[Cevdopagem] A verdade científica antes de tudo..

Sabino Vieira Loguercio svloguer em terra.com.br
Segunda Agosto 15 22:31:22 BRT 2005


Ana
Vamos então por partes, como diria aquele esquartejador:
1) Começo lá pelo fim do seu texto, para esclarecer que, quando eu falo em
dignidade, estou me referindo exatamente à VIDA. O médico tem compromisso é
com a vida das pessoas, que se expressa, entre outros parâmetros, pela
preservação de sua dignidade. E esse compromisso é regulado por um código de
ética que
vem de 1957, atualizado em 1988.  Você diz entender que o "Código (da WADA)
quis
preservar a vida, acima da ética médica, da saúde, da presunção da
inocência, das provas"...

Francamente não entendi. Gostaria que você me ensinasse como é possível uma
entidade PRESERVAR A VIDA de alguém através de uma punição que DESTRÓI  A
VIDA dessa pessoa. Sim, porque você há de convir que o sofrimento
demonstrado por todos os punidos
inocentes, que são algumas centenas, conforme provarei mais abaixo,
representa uma morte em vida. Desculpe, eu sou muito burro e não consigo
assimilar a sua assertiva, segundo a qual afastar um indivíduo por dois anos
daquele que é o seu maior direito (viver do trabalho, como eu já disse)
representa zelar por sua vida e passar por cima da ética, da saúde (que é
vida), da presunção de inocência (este princípio no mínimo milenar) e das
provas. Das provas também? Mas você não diz  que as punições baseiam-se em
provas?

2) Também não entendi o trecho em que você afirma não acreditar que
"legalizar" diminua o "consumo". Quem falou em legalizar o doping?
Com relação ao uso de drogas, concordo com você que legalizar seu uso não
inibiria o consumo, embora alguma dúvida me assalte quando ouço gente com
muita experiência
nessa área sustentar o contrário

3) Concordo também que deva existir uma norma, mesmo imperfeita, e que
devamos cumprir as regras estabelecidas. Só que elas devem repousar sobre um
terreno sólido, que contemple as leis maiores (o
ordenamento jurídico universal, em sua parte mais pétrea, que considera
inviolával o interior do corpo humano), os códigos de ética e a existência
de provas. A que foi forjada - e que você defende - ergueu-se sobre um
pântano
de areia movediça em que há pressupostos de punir sem provas (só que eles
não sabem disso) e de passar por cima de tudo o que a sensibilidade jurídica
e humanística construiu em todos esses séculos. Nós dois nem éramos
nascidos, mas as concepções de vida digna alcançaram os dias atuais. Todos
os erros da lei antidoping
decorrem do fato de que seus autores, mesmo que alguns sejam (infelizmente)
médicos, desconhecem os fenômenos
associados à biotransformação de drogas no organismo do homem e da mulher.
Imagine que se produza uma lei que delineie todo o funcionamento de um metrô
numa grande metrópole. Uma lei que não deixe escapar nada e possa ser
considerada perfeita. Mas que tropece num detalhe: a tal cidade não possui
metrô !!!

4) Quero deixar claro que NÃO SOU EU que acho isso,  penso aquilo e digo
isso mais aquilo. Tudo o que eu reproduzo aqui está nos livros.
Fica cada vez mais comprovado, pela prática médica e pelos
trabalhos científicos que a respaldam, que cada organismo humano é um
universo único. Por isso, repito, constitui uma insensatez atentatória
contra os paradigmas de qualquer ciência fixar um resultado de exame de
laboratório que sirva para todos os indivíduos. Ressalvo que tudo isso vale
para uma PERSPECTIVA DE PUNIÇÃO, porque, na esfera de referência para outros
dados de investigação
diagnóstica para ulterior tratamento, o teste urinário é válido.

5)Ainda bem que você concorda que a Justiça deve preceder o Direito. O que
não existe, nas normas vigentes, é o direito de buscar justiça. As decisões
que jogam os atletas à difamação têm um rito sumário e só depois da degola é
que, em raros casos, eles recebem chance de defesa, mas tudo esbarra na
frase sinistra: "apareceu na urina, tem que punir".

Considere o que vou escrever agora como algo sumamente sério: desde que o
Dr.Otávio Brasil provou que a benzoilecgonina é um metabólito encontrado em
bebidas vendidas livremente, nas quais estão presentes
derivados das eritroxiláceas, podemos concluir que a punição de TODOS OS
ENVOLVIDOS EM SUPOSTO DOPING  PELO USO DE COCAÍNA, até hoje, ocorreu  na
mais absoluta
ausência de provas, já que o metabólito dosado para que se conclua, segundo
eles, que tal ou qual atleta usou  cocaína,  pode provir de uma simples e
inocente  planta da família das eritroxiláceas.

Vamos aos casos práticos para que você constate a fragilidade da presunção
de provas que eles adotam nas tais leis que você considera necessárias.
Perceba, por favor, o desconhecimento, que assombra, arrasa, espanta e
desilude.

