o
capital cultural dos sujeitos que se manifesta através de seus desejos e que
"cria" essa entidade administrativa que denominamos mercado.
E é esse capital cultural, e não a obrigatoriedade, que nos induz a vacinar
nossas crianças, matriculá-las nas escolas etc. O reconhecimento social deu
legitimidade às leis e por isso elas são cumpridas. No início do século
passado, não era bem assim. Ou já esqueceram da Revolta da Vacina?
Felizmente o conhecimento acumulado se traduz em melhoria da qualidade de
vida, via mudanças de comportamento. Pena que não podemos afirmar isso em
todos os sentidos...
Mudanças induzidas por lei e que não vão ao encontro dos anseios da
sociedade, ou não duram, ou não são cumpridas. A menos que se criem
mecanismos (geralmente autoritários) para tal. O caos econômico que vivemos
hoje ilustra bem que soluções autoritárias só potencializam os problemas. Ou
será que as dificuldades econômicas não foram o "pretexto" para o golpe
militar de 64?
4. É difícil afirmar com certeza "científica" se foi graças ao
reconhecimento espontâneo que esta ou aquela área de conhecimento se
legitimou. Mas a história tem nos mostrado que, mesmo "carregada" nos braços
pelo poder para "forjar homens fortes e saudáveis", a Educação Física não
conseguiu se legitimar como prática social. Por que?
A existência de conselhos não tem assegurado à sociedade o que deles se
esperava: proteger seus cidadãos do mau exercício profissional. Das mortes e
outras aberrações, noticiadas nos últimos anos, que envolvem médicos, poucas
resultaram em sanções por parte do CFM. Pior ainda, se enumerarmos aquelas
que nem noticiadas são, livrando o Conselho da pressão da opinião pública. O
que o CREA fez em relação aos engenheiros envolvidos no Palace? Ou será que
o Sérgio Naya trabalhou ali sozinho? E quanto ao TRT? Desvio de verba,
superfaturamento de obra não passa por orçamentos preparados por
engenheiros?
Pois é. Temos muitos problemas. Nenhuma solução.
E tudo isso acontecendo e a Educação Física "aqui na praça, dando milho aos
pombos"...
Pensar que o problema da Educação Física está desassociado de tudo isso
chega a ser ingenuidade. Pensar que, numa sociedade em que o poder paralelo
do tráfico carrega nossas crianças e jovens para uma vida marginal, vamos
conseguir a atenção da população (e seu apoio) para resolver a situação
problemática da Educação Física, beira as raias da alienação.
Que tal pensar nos problemas do planeta, da humanidade, do país, do estado,
da cidade, de nossas comunidades? É atuando que vamos promover a legitimação
de nossa profissão. Observo que aqueles professores de Educação Física que
têm trilhado o caminho da inserção nos problemas comunitários e participado
das lutas coletivas não têm muito o que se preocupar com regulamentação da
profissão e nem com o adjetivo "obrigatoriedade".
5. E observo também que, a despeito de toda a produção científica acumulada
pela Educação Física, principalmente as reflexões sobre seu papel social
(extremamente valiosas para repensarmos nosso "estar-no-mundo"), a bola
ainda rola, seja na queimada para as meninas ou no futebol, para os meninos.
Mas há, agora, um discurso que sustenta essa prática: atividade livre,
exploração da ludicidade, estímulo à auto-organização e por aí afora.
Que coisa, hein? Tanto se avançou e o que mudou foi apenas o discurso...
Fundamentamos a "rolação de bola"!
Em momento algum estou desvalorizando a produção científica, por favor, não
queiram entender isto! Quero apenas compartilhar o que observo por onde ando
e entender por que a "zona de conforto" é o caminho preferencial na Educação
Física. E, ainda, entender por que ainda não conseguimos transformar essa
prática, considerando as mudanças operadas em diversos cursos de formação de
professores.
Talvez seja o caso de refletir sobre nossa própria ansiedade em materializar
as mudanças. Estamos lidando com um fenômeno complexo, que é a cultura. Não
se revoluciona a cultura de um dia para o outro (e nem por decreto). Somente
mudanças culturais levarão a mudanças de comportamento.
Se, entretanto, os defensores da regulamentação querem uma proposta
alternativa, eu posso recomendar uma boa dose de paciência histórica e muito
trabalho.
