Re: [cevefesc-L] Resumo 23

To: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Subject: Re: [cevefesc-L] Resumo 23
From: "Claudia Bergo" <claudiabergo@xxxxxxxxxx>
Date: Sun, 4 Aug 2002 02:52:43 -0300
Caro Gulherme e amigos listeiros
Hoje é sábado, e amanhã é domingo...
Lendo essa mensagem, me ocorreram duas músicas:
uma de ZéRamalho, cujo trecho em questão é: "e vocês que fazem parte dessa
massa..."
outra, da qual só me recordo a intérprete, Elis (inesquecível), e o trecho:
"quá, quá, ra, quá, quá, quem riu... quá, quá, rá, quá, quá, fui eu".
Me perdoem Guilherme e quem mais, de boa fé, acreditou que isso ia ser uma
boa. Mas o desfecho é o que se previa e sobre o que se alertava.
Mas, quando a contramão da história é a via preferencial da maioria, fazer o
que, não é?
aquele abraço!!!
Cláudia
----- Original Message -----
From: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
To: <cevefesc-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Sunday, August 04, 2002 12:34 AM
Subject: [cevefesc-L] Resumo 23
Data: Sat, 3 Aug 2002 20:26:04 -0300
De: "Guilherme Pacheco" <gpacheco@xxxxxxxxxxxxxxx>
Assunto: nota
NOTA DE PESAR E DE INDIGNAÇÃO
Caros Colegas,
É com imenso pesar que tomei conhecimento nesses dias do "modus operandi" da
fiscalização do Conselho nas escolas do Rio de Janeiro.
Soube que os fiscais (jovens professores) vestem-se como uns policiais
federais com aquele colete preto escrito nas costas FICALIZAÇÃO. Munidos de
rádios-comunicadores, checam em "real time" junto à "delegacia central" se
os professores da escola fiscalizada são inscritos no Conselho. É uma
estética policialesca, como se as escolas fossem um camelódromo e os
professores uns marginais.
Há, vejam só, a exigência que os professores mantenham escrito na camiseta a
palavra PROFESSOR ou usar um crachá de professor de EF. Um absurdo. Será que
a comunidade escolar não é capaz de reconhecer quem é o professor de EF em
aula? Ou pensam esses dirigentes que "marcar o gado" dá status?
Por que os outros conselhos profissionais (de química por exemplo) não
precisam fazer isso?
Durante anos nós professores buscamos nosso espaço nas escolas a partir do
reconhecimento do valor da EF escolar. Nos empenhamos para superar aquele
estigma do professor que trabalha de short. Conseguimos e hoje temos assento
em qualquer forum pedagógico. Diga-se porém, que não precisamos de qualquer
ajuda do Conselho.
A postura investigativa, que pressupõe o erro, que usa a pressão, ao invés
de persuadir e negociar, que precisa de aparência e pantomimas policiais, é
sintoma de fraqueza e inabilidade política. Tem sido assim nas academias de
ginástica e agora se volta para instituição escolar.
Como professor de escola durante muitos anos e hoje na universidade
preocupado com assuntos da área escolar, estou indignado com essa estética
nazista (porque violenta e espalhafatosa), que é certamente fruto da
consciência infeliz de alguns dirigentes do Conselho. Como pessoa, muito
envergonhado.
Definitivamente não é dessa forma irracional, absurda e antipática, que a EF
vai manter o seu lugar na escola.
Sempre fui a favor da regulamentação da profissão, tive a oportunidade de
dar aulas gratuitamente para obter fundos para o Movimento, tenho amigos e
mestres no Sistema CONFEF/CREF. E por isso mesmo é que quero deixar
registrado os meus mais indignados protestos aos responsáveis por isto.
Bons Ventos!
Guilherme Pacheco, professor licenciado pelo MEC e registrado no CREF 01
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