A) ZETTI - goleiro reserva da seleção brasileira em 1993, portanto o atleta
menos interessado em dopar-se.
Você sabe o que disse o COI, através de seu representante para a América
do Sul? "Só se o indivíduo ingerir um balde de cocaína ela aparecerá no
exame da FIFA". ORA, por conseqüência de tal disparate, se apareceu na urina
do Zetti o metabólito
benzoilecgonina, LOGO ele ingeriu um "balde de cocaína". Você não pode
imaginar o que sofreu esse rapaz, que sempre foi considerado um modelo de
atleta por sua correção e por sua liderança. De repente, pelas regras da
FIFA, que eram bem menos rígidas que as da WADA hoje, o Zetti foi lançado ao
vilipêndio universal e à degradação moral mais acachapante. Pois bem,
caríssima Ana, um repórter, em Porto Alegre, resolveu tirar a prova e
ingeriu o que estava contido num saquinho de Trimate, um composto que contém
quantidades desprezíveis de coca, além de maçanilha e outros excipientes. O
resultado do seu teste urinário
foi nove vezes maior do que aquele considerado doping. A experiência
foi repetida em Brasília e em São Paulo e ficou estabelecido, numa prova
pesada e  contundente sobre a afirmação do integrante do COI, que a idéia do
"balde" para que aparecesse cocaína era ridícula. Zetti acabou absolvido
depois de muita
insistência da CBF. Mas a lei perversa e implacável foi mais tarde alterada
para
pior, pela WADA.

B) ANDERSON - jogador do Internacional de Porto Alegre (1997) - punido
preventivamente pelo uso de morfina.
Por um desses acasos incríveis, esse jogador foi salvo por um artigo que eu
escrevera e dera a um repórter sobre a possibilidade de contaminação da
urina pelos pãezinhos decorados com semente de papoula (o artigo foi escrito
antes da notícia do doping). Diante da afirmação de um médico psiquiatra,
que lida com
drogados, de que era quase impossível aparecer morfina depois da ingestão
dos tais pãezinhos, outra vez entraram em cena os repórteres (desta vez
três) e ficou novamente comprovado que isso era possível, pois o resultado
do teste urinário deles, após a ingestão dos pãezinhos, foi cinco vezes
maior
do que aquele valor acima do qual "eles" (os autores das leis antidoping tão
defendidas) consideram doping. O psiquiatra teve a hombridade de pedir-me
desculpas publicamente, durante um evento no auditório do hospital em que
nós dois
trabalhamos.

C) RAFAEL SCHEIDT - jogador do Grêmio (1999), hoje no Botafogo dp Rio -
punido por ingestão de DHEA. Surgiu a dúvida sobre a origem endógena ou
exógena da substância.O Dr. De Rose
sugeriu então que a urina do atleta fosse enviada para Québec ou Barcelona,
cidades que contavam com laboratórios capazes de comprovar se a substância
era endógena ou exógena. Escrevi então uma carta ao Scheidt,
na qual sugeri que se negasse a fazê-lo. Felizmente o Grêmio não cometeu a
insanidade de enviar sua urina para uma dessas cidades. Você sabe por que
razão, Ana? Porque o DHEA é o hormônio mãe e, por isso, o mais abundante no
organismo humano. Como todos os hormônios DERIVAM DO COLESTEROL e a DHEA
também existe em escala semelhante (ou até maior) na carne de um boi, por
exemplo, era
perfeitamente possível que, após a ingestão de carne gorda e mal passada,
que é consumida em profusão em
milhares de restaurantes espalhados pelo Rio Grande do Sul,  pudesse
aparecer esse hormônio como substância EXÓGENA. O Scheidt passaria então por
dopado e mentiroso, já que afirmara jamais ter feito uso de algo que
contivesse DHEA. Por sorte, ele acabou salvo pela Lei Pelé, que previa
apenas 29 dias de afastamento. Mas, com toda aquela mentira do falso doping,
o inditoso zagueiro não pôde servir à Seleção Brasileira que o convocara.
Veja só o prejuízo que ele sofreu. E você diz que esse masacre é preservar a
vida !!!

D) MAURREN MAGGI - ficou tão gritante a inocência dessa moça, que até o Dr.
De Rose opinou que não se tratava de doping, pois no Brasil o
clostebol só existe na forma de creme dermatológico. Como você sabe, essa
atleta era a maior esperança do país no Pan-Americano. Com todas essas
provas, acabou absolvida no Brasil, mas a WADA cravou-lhe dois anos de
suspensão. Você sabe qual foi o resultado, não sabe? Ela resolveu ter um
filho e abandonou o atletismo.

Eu poderia seguir adiante, mas ficaria grande demais essa minha intervenção.

