[cevcomp] Metas Sociedade da Informacao Fwd:

Laercio E. Pereira laercio em cev.org.br
Segunda Novembro 24 13:38:32 BRST 2003


psi - Laercio
www.cev.org.br/grcev/laercio
--------------------------- Mensagem Original ----------------------------
Assunto: Metas Sociedade da Informacao
De:      "Murilo Bastos" <murilobc em unb.br>
Para:    "bib_virtual IBICT" <bib_virtual em ibict.br>
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> Do "clipping" do Forum Nacional para a Democratizacao das Comunicacoes,
www.fndc.org.br
>
> ---------- Forwarded message ----------
> CLIPPING DO DIA
> 20 de novembro de 2003
> -----------------------------------------------------
>
> Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de
Estudos e Pesquisas em Comunicação
>
> ----------------------------------------------------->
> Sociedade da Informação
>
> UIT publica ranking de acesso digital; Brasil é 65º
> 19/11/2003, 18h28
>
> A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou nesta quarta,
19, seu primeiro ranking global de tecnologia de informação e
comunicações. O estudo cobre 178 países, aos quais foi atribuído um
índice denominado DAI (Digital Access Index), que leva em conta a
penetração de serviços de comunicação e informação e também educação e
poder aquisitivo. O DAI mede a capacidade dos indivíduos de um país de
acessar e usar as tecnologias de comunicação e informação. São
computadas oito variáveis, como
> teledensidade fixa e móvel, preço de acesso à Internet, grau de
> escolaridade, banda internacional per capita (em bits) entre outras. Os
países foram classificados em quatro categorias, de acordo com o índice
obtido: "high", "upper", "medium" e "low" (ou Topo, Alto, Médio e Baixo,
em uma tradução livre). Os países na categoria Alto são principalmente
nações da Europa central e oriental, Caribe, Golfo e América Latina.
Segundo a organização, causaram surpresas alguns resultados, como o
empate entre França e Eslovênia ou a posição da Coréia, que conseguiu o
quarto lugar. Com a exceção do Canadá, em décimo lugar, os dez primeiros
colocados no ranking são países da Ásia e Europa Ocidental. Brasil O
primeiro colocado no ranking é a Suécia, com DAI 0,85, seguida por
Dinamarca (0,83), Islândia (0,82), Coréia (0,82), Noruega (0,79),
Holanda (0,79), Hong Kong (0,79), Finlândia (0,79), Taiwan (0,79) e
Canadá (0,78). Os EUA vêm em 11º, com DAI 0,78 e o Reino Unido em 12º
com 0,77. Compõem ainda o grupo Topo a Suíça, Singapura, Japão,
Luxemburgo, Áustria, Alemanha, Austrália, Bélgica, Nova Zelândia,
Itália, França, Eslovênia e Israel. O Brasil aparece na última posição
do grupo Alto, com DAI 0,50, ocupando a 65ª posição no ranking global.
