[Cevdopagem] Em Atenas, o mundo unido contra o doping

Ana Teresa Guazzelli Beltrami aninhabeltrami em hotmail.com
Domingo Março 7 23:42:58 BRT 2004


Achei interessante e oportuna tendo em vista as últimas discussões da lista.

Abraço

Ana Teresa.

"A olimpíada grega será a primeira disputada sob o código da Agência Mundial 
Antidoping.

Por Heleni Felipe e Jane Dias- O Estado de São Paulo. (dom,07/03/04)

Os jogos de Atenas, de 13 a 29 de agosto, marcam a adesão do movimento 
olímpico ao novo Código Mundial Antidoping. O controle começou a ser feito 
em 1968 e, historicamente, vem perdendo para a trapaça - os exames, 
obviamente, só detectam substâncias já conhecidas, que podem ser procuradas. 
O doping, cada vez mais sofisticado, significa resultados rápidos, 
acompanhados de dinheiro. Em agosto, entra em vigor o Código Mundial 
Antidoping, administrado pela Wada, a Agência Mundial Antidoping, uma 
entidade de direito privado. O Código determina as normas que serão adotadas 
pelos 202 comitês olímpicos nacionais existentes em todo o mundo e pelas 
federações dos esportes de verão e de inverno.

"Por enquanto, o Código será  reconhecido pelo movimento olímpico. A maioria 
da Federações dos esportes de verão já aderiram a ele. Já os govenos são 
apenas signatários. Por meio da Unesco, todos os ministros de esportes devem 
participar de um encontro em Atenas, pouco antes da Olimpíada, para assinar 
uma convenção e reconhecer a Wada e o Código", explica o médico Eduardo De 
Rose, que trabalhará no controle antidoping dos Jogos Olímpicos. De Rose 
explicou que que os governos terão até os Jogos de Turim, competição de 
inverno, em 2006, para adaptarem as respectivas legislações ao Código 
Antidoping. "O antidoping tem de sair da lei de esportes, no caso do Brasil, 
da Lei Zico ou qualquer outra, para ganhar vida própria", disse De Rose.

O médico acredita que todas as organizações esportivas játerão aderido ao 
Código quando ocorrerem os Jogos de Atenas. O presidente da Wada, o 
cadanense Dick Pound, disse que será a primeira vez que regras comuns serão 
aplicadas a todos os países e a todos os esportes. A FIFA assinará o Código 
em maio, no congresso da entidade, em Paris - até agora, o futebol era um 
dos esportes que competia sob regras diferentes.

O Código, basicamente, fixa sanções para cada substância dopante, exceções 
terapêuticas, as instâncias capacitadas para o controle, a punição, os 
recursos e a relação dos produtos proibidos - drogas mais modernas como EPO, 
THG e até o doping genético já estão incluidas no documento."Os testes serão 
apenas de urina - em Sydney, em 2000, foi exigido o exame de sangue para a 
detecção da EPO. E o doping genético, embora nunca tenho sido detectado, já 
está na lista de proibições. São muitos os cientistas que vêm trabalhando 
com medicamentos genéticos para doenças, o que sempre é um prenúncio do que 
vem para o futuro."

Em Atenas, De Rose trabalhará na Comissão de Jogos, nos controles realizados 
nos locais de competição. O Comitê Olimpícos Internacional (COI) pretende 
fazer 2 mil exames, 20% deles assim que as portas da Vila Olímpica forem 
abertas, em atletas que ainda não começaram a competir. "A Wada tem, ainda, 
a meta ambiciosa de testar, em exames surpresa  ou nas várias competições 
que precederão os Jogos de Atenas, a maioria dos atletas olímpicos. Acho que 
será dificíl conseguir testar quase 10 mil atletas", acentuou De Rose.

No Brasil, toda a delegação deverá ser testada, de forma priventiva - é um 
escândalo ter um antidoping positivo em uma Olimpíada e nenhum Comitê 
nacional quer sofrer esse desgaste. De Rose segue para o Rio esta semana. 
Vai acertar com Ladetec, o laboratório credenciado para esse tipo de 
controle no País, como serão feitos os exames."

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