Envio então aquele texto que lhe fiquei devendo outro dia, pois o seu
computador não aceitou o anexo da tradução original em espanhol, retirada do
"Livro Olímpico da Medicina Desportiva", de autoria de A. Dirix, H.G.
Knuttgen e K. Tittel (Volumen I de la ENCICLOPEDIA DE LA MEDICINA DEPORTIVA,
Ediciones Doyma, una publicación del COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL en
colaboración con la FIMS (Fédération Internationale de Médicine Sportive),
páginas 701 e 702 (as letras maiúsculas são da minha lavra, para realçar
determinadas afirmativas):
"Los deportistas ingieren estos fármacos con la intención de mejorar sus
exercicios. Creen que si los esteroides forman músculo, esto beneficiará su
fuerza y resistencia. Incluso apesar de aceptar que pueden aumentar la masa
muscular, los músculos asi formados, contienen una cantidad superior de agua
y sal. Esto hace que sean mayores, PERO MÁS DÉBILES, debido a dicha
concentración excesiva; otro problema pueden ser las tendinites y la rotura
de tendones (COEU sobre Abuso de Substancias, 1987). Todavia NO SE HA
DEMOSTRADO QUE EL AUMENTO MUSCULAR DEBIDO AL EMPLEO DE ESTEROIDES ANABÓLICOS
TENGA RELACIÓN ALGUNA CON UN AUMENTO DE LA FUERZA MUSCULAR. CADA ESTUDIO LO
DESCARTA DE FORMA CLARA (...) El Instituto Americano de Medicina del Deporte
AFIRMA QUE LOS ESTEROIDES ANABÓLICOS-ANDROGÉNICOS NO AUMENTAN LA POTENCIA
AERÓBICA NI LA CAPACIDAD PARA REALIZAR EJERCICIOS MUSCULARES (Instituto
Americano de Medicina del Deporte, 1984). En este punto, la ciestión
psicológica reside en que los deportistas se autocovencen de que necesitan
estos fármacos para ser competitivos contra aquellos que PIENSAN QUE SE
DOPAN (Bergman y Leach, 1984). El deseo de ganar, junto con la presión de
los compañeros y la coerción del equipo, conduzen a la ingiesta de
esteroides anabólicos."

E então, Ana, eis aí, com todas as letras, uma prova cabal dos motivos da
minha inconformidade: o COI produz leis contra sua própria enciclopédia e
continua mandando para o cadafalso os atletas que NÃO estão dopados. A WADA
faz pior, pois aumenta a sentença desses inocentes. Pior do que punir sem
provas é condenar
alguém CONTRA as provas.

Para finalizar, encaminho-lhe um trecho do livro de Farmacologia Básica e
Clínica, de Bertram Katzung, MD, Ph.D., Professor Emeritus / Department of
Cellular and Molecular Pharmacology / University of California, San
Francisco, num capítulo que tem o título "BIOTRANSFORMAÇÃO  DAS DROGAS",
escrito pela Dra. Maria Almira Correia, Ph.D., Professor of  Pharmacology,
Medicine, Pharmaceutical Chemistry and Biopharmaceutical Sciences,
University of California, San Francisco.

Só para você constatar que não estou inventando nada, fixo-me no subtítulo
"RELEVÂNCIA CLÍNICA DO METABOLISMO DE DROGAS":
"A dose e a freqüência de administração necessárias para a obtenção de
níveis sangüíneos e teciduais terapêuticos eficazes variam de paciente para
paciente, devido a diferenças individuais na distribuição e no metabolismo e
taxas de eliminação das drogas. Essa diferenças são determinadas por fatores
genéticos e por variáveis não-genéticas, como idade, sexo, tamanho do
fígado, função hepática, ritmo circadiano, temperatura corporal e fatores
nutricionais e ambientais, como exposição concomitante a indutores ou a
inibidores do metabolismo de drogas. A discussão a seguir fornece um resumo
das variáveis mais importantes relacionadas ao metabolismo de drogas, que
possuem relevância clínica."

DIFERENÇAS INDIVIDUAIS
"As diferenças individuais na taxa metabólica dependem da natureza da
própria droga. Assim, na mesma população, os níveis plasmáticos em estado de
equilíbrio dinâmico podem refletir uma VARIAÇÃO DE ATÉ 30 VEZES no
metabolismo de uma droga e uma variação de apenas duas vezes no metabolismo
de outra."

E segue por aí afora, com provas e mais provas da individualidade como fator
desestimulante para que existam regras e leis alicerçadas naquela areia
movediça de que falei antes.

Ana, tudo isso eu  venho repetindo desde 1972, quando me dei conta do
absurdo do antidoping punitivo (com o qual eu concordava até então) ao ler o
livro "Hígado y Drogas", que me foi vendido pelo próprio autor, Dr. Victor
Perez, um dos mais renomados hepatologistas do continente. Devo a ele o
benefício inestimável de ter aberto minha cabeça, recém saída das fraldas
ainda úmidas do aprendizado médico.

Se com toda essa conversa não fui convincente, perdoe-me.
A intenção foi traçar um panorama desapaixonado e científico sobre a questão
do antidoping.

Sabino




----- Original Message -----
From: "Ana Teresa Guazzelli Beltrami" <aninhabeltrami em hotmail.com>
To: <cevdopagem em listas.cev.org.br>
Sent: Monday, August 15, 2005 12:24 AM
Subject: RE: [Cevdopagem] Isso aí, Andréa.


