[cevdroga] Consumo de álcool no país

Liana Romera liromera em uol.com.br
Sexta Março 19 11:42:28 BRT 2004


Artigo da Folha desta sexta feira relativo às últimas divulgações da OMS
sobsre o consumo de álcool



Consumo de álcool no Brasil preocupa OMS Publicidade

da Folha de S.Paulo, em Brasília

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou ontem em Brasília o Relatório
sobre Neurociência do Uso e Dependência de Drogas no qual faz três
advertências mundiais sobre o tema: o consumo de drogas lícitas e ilícitas
deve ser encarado de forma conjunta, é preciso tratá-lo como um problema de
saúde pública, e não só criminal, e admite ser necessária uma maior coleta
de dados para identificar a eficácia de seu uso em tratamentos médicos.

Em relação ao Brasil, o consumo de álcool é o que mais preocupa a
organização. A OMS diz não ter como exigir, mas pode indicar ao governo que
um primeiro caminho é controlar a publicidade sobre bebidas alcoólicas.

"Utilizar pessoas jovens na propaganda do álcool cria um clima social de
aceitação. Além disso, fica demonstrado que ficar bêbado é bom. O jovem
cresce com isso na cabeça", disse Maristela Monteiro, da Organização
Pan-Americana de Saúde.

Pedro Gabriel Delgado, coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde,
admite o longo caminho a ser percorrido pelo governo: "Temos alguns
obstáculos óbvios e legítimos, como os vindos da indústria produtora de
bebidas, das empresas de comunicação e até de uma visão de parte da
sociedade de que o Estado não deve intervir nesse assunto".

Segundo ele, um grupo interministerial, criado em maio de 2003, trabalha no
tema (tendo próximo um acordo entre Estados e municípios para proibir a
venda de bebidas alcoólicas em rodovias).

Já o italiano Benedetto Saraceno, chefe do Departamento de Saúde Mental e
Dependência de Drogas da OMS, fez um alerta ao governo brasileiro sobre a
farmacodependência. "Deve haver uma atuação intensa no controle do uso de
alguns tipos de droga como forma terapêutica", disse.

Em linhas gerais, a OMS informou em seu relatório que as políticas públicas
mundiais ainda são insuficientes para conter o consumo de álcool e fumo, por
exemplo. Sobre maconha, a OMS afirma que "não existem evidências da
eficácia" de seu uso médico.




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