Trabalho individual, no sentido de colocar em prática tudo que sabemos hoje
que a Educação Física tem para colaborar na formação de cidadãos. Trabalho
coletivo, no sentido de integrar-se às demais disciplinas e mostrar como a
Educação Física proporciona situações desafiadoras, capazes de motivar os
alunos a aprofundar-se em qualquer tema da cultura universal. Trabalho
institucional, no sentido de demonstrar o quanto a dicotomia corpo/mente,
com privilégio desta em relação àquele, se manifesta na educação,
determinando que a maior parte da carga horária seja dedicada a atividades
cognitivas. Trabalho comunitário, no sentido de contribuir com o
fortalecimento da cidadania. Trabalho classista, no sentido de fortalecer a
categoria dos professores e reivindicar remuneração e condições de trabalho
dignas para que se promova uma educação de qualidade.
Isso vale tanto no ambiente da educação formal quanto informal. Ou será que
academias, clubes e outras instituições congêneres não são também espaços
educacionais?
Se não estão sendo, que tal começar a tratá-los como tal?
O conflito entre leigos e formados não é privilégio do exercício
profissional da Educação Física. Mas a forma de encarar o problema e
conduzir as estratégias de solução tem sido ímpar.
É por isso que reafirmo: é a contramão da história!
E acredito que a discussão em torno da regulamentação pouco acrescenta a uma
lista de debates sobre a educação física escolar. Por isso expressei meu
ponto de vista de forma sintética (e resultou em ironia, falha nossa!) nos
comentários anteriores, para não render muito o assunto.
Me perdoem o exagero de hoje - é coisa rara -, mas é difícil não ser prolixo
quando estamos sendo mal interpretados.
Que venham, pois, seus ventos, Guilherme...
Já que "navegar é preciso, viver não é [nada] preciso".
Saudações de aquém mar!
Cláudia
----- Original Message -----
From: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
To: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Tuesday, August 06, 2002 5:23 AM
Subject: [cevefesc-L] Resumo 25
Mensagem: 5
Data: Mon, 5 Aug 2002 16:45:48 -0300
De: "Otavio" <otavares@xxxxxxxxxx>
Assunto: Re: Resumo 24
Prezados listeiros, a lista é coletiva mas esta mensagem é especialmente
dedicada a Profa. Bergo.
Prezada Claudia Bergo,
Não me parece que o debate tenha sido até aqui superficial e corporativo.
Curiosamente, são as rotulações e /ou ironias que garantem a
superficialidade do debate, uma vez que simplificam, reduzem e reificam as
idéias às suas expressões superficiais.
Me parece absolutamente possível e necessário que separemos o exame da tese
"regulamentação" da apreciação e/ou julgamento daqueles que exercem o
comando do sistema até aqui. Do contrário também poderemos julgar a
democracia por Fernando Collor de Melo, a medicina pelo Dr. Mengele, o
socialismo por Stalin ou a função social do esporte pela Escola de Leipzig
(antiga Alemanha Oriental), o que me parece mais embaralha do que facilita o
debate.
Neste sentido, gostaria de comentar a citação que você trouxe.
1. Uma tese cara a uma boa parcela daqueles contra a regulamentação é que
ela atenderia os ditames do 'neo-liberalismo'.
Ora, a tese central do neo-liberalismo é a desregulamentação dos mercados e
a promoção do 'Estado mínimo'. Assim, dificilmente uma regulamentação
poderia atendê-los.
Me parece que pela ótica dos donos do negócio EF, é melhor ter qualquer um
(e pagar menos se for um leigo ou um acadêmico), ou aquele que se julga
melhor e mais competente (e agregar valor ao negócio) do que ser obrigado
por uma entidade cartorial a contratar alguém com formação certa.
2. Recentemente comemoramos, depois de longa e excruciante dúvida, o retorno
do adjetivo "obrigatória" ao texto da LDB que fala da EF na escola. Me
parece que se há coerência entre os debatedores, aqueles contra a
regulamentação e a favor do reconhecimento espontâneo devem também se
posicionar contra e quem sabe até criar um movimento contra a
obrigatoriedade da EF na escola (cada vez mais, infelizmente, um negócio
privado no Brasil).
3. A tese do reconhecimento espontâneo não nos livra da entidade 'mercado',
uma vez que vivemos numa economia de mercado. Pelo contrário. Esta tese
provavelmente nos joga 'nos braços do mercado'. Apesar da idéia do 'capital
cultural' ser atraente, ela não nos livra obrigatoriamente de vacinar as
crianças, matricula-las na escolas, não permiti-las trabalhar antes dos 16
anos, não fumar em diversos lugares, processar um índio por estupro e etc.