> Dr Sabino, Andréa e demais listeiros
>
> Não vejo problema em melhorar as leis existentes, se cumprirem seu papel
> primordial me incluam no time! Só penso que demorará o dobro de tempo e
não
> sei quais seriam as conseqüências da falta de uma lei que regulamente o
mal
> uso das substâncias. Agora, se houver a proposta de nova lei e
continuarmos
> com velha, até sua aprovação, tudo bem!
>
> Claro que absurdos acontecem, injustiças são cometidas mas peraí... eu
> acredito no ser humano, na presunção da inocência, na ética profissional,
na
> dignidade humana (afinal escolhi o direito para defender as pessoas e não
> crucifica-las! Todos têm direitos, certos ou errados, santos ou
diabos....)
> mas temos que obedecer a lei... não podemos ser discricionáriosl, nem
fazer
> justiça com as próprias mãos... Somos limitados pela lei e acredito em sua
> força mas a Justiça deve prevalecer sempre.
>
> Penso ser injusta a suspensão do Cañas (pelo que li, não tenho as provas
em
> mãos), por  haver problema procedimental, contradições nos depoimentos...
>
> No caso do doping não tenho conhecimento de quem fez o papel de
legislador,
> mas não creio que o objetivo tenha sido acabar com a carreira dos
inocentes,
> e sim uma lei que visa proteger direitos coletivos sobre os individuais.
Com
> o doping todos perdem:
> Os atletas
> Os patrocinadores
> O público
> O Esporte
>
> Na ética médica, há conflito entre a publicidade do exame e o sigilo dos
> médicos...
> Não sei como foi elaborada a lei, mas acredito que buscaram a proteção
> social do esporte e da vida dos atletas, por serem sujeitos e exemplos
> sociais de saúde, superação, vitória e sucesso.(prevalecendo sobre os
> individuais por ser um problema de consumo de substâncias proibídas e
muitas
> vezes prejudiciais - cuidado social)
>
> Não posso discutir a forma do exame (se a urina pode ser prova ou não)
> porque não possuo conhecimento científico para tanto, (só entendo o que o
Sr
> me explicou que cada organismo tem seu metabolismo e os resultados não são
> exatos como 1+1=2) mas deve ser o meio mais prático, rápido, barato e
> genérico de obter um resultado...
> E absolutamente, Dr Sabino, o direito só trabalha em cima das provas
> obtidas... e um exame positivo de urina é uma prova para a WADA e seus
> signatários.
>
> Nâo concordo que a norma seja perfeita, somente penso necessário que haja
> uma.
> Afinal não acredito que "legalizar" diminua o "consumo". O pódio é
tentador
> a qualquer um e nessa hora não há consciência, inteligência ou razão que
> freie o instinto pela da vitória.
>
> No ponto da dignidade humana, discordo do Sr.,  pelo menos na minha visão
> (jurídica), o bem maior é a vida e entendo que foi ela que o Código quis
> preservar, acima da ética médica, da saúde, da presunção da inocência, das
> provas...
>
> A pena de reclusão no sistema carcerário brasileiro é tão cruel, injusta,
> marcante e desumana como 2 anos a de suspensão para um atleta.
>
> Toda pena existe porque houve infração à regra com as provas em direito
> admitidas.
>
> Os exemplos citados serviram para illustrar o que ocorre na interpretação
> fria das letras, sem o enquadramento em cada caso em particular.
>
> Claro, uma defesa é feita nos pontos citados pelo Sr, assim como perdas e
> danos morais podem ser pleiteados, não vejo óbice.
>
> É uma questão de dialética, preparo, e muita calma com pouco tempo.
>
> Abraço
>
> Ana.
>
> >From: "Sabino Vieira Loguercio" <svloguer em terra.com.br>
> >Reply-To: Abordagem interdisciplinar da dopagem
> ><cevdopagem em listas.cev.org.br>
> >To: <aramirez em fmu.br>,"Abordagem interdisciplinar da dopagem"
> ><cevdopagem em listas.cev.org.br>
> >Subject: [Cevdopagem] Isso aí, Andréa.
> >Date: Sat, 13 Aug 2005 02:11:31 -0300
> >
> >Isso aí, Andréa, leis existem para ser cumpridas e, se for possível,
> >melhoradas. No caso, é possível. Vamos então melhorá-las.
> >
> >O que a Ana alega - e eu não lhe tiro a razão do ponto de vista
jurídico -
>> >que, se não existem outras, que se cumpram então as que existem. Aliás
você
> >concorda com ela. Já do ponto de vista médico, eu afianço, até perder a
> >força nos dedos, a voz, o jeito, a visão, a memória, a inteligência, a
> >sensatez, o raciocínio, o conhecimento, etc., que o teste urinário não
pode
> >JAMAIS, EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA, CONSTITUIR PROVA DE DOPING. Só numa
