[Cevdopagem] Farsa.

Nilson Duarte Monteiro nilsondm em uol.com.br
Sexta Outubro 6 07:35:24 BRT 2006


Fala Sabino,


Até que mudem às Leis, ou liberem de uma vez essa porcaria, pois continuar com essa hipocresia de combate ao doping é que não dá. Ou levam a coisa a sério, façam o controle preventivo, criem um banco de dados com os principais hormônios, enzimas, o diabo, de cada atleta federado e parem com essa "caça" (dos atletas que não tem importância para que o espetáculo continue) as bruxas, essa inquisição - que só pega pau de rato, com raras execeções.


Tchau!

Nilson Duarte Monteiro


> Prezadíssimo Nilson
> 
> Vamos supor que um atleta seja apanhado, fora de competição, por ingestão de 
> morfina, quando na verdade ele apenas comeu pãezinhos com semente de papoula 
> (caso Anderson). Isso é combater doping com eficiência?
> 
> O atleta Scheidt, quando era do Grêmio, foi apanhado por ingestão de DHEA. 
> alguns levantaram a dúvida sobre ser a droga endógena ou exógena. Um luminar 
> do COI sugeriu então ao Grêmio que o enviasse ao Canadá, pois a Dra. 
> Christiane Ayotte teria condições de tirar as dúvidas. Agora imagine você 
> que ele fosse a Montreal e de lá viesse a comunicação de que a droga era 
> exógena. Preciso adivinhar o que diriam?
> 
> O jovem zagueiro passaria por dopado e mentiroso, pois negava 
> peremptoriamente haver ingerido qualquer substância proibida.
> 
> Acontece, meu caro Nilson, que o DHEA é o hormônio-mãe e existe aos quilos 
> no nosso corpo. Como todos os hormônios saem do colesterol, não é difícil 
> imaginar que o DHEA que o incriminou poderia estar numa carne gorda e mal 
> passada, portanto exógena. Como você sabe, existem churascarias às toneladas 
> no Rio Grande do Sul.
> 
> Até quando, Nilson, vamos ter de ouvir essa lengalenga do controle 
> antidoping punitivo, antes ou depois ou fora de competição?
> 
> Sabino
> 
> 
> ----- Original Message ----- 
> From: "Nilson Duarte Monteiro" <nilsondm em uol.com.br>
> To: "cevdopagem" <cevdopagem em listas.cev.org.br>
> Sent: Wednesday, October 04, 2006 7:55 PM
> Subject: Re:[Cevdopagem] Trafico de esteróides é mais lucrativo do que o das 
> drogas sociais
> 
> 
> Fala Thomaz,
> 
> 
> Você sabe muito bem que se quiserem combater o doping com eficiência, é só 
> começar pelo exame fora de competição.
> 
> Thomaz, há mais de vinte anos que eu escuto que o combate efetivo ao doping, 
> é o "out of competition". Mas nenhuma federação esportiva do mundo o faz com 
> eficiência, ou melhor, jogam dinheiro fora colhendo amostras de atletas nas 
> competições, e menosprezando os testes fora de competição, inclusive aqui no 
> Brasil, onde o teste fora de competição é quase nulo.
> 
> O que você me diz disso???
> 
> 
> Tchau!
> 
> Nilson Duarte Monteiro
> 
> 
> 
> > ola Ana,
> >
> > fiquei conhecendo esse reporter em Lausanne durante o simposio da WADA. E 
> > um cara bacana. Em relacao ao simposio, ficaram muitas boas licoes e sera 
> > importante a participacao de todos para tentarmos aplica-las no Brasil, 
> > principalmente quanto ao engajamento do governo em uma politica 
> > anti-doping mais abrangente. Ate hoje nos nao assinamos a convencao da 
> > UNesco. Tive tb com o Dr. deRose e conversamos muito a respeito. Esperamos 
> > poder contribuir para a melhoria do combate ao doping em todos os esporte 
> > no Brasil.
> >
> > Abracos,
> >
> > Thomaz
> > De:cevdopagem-bounces em listas.cev.org.br
> >
> > Para:cevdopagem em listas.cev.org.br
> >
> > Cópia:
> >
> > Data:Wed, 4 Oct 2006 15:04:34 -0300 (ART)
> >
> > Assunto:[Cevdopagem] Trafico de esteróides é mais lucrativo do que o das 
> > drogas sociais
> >
> > > Domínio assustador dos esteróides na sociedade"
> > > Tráfico de esteróides é mais lucrativo do que o das drogas sociais
> > > 01.10.2006 - 08h11 Duarte Ladeiras em Lausana, Suíça
> > >
> > > Sem a colaboração dos governos é impossível combater o doping de forma 
> > > eficaz, pois os organismos desportivos não têm poder legal ou criminal 
> > > para travar quem fabrica ou trafica dopantes ou quem está por detrás dos 
> > > atletas com controlos positivos. Foi esta a mensagem deixada ontem pelos 
> > > principais oradores que participaram no dia inaugural do terceiro 
> > > simpósio mundial antidopagem da IAAF (Associação Internacional das 
> > > Federações de Atletismo), que decorre em Lausana, na Suíça.
> > > "Sabemos agora que há mais dinheiro a ser feito pelos traficantes com o 
> > > comércio de esteróides do que no tráfico das comuns drogas sociais. Mais 
> > > dinheiro. Porquê? Em parte porque é legal. Muitos países permitem que 
> > > esse tráfico ocorra e não fazem nada para o travar", acusou David 
> > > Howman, director-geral da Agência Mundial Antidopagem (AMA), organismo 
> > > que "montou uma campanha para alertar os países sobre esta situação" e 