Ou seja, como já foi observado pelo Guilherme, a lei é uma instância social
inelutável que por vezes sanciona o reconhecimento social e de outras induz
mudanças.
Observem que nem mesmo nas antigas e atuais sociedades socialistas há ou
houve espaço para o reconhecimento espontâneo. O que indica que esta tese
pode ser tão bela quanto irrealizável. Aliás, atividades com alto
reconhecimento social (espontâneo?) não abdicaram de suas entidades
cartoriais. Conhecemos algum estudo que determine o papel destas
instituições cartoriais para o reconhecimento social daquelas profissões?
4. Não estamos no 'ano zero' da EF. Amargamente reconheço que nossa formação
e prática não nos tornaram competentes o suficiente para que tenhamos um
reconhecimento social indiscutível. A maioria de nós não tem dúvidas entre
uma curandeira e um médico, entre um motorista profissional e um de
fim-de-semana. entre a escola e o professor formado e a 'explicadora'. Mas,
socialmente falando, a EF tem sido vista nos últimos cem anos pelo menos,
como algo essencialmente prático, como a marcenaria, por exemplo (e ela tem
um saber prático muito grande). Isto faz com que a demanda social pelo
profissional formado seja fraca, principalmente nos espaços não formais.
OK. Melhoremos nossa formação e prática. Mas não seria necessário induzir
uma mudança social?
5. Observo também uma interessante incoerência de posições. Em face a
crescente fragmentação da profissão, dada tanto pelas demandas sociais
variadas quanto pelas apontadas modificações na formação profissional,
muitos tem proclamado que a identidade/unidade da formação se daria pela
característica pedagógica da intervenção ("somos todos professores"). Ora,
como conciliar o desejo da legitimação social espontânea com a necessidade
da formação pedagógica unificada?
5. Devo reconhecer como professor universitário que sou que meu trabalho tem
algum valor social. É evidente que podem existir leigos com ótima atuação e
profissionais formados absolutamente medíocres mas, em tese, creio que a
formação profissional tem razão de existir. Assim, se nas áreas de atuação
em que a formação profissional se choca com os múltiplos saberes da cultura
corporal sancionados pela tradição tendo a ficar a favor da tradição, nas
áreas de formação e atuação mais específica e técnica, aqueles que ocupam,
geralmente a baixo custo, o espaço profissional devem ser coagidos a
deixá-lo.
A questão está em como fazê-lo de maneira democrática e não da forma
estupidificante como foi relatada. Aliás, aqui no ES não tenho relatos
sequer de fiscalização, embora tenha notado um aumento de leigos procurando
cursos de graduação para se legalizarem e legitimarem.
Bons ventos (em homenagem ao velejador Guilherme Pacheco, e sem nenhuma
letra de música, já que não me ocorreu nenhuma adequada agora).
Otávio Tavares
-----Mensagem original-----
De: Claudia Bergo <claudiabergo@xxxxxxxxxx>
Para: cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Data: Segunda-feira, 5 de Agosto de 2002 00:56
Assunto: Re: [cevefesc-L] Resumo 24
>Guilherme, Henrique e demais listeiros que pensam como ambos
>
>
>Usarei palavras do professor Aldo de Albuquerque Barreto, pesquisador do
>IBICT e presidente da ANCIB, pois creio que servem para a Educação Física e
>outras áreas mais que estiverem buscando legitimação social por vias
>tortuosas:
>
>"Não compete ao conhecimento ou a uma área de conhecimento justificar
>continuamente a sua importância e a sua existência. Seu desenvolvimento não
>se vincula ao mercado, mas ao capital cultural de uma sociedade. Este
>reconhecimento deve ser espontâneo e meritório." (BARRETO, A. B. Uma
>elegante esperança. Disponível em
>http://www.alternex.com.br/~aldoibct/elegante.htm. Acesso em 25 jul. 2002.
>p. 3)
>
>Por favor, colegas, parem de correr atrás do próprio rabo e olhem em volta.
>Esta lista continuará acrescentando pouco, se o nível de debates continuar
>sendo tão superficial e corporativo.
>
>O Conselho realmente tem acrescentado notoriedade à Educação Física. Essa
>área de conhecimento, que não conseguia espaço significativo na mídia, pelo
>menos vai ocubar bons centímetros nas páginas políciais.
>Que progresso, hein?
>
>São mesmo bons esses ventos!
>
>(E eu vou ficando por aqui, que Deus no céu me ajude...)
>
>Saudações.
>
>Cláudia
>
>
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