[Cevdopagem] precedente perigoso...

Caio Medauar caio_medauar em yahoo.com.br
Terça Março 9 09:41:51 BRT 2004


Caro AR,

Obrigado pela resposta. Se alegar inocencia é descartado então para que processo? 

Minha pergunta foi originada da análise da situação de o atleta não ter concorrido para o evento doping, ou quando ele é suspenso "preventivamente". 

Quero crer que a punição por dois anos seria muito pesada para um atleta "inocente". Se sempre que se acusar positivo o atleta for considerado já culpado por conta do nova ordem, é melhor enxugar os procedimentos e esquecer os direitos fundamentais.

O que eu defendo é que, caso o atleta seja "inocentado", deveria se fazer uma análise se houve ganho e por quanto tempo o atleta tem que ficar fora, nao por punição, mas para reestabelecer o equilibrio. Me parece mais justo do que a presunção de culpa imposta pela "nova ordem".

Veja o exemplo da Maureen. Se ela for absolvida (cofirmado o julgamento do STJD daqui), seus resultados serão validos e há quem diga que não é justo. Neste momento da absolviçao deveria haver uma análise do benefício auferido pelo atleta pelo doping involuntário, sendo que os resultados do atleta deveriam ser cassados quando o atleta tivesse tido a vantagem, ainda que involuntariamente. me parece mais justo e mais condizente com a boa fé.

Abraço

Caio Medauar

 
  ----- Original Message ----- 
  From: alvaro em cev.org.br 
  To: Abordagem interdisciplinar da dopagem 
  Sent: Monday, March 08, 2004 5:53 AM
  Subject: Re: [Cevdopagem] precedente perigoso...


  Caio e colegas da lista,
  Segundo a nova ordem mundial de combate ao doping, com o advento do CMAD,
  são hipóteses para a inclusão de uma substancia ou metodo na Lista
  Proibida, grosso modo:
  a) Uso Contrario ao Espirito Esportivo;
  b) Aumento do desempenho do esportista;
  c) Dano 'a saude do esportista.
  Assim a substancia ou metodo que preencher 2 dos tres requisitos acima, em
  teoria deve ir para a lista.
  Outra opcao sao os agentes que servem para mascarar a utilizacao de uma
  outra substancia ou metodo proibido. Aqui, este criterio solito e'
  suficiente.
  Logo, e' uma falacia sustentar a inocencia porque a droga nao produz
  incremento no desempenho esportivo do atleta.
  Gostaria de insistir que isto ocorre 'em teoria' pois substancias ha' que
  se enquadrariam naquelas hipoteses e que nao constam da Lista Negra, mas
  isso da' uma outra discussao. Abas.
  Alvaro, 'de' Rio ;-)

  > Caros Colegas,
  >
  > Diante da manifestaçao do Mineirinho Tomaz, o THZ, gostaria de voltarmos à
  > discussão do strict liability nos casos de doping.
  >
  > Não deveria haver uma fundamentaçao a respeito da vantagem obtida pelo uso
  > da substancia e o periodo que esta vantagem se mantem? Digo isso pois me
  > dizem que nao é justo que o atleta, mesmo que inocentemente dopado,
  > mantenha seus resultados, ou jogue.
  >
  > Como ficam as drogas que nao trazem benefício ao atleta?
  >
  > Vejam que a regra não traz, e nem poderia trazer a presunçao de culpa ou
  > má fé, mas sim a constatação de que o atleta pode se beneficiar da
  > situação, ainda que involuntariamente. Essa análise não deveria existir?
  >
  > Ou vamos jogar todos na vala comum e os inocentes pagam pelos pecadores?
  >
  > Abraço,
  >
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