> > > espera que muitos sigam o exemplo da Austrália, que controla o tráfico 
> > > nas suas fronteiras.
> > >
> > > "Este é um grande desafio para nós, porque os esteróides não são usados 
> > > apenas no desporto. O domínio dos esteróides na sociedade é assustador. 
> > > Muitos vão para os militares, seguranças privados e agentes das forças 
> > > de segurança de elite. Muitos são usados por motivos estéticos, por 
> > > aqueles que querem ser parecidos com estrelas de cinema. Só uma pequena 
> > > proporção é que vai para o desporto profissional", sublinhou.
> > >
> > > É preciso punir "quem está por trás dos casos de doping"
> > >
> > > E não é só no combate ao tráfico que os Estados podem ser decisivos. 
> > > "Precisamos de mais colaboração dos governos. Só eles podem impulsionar 
> > > acções legais contra atletas, químicos e quem incentiva à dopagem. 
> > > Precisamos de punir quem está por trás dos casos de doping", vincou 
> > > Lamine Diack, secretário-geral da IAAF. "No caso Balco [Bay Area 
> > > Co-Operative Laboratory] podemos perceber que até um músico de jazz pode 
> > > ser dono de um laboratório que produz dopantes", exemplificou Diack, 
> > > referindo-se a Victor Conte Jr., que fundou a Balco e montou um esquema 
> > > que desenvolvia esteróides sintéticos e os distribuía, juntamente com 
> > > outros dopantes, a atletas de elite.
> > >
> > > Arne Ljungqvist, líder da comissão médica do Comité Olímpico 
> > > Internacional (COI), lembrou as dificuldades que as autoridades 
> > > antidopagem têm para chegar às pessoas por detrás dos atletas punidos: 
> > > médicos, treinadores, massagistas, dirigentes desportivos, fornecedores 
> > > de dopantes, etc.
> > >
> > > "A adopção de legislação doméstica seria uma forma de resolver isto", 
> > > disse, dando como exemplo as leis italianas, que permitiram ao COI e aos 
> > > Carabinieri colaborarem durante os Jogos de Inverno de Turim 2006. Mas, 
> > > para isso acontecer regularmente, os governos têm de ratificar a 
> > > convenção contra o doping no desporto, da UNESCO (Organização das Nações 
> > > Unidas para a Cultura e Educação). Contudo, após ter sido aprovada em 
> > > Outubro do ano passado, apenas 17 países a implementaram. E previa-se 
> > > que o tratado tivesse entrado em vigor, com as 30 ratificações 
> > > necessárias, antes de Turim 2006.
> > >
> > > David Howman enumerou o que os Estados podem fazer: "Controlos 
> > > antidoping, regulamentar a produção de suplementos nutricionais, dar 
> > > apoio financeiro às agências, regular a produção do tráfico de dopantes, 
> > > apostar na educação e na pesquisa científica".
> > >
> > > Algumas destas acções não podem partir de organismos desportivos, mas 
> > > estes também não estão a fazer tudo o que podiam no combate ao doping, 
> > > considerou Ljungqvist, que também ocupa a vice-presidência da federação 
> > > internacional de atletismo. "Precisamos de realizar mais controlos. É um 
> > > exagero dizer que temos um programa antidopagem com apenas 20 mil testes 
> > > por ano [a IAAF, segunda do ranking, com menos 3000 testes que o 
> > > futebol]. E há pouquíssimos controlos extracompetição no desporto 
> > > profissional".
> > >
> > > Atletas pedem reforço das suspensões
> > >
> > > Mas a quantidade nem sempre significa qualidade. Para Christiane Ayotte, 
> > > do laboratório de Montreal, os organismos desportivos precisam de se 
> > > coordenar melhor e apostar num sistema de recolha de informações. "Não 
> > > faz sentido gastarmos 50 milhões de dólares em testes extracompetição a 
> > > nível mundial, se, como dizem alguns atletas, controlamos alguns várias 
> > > vezes por semana e deixamos outros de fora".
> > >
> > > Para Paula Radcliffe, campeã mundial da maratona e recordista da 
> > > distância, "actualmente, os benefícios do doping são maiores do que os 
> > > riscos". A atleta britânica e o norte-americano Michael Conley, campeão 
> > > olímpico do triplo salto, pediram o reforço das suspensões de dois para 
> > > quatro anos, em casos graves de doping.
> > >
> > > "As sanções aos atletas têm de ser mais fortes e têm de haver sanções 
> > > contra os países que registem vários positivos num determinado período. 
> > > Precisamos da ajuda dos governos para avançar com punições criminais 
> > > contra os batoteiros e para educar os jovens atletas", vincou Radcliffe. 
> > > "O sistema tem de ser duro, mas também mais justo com os inocentes. Nós, 
> > > os atletas, queremos mais testes e que cheguem a mais gente. Queremos 
> > > quatro anos de suspensão para os batoteiros", insistiu Conley. "Não há 
> > > satisfação se optarmos por um atalho para ganharmos. A maioria dos 
> > > atletas pensa assim, mas os batoteiros deixam-nos frustrados, mancham o 
> > > desporto a afastam os patrocinadores", completou a recordista mundial.
> > >
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