> >perspectiva de atendimento clínico, com outros testes e outros
> >procedimentos, isso será possível. Qualquer exame de laboratório é mera
> >referência dentro de um contexto de investigação no qual se pretenda
> >chegar
> >a um diagnóstico. Encontrado este, cabe unicamente ao médico tratar o
> >paciente. Nunca será tarefa do médico divulgar o que detectou no interior
> >do
> >organismo de alguém. Se o fizer, estará incorrendo em gravíssima falta
> >ética. E não há lei terrena ou celestial que possa modificar o caráter
> >pétreo do juramento de Hipócrates, repetido na presença de dezenas ou
> >centenas de testemunhas, desde o terceiro século antes de Cristo.
> >
> >O caso que você e o Álvaro citam, com relação ao doping genético, é
> >argumento para  o que proponho, ou seja, acompanhamento médico (e não
> >garrote fiscalizador), com ficha clínica e todo o aparato de proteção à
> >saúde. O nome antidoping preventivo é apenas um selo, uma marca, um
> >sinal.Caso seja detectada (e comprovada) uma malandragem, o atleta que
> >cometeu a fraude será simplesmente afastado daquela competição. Pela
ética
> >médica, só poderão ser revelados os motivos do afastamento se esse atleta
> >autorizar o médico a fazê-lo. Com isso, ganha a competição em seu
> >"fair-play" e salva-se o indivíduo pelo sigilo, que é sagrado para o
> >médico,
> >como o mais antigo recurso para prover a dignidade das pessoas. Se for o
> >caso de punir, que então retirem os médicos das comissões antidoping e
> >deixem só aqueles juízes que adoram punir sem provas. Os juízes que
> >conheço - e não são poucos - só punem com base em provas cabais.
> >
> >No caso do doping genético, o faltoso seria afastado para sempre, pois
não
> >haveria como reverter a transformação obtida com recursos de biologia
> >molecular. A palavra, nesse assunto, é sua.
> >Sabino
> >
> >
> >----- Original Message -----
> >From: "Andréa Ramirez" <aramirez em fmu.br>
> >To: "Abordagem interdisciplinar da dopagem"
<cevdopagem em listas.cev.org.br>
> >Sent: Friday, August 12, 2005 9:05 PM
> >Subject: Re: [Cevdopagem] PUNIR SEM PROVAS.
> >
> >
> > > Oi Ana, Sabino e demais,
> > >
> > >    Eu também acho que se as normas existem, devem ser cumpridas ou
> > > modificadadas para melhorá-las... e se antidoping punitivo não é bom,
> > > que seja substituido, oras. Eu não tenho capacidade para mudar Leis,
> > > isto é com vocês advogados :-)
> > >
> > >    Mas no tocante ao doping genético, segue trecho interessante de um
> > > artigo meu com o Alvaro (no prelo) que mostra opinião contraditória da
> > > WADA, que por sua vez, ao mesmo tempo que impede que o mesmo ocorra,
> > > também considera a possibilidade de acompanhamento genético
> > > longitudinal de atletas. Seria punir COM provas e PREVENTIVAMENTE?
> > >
> > >     (...) Segundo Olivier Rabin, diretor científico da WADA em 2004,
> > > idealmente cada atleta deveria submeter um "passaporte" biológico
> > > contendo informações genéticas sobre sua bioquímica. Ao encontrar
> > > alguma anormalidade, os atletas poderiam ser clinicamente
> > > acompanhados. A técnica de microarrays, que mede quantitativamente a
> > > expressão de milhares de genes de uma só vez, poderia detectar neste
> > > "passaporte", a expressão de genes extras ou alterados, resultantes do
> > > doping genético. No momento estes testes ainda são muito dispendiosos
> > > (Vogel, 2004).
> > >
> > > VOGEL, G.  A race to the starting line. Science 305(5684): 632-5,
2004.
> > >
> > >     Afinal, alguém na lista é membro da WADA para explicar a posição
da
> > > Instituição a respeito de antidoping preventivo versus punitivo?
> > >
> > >     Abs, Andréa.
> > > PS. Valeu Roberto!
> > >
> > > > Querida Aninha
> > > > Não se trata de cumprir ou não cumprir normas.
> > > > A questão resume-se em PUNIR SEM PROVAS.
> > > > A não ser que punir sem provas seja alguma conquista do direito
> >moderno
> > > > que
> > > > eu desconheço.
> > > >
> > > > Se a efetiva implementação da lei está prevista para 2006, então há
> >tempo
> > > > para pessoas inteligentes, como você, agirem para mudar o enfoque.
> > > >
> > > > Quanto à dignidade humana, não posso concordar com a afirmação de
que
> >as
> > > > leis do antidoping punitivo visam a salvaguardar o bem da vida. No
> >tocante
> > > > à
> > > > dignidade humana, a que você se refere, creia Ana, não há forma de
> > > > proteger
