[Cevdopagem] precedente perigoso...

alvaro em cev.org.br alvaro em cev.org.br
Terça Março 9 12:03:56 BRT 2004


Pessoal, Caio, sua intervencao me deixou com uma incomoda sensacao de
ignorancia, quer pelo reducionismo a que voce submeteu minha explicacao,
quer pela distorcao do que eu havia dito.
Evidente que se pode alegar inocencia: MAS NAO


> Caro AR,
>
> Obrigado pela resposta. Se alegar inocencia é descartado então para que
> processo?
>
> Minha pergunta foi originada da análise da situação de o atleta não ter
> concorrido para o evento doping, ou quando ele é suspenso
> "preventivamente".
>
> Quero crer que a punição por dois anos seria muito pesada para um atleta
> "inocente". Se sempre que se acusar positivo o atleta for considerado já
> culpado por conta do nova ordem, é melhor enxugar os procedimentos e
> esquecer os direitos fundamentais.
>
> O que eu defendo é que, caso o atleta seja "inocentado", deveria se fazer
> uma análise se houve ganho e por quanto tempo o atleta tem que ficar fora,
> nao por punição, mas para reestabelecer o equilibrio. Me parece mais justo
> do que a presunção de culpa imposta pela "nova ordem".
>
> Veja o exemplo da Maureen. Se ela for absolvida (cofirmado o julgamento do
> STJD daqui), seus resultados serão validos e há quem diga que não é justo.
> Neste momento da absolviçao deveria haver uma análise do benefício
> auferido pelo atleta pelo doping involuntário, sendo que os resultados do
> atleta deveriam ser cassados quando o atleta tivesse tido a vantagem,
> ainda que involuntariamente. me parece mais justo e mais condizente com a
> boa fé.
>
> Abraço
>
> Caio Medauar
>
>
>   ----- Original Message -----
>   From: alvaro em cev.org.br
>   To: Abordagem interdisciplinar da dopagem
>   Sent: Monday, March 08, 2004 5:53 AM
>   Subject: Re: [Cevdopagem] precedente perigoso...
>
>
>   Caio e colegas da lista,
>   Segundo a nova ordem mundial de combate ao doping, com o advento do
> CMAD,
>   são hipóteses para a inclusão de uma substancia ou metodo na Lista
>   Proibida, grosso modo:
>   a) Uso Contrario ao Espirito Esportivo;
>   b) Aumento do desempenho do esportista;
>   c) Dano 'a saude do esportista.
>   Assim a substancia ou metodo que preencher 2 dos tres requisitos acima,
> em
>   teoria deve ir para a lista.
>   Outra opcao sao os agentes que servem para mascarar a utilizacao de uma
>   outra substancia ou metodo proibido. Aqui, este criterio solito e'
>   suficiente.
>   Logo, e' uma falacia sustentar a inocencia porque a droga nao produz
>   incremento no desempenho esportivo do atleta.
>   Gostaria de insistir que isto ocorre 'em teoria' pois substancias ha'
> que
>   se enquadrariam naquelas hipoteses e que nao constam da Lista Negra, mas
>   isso da' uma outra discussao. Abas.
>   Alvaro, 'de' Rio ;-)
>
>   > Caros Colegas,
>   >
>   > Diante da manifestaçao do Mineirinho Tomaz, o THZ, gostaria de
> voltarmos à
>   > discussão do strict liability nos casos de doping.
>   >
>   > Não deveria haver uma fundamentaçao a respeito da vantagem obtida pelo
> uso
>   > da substancia e o periodo que esta vantagem se mantem? Digo isso pois
> me
>   > dizem que nao é justo que o atleta, mesmo que inocentemente dopado,
>   > mantenha seus resultados, ou jogue.
>   >
>   > Como ficam as drogas que nao trazem benefício ao atleta?
>   >
>   > Vejam que a regra não traz, e nem poderia trazer a presunçao de culpa
> ou
>   > má fé, mas sim a constatação de que o atleta pode se beneficiar da
>   > situação, ainda que involuntariamente. Essa análise não deveria
> existir?
>   >
>   > Ou vamos jogar todos na vala comum e os inocentes pagam pelos
> pecadores?
>   >
>   > Abraço,
>   >
>   > Caio Medauar




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