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Caros Colegas:
É lamentável que isso seja uma verdade . .
. mas é !.
Sou professor registrado no CREF - SP ( por força e
imposição para poder participar de Concurso Público ! ).
Infelizmente, após ser procurado em meu local de
trabalho (dentro da Academia de Ginástica com alunos presentes ao ato humilhante
) fui INTIMADO E CITADO a comparecer à Delegacia de Polícia de minha
cidade para "prestar esclarecimentos" sobre o exercício da profissão.
Apesar de ser registrado no CREF/SP passeipor isso
. . .humilhante !. Na frente dos alunos !.
Só lá na Delegacia fui saber que se tratava de um
processo do ministério público contra todos os proprietários e professores de
Academias e Clubes da cidade para a apresentação de documentos referentes ao
registro do CONFEF.
Seria essa a melhor forma de fazer valer nossos
direitos ?.
Não se tem controle sobre os professores
credenciados ?.
Sou prof. Autônomo e tenho registro junto a
Prefeitura de minha cidade desde 1986 . . . com Alvará de funcionamento,
Sanitário, pago os impostos . . . . tudo em
dia . . .
Será que isso está acontecendo emtodo o país
?.
Precisamos disso ?.
Desculpem mas não posso aceitar isso.
Vamos refletir . . . .
Prof. Darwin Ianuskiewtz
CREF4/SP 9170
Araraquara - SP.
----- Original Message -----
Sent: Sunday, August 04, 2002 2:52
AM
Subject: Re: [cevefesc-L] Resumo 23
Caro Gulherme e amigos listeiros
Hoje é sábado, e
amanhã é domingo...
Lendo essa mensagem, me ocorreram duas
músicas:
uma de ZéRamalho, cujo trecho em questão é: "e vocês que fazem
parte dessa massa..." outra, da qual só me recordo a intérprete, Elis
(inesquecível), e o trecho: "quá, quá, ra, quá, quá, quem riu... quá, quá,
rá, quá, quá, fui eu".
Me perdoem Guilherme e quem mais, de boa fé,
acreditou que isso ia ser uma boa. Mas o desfecho é o que se previa e sobre
o que se alertava.
Mas, quando a contramão da história é a via
preferencial da maioria, fazer o que, não é?
aquele
abraço!!!
Cláudia
----- Original Message ----- From:
<cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx> To:
<cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx> Sent: Sunday, August 04, 2002 12:34
AM Subject: [cevefesc-L] Resumo 23
Data: Sat, 3 Aug 2002 20:26:04 -0300
De: "Guilherme Pacheco" <gpacheco@xxxxxxxxxxxxxxx>
Assunto: nota
NOTA DE PESAR E DE INDIGNAÇÃO
Caros
Colegas,
É com imenso pesar que tomei conhecimento nesses dias do
"modus operandi" da fiscalização do Conselho nas escolas do Rio de
Janeiro.
Soube que os fiscais (jovens professores) vestem-se como
uns policiais federais com aquele colete preto escrito nas costas
FICALIZAÇÃO. Munidos de rádios-comunicadores, checam em "real time" junto à
"delegacia central" se os professores da escola fiscalizada são inscritos
no Conselho. É uma estética policialesca, como se as escolas fossem um
camelódromo e os professores uns marginais.
Há, vejam só, a
exigência que os professores mantenham escrito na camiseta a palavra
PROFESSOR ou usar um crachá de professor de EF. Um absurdo. Será que a
comunidade escolar não é capaz de reconhecer quem é o professor de EF
em aula? Ou pensam esses dirigentes que "marcar o gado" dá
status?
Por que os outros conselhos profissionais (de química por
exemplo) não precisam fazer isso?
Durante anos nós professores
buscamos nosso espaço nas escolas a partir do reconhecimento do valor da EF
escolar. Nos empenhamos para superar aquele estigma do professor que
trabalha de short. Conseguimos e hoje temos assento em qualquer forum
pedagógico. Diga-se porém, que não precisamos de qualquer ajuda do
Conselho.
A postura investigativa, que pressupõe o erro, queusa a
pressão, ao invés de persuadir e negociar, que precisa de aparência e
pantomimas policiais, é sintoma de fraqueza e inabilidade política. Tem
sido assim nas academias de ginástica e agora se volta para instituição
escolar.
Como professor de escola durante muitos anos e hoje na
universidade preocupado com assuntos da área escolar, estou indignado com
essa estética nazista (porque violenta e espalhafatosa), que é
certamente fruto da consciência infeliz de alguns dirigentes do Conselho.
Como pessoa, muito envergonhado.
Definitivamente não é dessa
forma irracional, absurda e antipática, que a EF vai manter o seu lugar na
escola.
Sempre fui a favor da regulamentação da profissão, tive a
oportunidade de dar aulas gratuitamente para obter fundos para o Movimento,
tenho amigos e mestres no Sistema CONFEF/CREF. E por isso mesmo é que quero
deixar registrado os meus mais indignados protestos aos responsáveispor
isto.
Bons Ventos!
Guilherme Pacheco, professor
licenciado pelo MEC e registrado no CREF
01
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