> > > > a saúde de um ser humano pelo caminho da total ofensa à ética
médica.
> >Nos
> > > > exemplos amealhados por você, certamente não se condena à pena de
> >morte
> > > > uma
> > > > coitada que surripiou um pão do supermercado, enquanto a punição,
por
> >dois
> > > > anos, para quem não cometeu nenhuma infração no atletismo,
corresponde
> >a
> > > > uma
> > > > sentença de morte do ponto de vista moral, psicológico, físico e
> >ético,
> > > > com
> > > > repercussões irremediáveis sobre aquilo que as leis da WADA querem,
> > > > pretensamente, defender: a saúde dos atletas. Veja só que ironia e
que
> > > > hipocrisia !!!
> > > >
> > > > - Queremos proteger sua saúde. Então tome lá: dois anos de gancho
!!!
> >As
> > > > provas? Para quê? Ponha-as no lixo !!!
> > > >
> > > > Não há qualquer relação do tema doping com os exemplos que você
citou.
> >Num
> > > > caso como o da Maurren, em que a inocência foi de tal forma gritante
> >que
> > > > ATÉ
> > > > O DR. DE ROSE admitiu-a, não cabia nem mesmo advertência, assim como
a
> > > > pena
> > > > para quem rouba um "shampoo" não será certamente trinta anos de
> >cadeia.
> > > > Mas,
> > > > na realidade, a Maurren foi privada do maior de todos os direitos,
> >aquele
> > > > que se sobrepõe a qualquer desígnio da WADA, do COI, da FIFA, da
IAAF
> >ou
> > > > de
> > > > quem quer que seja, mesmo que um milhão de países assinem trilhões
de
> > > > termos
> > > > de concordância: o direito de viver do seu trabalho.
> > > >
> > > > Sem contar as perdas e danos morais, que me parece o caminho de
> >reparação
> > > > a
> > > > ser seguido  pelos injustiçados, como o Cañas, que você alinhou há
> >poucos
> > > > dias, mais de uma vez, como vítima de - agora digo eu - uma ação
torpe
> >e
> > > > inqualificável. Para tanto, basta que  advogados, com o suficiente
> > > > embasamento, suscitem ações contra o genocídio nazista da WADA, para
> > > > desmascará-la de uma vez por todas.  Só no Brasil existem alguns
> >milhares
> > > > de
> > > > advogados com essas qualificações. Aqui na lista já entrei em
contato
> >com
> > > > vários, inclusive você, que a coordena. E o Brasil é suficientemente
> > > > grande
> > > > entre as nações para iniciar um processo dessa ordem. Basta arrancar
> > > > vontade
> > > > política dos bem-intencionados. Nosso país só assinou o tal termo da
> >WADA
> > > > por medo de ficar fora das competições. Era pegar ou largar. Então o
> >Dr.
> > > > De
> > > > Rose pegou. Assim como o Brasil, muitos outros agiram com o mesmo
> >temor.
> > > >
> > > > Estou pronto para sua contestação. Agora é que começou a ficar bom.
> > > >
> > > > Sabino
> > > >
> > > >
> > > > ----- Original Message -----
> > > > From: "Ana Teresa Guazzelli Beltrami" <aninhabeltrami em hotmail.com>
> > > > To: <cevdopagem em listas.cev.org.br>
> > > > Sent: Friday, August 12, 2005 2:35 PM
> > > > Subject: Re: [Cevdopagem] Claro que água não é doping. Nenhum
> >diurético
> >o
> > > > é.
> > > >
> > > >
> > > >> Prezados listeiros, Dr Sabino, Andréia e Roberto...
> > > >>
> > > >> Minha opinião é a mesma: se a norma existe e foi regulamentada
pelos
> > > >> signatários deve ser cumprida!
> > > >>
> > > >> Praticamente todas as Federações Internacionais aceitaram o Código
e
> > > > exatos
> > > >> 172 países já o regulamentaram ou se comprometeram a faze-lo até
> > > > Turim/2006.
> > > >> Não tem para onde correr!! Vai ser eficiente, prático e rápido
mudar
> >a
> > > >> norma?
> > > >>
> > > >> A WADA foi criada em 1999, o Código Mundial Antidoping é de 2003,
> > > >> vigente
> > > >> desde 2004 e o prazo para efetiva implementação é até 2006. Uma
> >mudança
> > > > será
> > > >> para quando?
> > > >>
> > > >> Se a lei é justa? Nenhuma o é em sua totalidade, depende da
> > > >> interpretação
> > > >> que é feita, afinal em cada cabeça, uma sentença!
> > > >>
> > > >> "João" processado e condenado por furto qualificado. Crime: furtou
do
> >pé
> > > >> meio saquinho de ACEROLA. (éé.... aquele saquinho plástico de
> > > >> supermercado!!!)
> > > >> "Maria" processada e condenada por furto. Crime: furtou um shampoo
e
> >um
> > > >> condicionador de estabelecimento comercial.
> > > >> Hoje quantos inocentes estão no corredor da morte?
> > > >> E os grandes sonegadores fiscais? Os responsáveis por desvio de
> >verbas
> > > >> públicas, estão cumprindo pena?
> > > >>
> > > >> Erro, negligência de quem? Do defensor, do legislador, do sistema,
da
> > > >> sentença do Juiz?
> > > >>
> > > >> A solução para esses casos reais é a mesma para a questão do
doping:
> >Bom
> > > >> senso, estudo e preparo dos responsáveis pelo processo e julgamento
> >dos
> > > >> casos concretos, tanto no desporto quanto na Justiça Comum. A
> >advocacia
> > > > não
> > > >> é feita de exemplos "redondinhos" como na faculdade, por isso o
> >trabalho
> > > > do
> > > >> advogado é apaixonante, mas balizado conforme a LEI.
> > > >>
> > > >> Dignidade Humana.... se não existisse o controle antidoping,
quantos
> >não
> > > >> teriam morrido em experiências mirabolantes as custas do pódio?
> >Hitler
> > > >> não
> > > >> tentou inúmeras façanhas para provar a supremacia ariana? O maior
bem
>> > > >> o
> > > >> direito à vida, e se protege-la não se enquadra em dignidade
humana,
>> >o
> > > >> que? O estado tem o dever de proteger o homem, inclusive dele
mesmo!
> > > > Afinal
> > > >> Hobbes já disse que " o homem é o lobo do próprio homem"...
> > > >>
> > > >> Abraço a todos
> > > >>
> > > >> Ana.
> > > >>
> > > >> >From: "Sabino Vieira Loguercio" <svloguer em terra.com.br>
> > > >> >Reply-To: Abordagem interdisciplinar da dopagem
> > > >> ><cevdopagem em listas.cev.org.br>
> > > >> >To: "Abordagem interdisciplinar da dopagem"
> > > > <cevdopagem em listas.cev.org.br>
> > > >> >Subject: Re: [Cevdopagem] Claro que água não é doping. Nenhum
> >diurético
> > > >> o
> > > >> >é.
> > > >> >Date: Thu, 11 Aug 2005 22:54:51 -0300
> > > >> >
> > > >> >Ana
> > > >> >Eis aí outro advogado que merece ser ouvido: Roberto Caselli.
> > > >> >Um dia ainda formaremos uma procissão para derrubar os conceitos
> > > > abstrusos
> > > >> >emanados de entidades esportivas, que comandam leis e vidas a seu
> > > >> >bel-prazer.
> > > >> >Não dá para defender o cumprimento de leis se elas são absurdas.
> > > >> >Parece que os responsáveis por tais anomalias ainda não sabem que
o
> > > >> >fenômeno
> > > >> >doping ocorre no interior do corpo humano e, por isso, há mil
razões
> > > >> para
> > > >> >que um resultado seja falso, como já mostrei diversas vezes aqui.
> >Não
> > > >> sei
> > > > o
> > > >> >que é pior: se isso ou se os critérios utilizados para compor a
> >lista
> > > >> >antidoping.
> > > >> >Saúdo a intervenção do Caselli e convoco-o, informalmente é claro,
> >para
> > > > que
> > > >> >continue denunciando essas loucuras que a WADA chama de leis
> > > >> antidoping.
> > > > e
> > > >> >o
> > > >> >pior, Ana, é que alguns advogados as aprovam, sob a alegação de
que,
> >na
> > > >> >falta de outras, que se cumpram essas. Mesmo que sejam a negação
de
> > > >> tudo
> > > > o
> > > >> >que a raça humana levou anos para constrir: a dignidade do ser
> >humano.
> > > >> >
> > > >> >Só para que os não médicos entendam: os diuréticos são colocados
na
> > > >> lista
> > > >> >porque uma diurese aumentada pode mascarar a presença de outras
> > > >> >substâncias.
> > > >> >É nesse sentido que o Caselli e eu dizemos que só falta mesmo
> >incluírem
> > > >> a
> > > >> >água na relação antidoping.
> > > >> >
> > > >> >Sabino
> > > >> >
> > > >> >
> > > >> >----- Original Message -----
> > > >> >From: "Ana Teresa Guazzelli Beltrami" <aninhabeltrami em hotmail.com>
> > > >> >To: <cevdopagem em listas.cev.org.br>
> > > >> >Sent: Thursday, August 11, 2005 3:30 PM
> > > >> >Subject: [Cevdopagem] Claro que água não é doping. Nenhum
diurético
> >o
> > > >> é.
> > > >> >
> > > >> >
> > > >> > > Pessoal, repassando a mensagem:
> > > >> > >
> > > >> > > Prezados,
> > > >> > >
> > > >> > > Existe uma série de procedimentos naturais e não proibidos pela
> >WADA
> > > > ou
> > > >> >por
> > > >> > > qualquer órgão anti-dopagem que provocam uma considerável
> >diurese,
> > > >> >vejamos:
> > > >> > >
> > > >> > > Em primeiro lugar devemos entender o significado de osmose.
> > > >> > > Osmose é a difusão de uma substância através de membranas
> >celulares.
> > > >> > >
> > > >> > > Desta forma, entende-se que, algumas substâncias podem atrair
> >água,
> > > >> >agora
> > > >> > > imaginem uma substância que não apenas atraia água, mas que
> >também
> > > > seja
> > > >> > > eliminada pela urina. Administrando, então, esta substância, a
> >mesma
> > > >> >será
> > > >> > > eliminada do corpo, arrastando a água com ela.
> > > >> > >
> > > >> > > O Ácido Ascórbico (vitamina C), corriqueiramente utilizado como
> > > >> > > suplementação atlética, importantíssima no controle do cortisol
> > > >> >(hormônio
> > > >> >do
> > > >> > > stress), este hormônio tem um grande efeito catabólico no corpo
e
>> > > >> um
> > > >> > > grande antagonista da Testosterona, hormônio sexual masculino
> > > >> >responsável
> > > >> > > por inúmeras funções especialmente vigor físico. Desta forma, a
> > > > VITAMINA
> > > >> >C
> > > >> > > diminui a produção de cortisol e não compete com o mesmo como
faz
> >a
> > > >> > > TESTOSTERONA e é uma maneira saudável de controlar este
hormônio
> > > >> >catabólico
> > > >> > > que é produzido em resposta ao treinamento árduo.
> > > >> > >
> > > >> > > Bem, a vitamina C ou ácido ascórbico quando ingerido em grandes
> > > >> >dosagens,
> > > >> > > atua da mesma forma, já que é uma vitamina hidrossolúvel.
> > > >> > >
> > > >> > > A própria dieta hiper-protéica provoca uma grande diurese,
> >vejamos:
> > > >> > >
> > > >> > > O excesso de proteínas não pode ser metabolizado facilmente
como
> >o
> > > >> >excesso
> > > >> > > de carboidratos e gorduras que acabam por se armazenar de uma
> >forma
> > > > mais
> > > >> > > simples em tecido adiposo. As proteínas subdivididas em
> >aminoácidos
> > > > são
> > > >> > > compostas por moléculas de carbono, hidrogênio, oxigênio e
> > > >> nitrogênio.
> > > >> >Em
> > > >> > > seu processo de degradação, quando existe um excesso de
> >aminoácidos,
> > > > as
> > > >> > > moléculas de nitrogênio separam-se das demais moléculas. As
> >partes
> > > >> de
> > > >> > > carbono serão dirigidas para a oxidação, geralmente como
> > > > intermediários
> > > >> >do
> > > >> > > ciclo de Krebs, e as partes de nitrogênio formarão amônia, que
é
> >uma
> > > >> > > substância altamente tóxica para o organismo. A amônia será
> > > >> >biotransformada
> > > >> > > no fígado a uréia, um composto menos tóxico que pode ser levado
> >pela
> > > >> > > corrente sangüínea aos rins, onde será filtrada e eliminada,
> >sendo
> > > >> que
> > > >> >para
> > > >> > > isto precisa "carregar" água com ela, ou seja, atua como
> >diurético.
> > > >> > >
> > > >> > >
> > > >> > > Prezados colegas, vimos como substâncias que fazem parte da
nossa
> > > >> > > alimentação, suplementação e do dia a dia dos atletas, podem
ser
> > > >> >utilizadas
> > > >> > > para aumentar, consideravelmente, a diurese.
> > > >> > >
> > > >> > > Vejo um futuro, s.m.j, surreal para os atletas, pois quem sabe
> > > >> >futuramente
> > > >> > > não proíbam a Vitamina C para o halterofilista, corredores dos
> > > >> 100mts
> > > >> >rasos,
> > > >> > > o lançador de dardo, o lançador do martelo, o Judoca, o atleta
de
> > > >> Luta
> > > >> > > olímpica, que praticam esportes de força e necessitam da
referida
> > > >> >vitamina
> > > >> > > para manter sua musculatura saudável necessitam de uma dieta
> > > >> especial
> > > > em
> > > >> > > proteínas para manutenção de sua massa muscular.
> > > >> > >
> > > >> > > Fico perplexo com o tratamento "matemático" dado aos atletas
com
> >a
> > > >> > > prescrição tabelada de suplementos. O corpo humano não responde
> >da
> > > > mesma
> > > >> > > forma de uma operação matemática, ou seja, não se pode
> >determinar,
> > > >> > > precisamente, o quanto de suplementos um atleta vai precisar
> >ingerir
> > > >> > > diariamente. O atleta pode estar fisicamente bem neste momento
e
> >no
> > > >> >final
> > > >> >da
> > > >> > > tarde precisar de uma dosagem alta de algum suplemento.
> > > >> > >
> > > >> > > Concluo, que esta "caça as bruxas" deve ser controlada e a
> > > >> legislação
> > > >> > > anti-dopagem revista ,porque no futuro ATÉ A ÁGUA ENTRARÁ NA
> >LISTA
> > > >> DE
> > > >> > > SUBSTÂNCIAS DOPANTES.
> > > >> > >
> > > >> > >
> > > >> > > Abraços aos amigos,
> > > >> > >
> > > >> > > Roberto Caselli
> > > >> > > Fadel e Giordano Advogados
> > > >> > > Rua México, 168, 13º Andar, Centro
> > > >> > > Rio de Janeiro - RJ - Brasil - Cep 20.031-143
> > > >> > > Tel: +55 21 22624755
> > > >> > > Fax: + 55 21 22625786
> > > >> > > E-mail: rhermida em fadelgiordano.com.br
> > > >> > > A informação transmitida destina-se apenas à pessoa a quem foi
> > > >> >endereçada
> > > >> >e
> > > >> > > pode conter informação confidencial, legalmente protegida e
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> > > >> advertência
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