Perde para países como Hungria, Polônia, Grécia, Chile , Barbados,
Catar, Uruguai, Jamaica, Argentina e México. O país não consta sequer
entre os dez maiores índices das Américas. Em compensação aparece melhor
que países como Turquia, Venezuela, África do Sul, Arábia Saudita e
Peru. O último colocado é a Nigéria, com DAI 0,04. Mais detalhes e o
ranking completo podem ser vistos no site
www.itu.int/newsroom/press_releases/2003/30.html Da Redação - TELA VIVA
News
>
> Brasil fica em 65º no ranking da inclusão digital
> 20/11/2003
>
> País ganha nota média para acesso da população a telecomunicações e
internet Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O Brasil está no limite de
ser classificado como país de bom acesso aos serviços de
telecomunicações e de tecnologia da informação segundo índice global
divulgado pela primeira vez ontem pela International Telecommunication
Union, ligada à Organização das Nações Unidas. O avanço da telefonia
celular, que este ano ultrapassou em número de linhas o serviço fixo, e
o esforço de
> popularização da internet, entre outros fatores, deram ao país 0,5 ponto
no Índice de Acesso Digital da ITU, que vai de zero a um ponto, com este
valor significando o mais alto acesso.  Isso, no entanto, não foi
suficiente para que o Brasil ficasse pelo menos entre os 10 países das
Américas com maior inclusão digital. No continente, a liderança ficou
com o Canadá, com um índice de 0,78, desempatando nos milésimos com os
Estados Unidos, também com 0,78. Entre as nações latino-americanas, a
melhor posicionada é o Chile, com índice de 0,58. Logo depois vêm
Uruguai e República Dominicana, ambos com 0,54; Argentina, com 0,53;
Costa Rica, com 0,52; e México, também com 0,5, vencendo o Brasil no
desempate.  No mundo todo, os países com melhor acesso às tecnologias
digitais são ou do Norte da Europa ou da Ásia. A liderança no ranking
ficou com a Suécia, com índice de 0,85, seguida de Dinamarca (0,83),
Islândia (0,82) e Coréia (0,82). Entre as surpresas do levantamento,
ficou a Eslovênia, empatada com a França com 0,72 ponto e dentro da
faixa dos países de alto acesso. No ranking global, o Brasil ficou na
65ª posição.  A ITU analisou indicadores como penetração de telefonia
celular e fixa, acesso à internet e a serviços de banda larga para
navegação na grande rede, além do custo dos serviços como percentagem da
renda per capita e o nível educacional de 178 economias do mundo. E foi
justamente a inclusão desses dois últimos quesitos que tornou o estudo o
mais completo feito até agora sobre o setor, destacou a instituição. -
Até agora, as limitações de
> infra-estrutura eram consideradas como a principal barreira à inclusão
digital. Nossa pesquisa, no entanto, sugere que poder pagar pelos
serviços e a educação são tão importantes quanto - observou Michael
Minges, da unidade de Mercados, Finanças e Economia da ITU. César Baima
- Jornal do Brasil
>
> Em busca do tempo perdido
> 19/11/2003
>
> órgãos internacionais e governo brasileiro procuram caminhos para
reduzir o número de pessoas que estão à margem da tecnologia da
informação A busca de soluções para reduzir o gap digital entrou na
agenda de instituições internacionais como ONU (Organização das Nações
Unidas) e UIT (União Internacional das Telecomunicações). O tema também
está sendo tratado como prioridade no documento preparatório para a
reunião da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, que será em
Genebra, de 10 a 12 de dezembro. Na lista de ações propostas aos países
e seus chefes de estado destacam-se dois itens: a criação de meios mais
justos de compartilhamento do tráfego mundial da Web para diminuir o
custo de conexão e uma atuação multilateral e mais transparente para a
governança da internet. Os dados ainda são incipientes, mas já se sabe
que apenas dois países (Estados Unidos e Canadá) concentram quase a
metade do acesso mundial à internet, cerca de 40%. No Brasil, segundo o
Censo 2000 do IBGE, somente 10,6% dos domicílios possuem computador e
menos de 40% têm telefone fixo. Levantamento da Network Wizards mostra
que o Brasil detém o maior número de hosts de internet da América Latina
e está em 10º lugar no ranking mundial. Mas em termos relativos o País
tem menos usuários de telefone que Argentina e Uruguai. A base de
internautas (individuais) é menor que a do Chile, Argentina e Peru. A
UIT reconhece esse desequilíbrio e recomenda a criação de backbones
regionais, bem como a ampliação de pontos de troca de tráfego para
melhorar a interconexão das redes. "Isto diminuiria o tráfego
desnecessário de terceiros pela rede, evitando a passagem das rotas
pelos Estados Unidos", acredita o assessor da Anatel José Alexandre
Bicalho, que trabalha no grupo preparatório da reunião da Cúpula
Mundial. Nos fóruns mundiais, o Brasil defende um modelo de remuneração
de redes na internet diferente do que vigora hoje. Pelo atual, o tráfego
dos países é muito mais intenso em direção aos Estados Unidos, onerando
usuários de todo o mundo, que acabam subsidiando a rede americana (por
conta da interconexão entre os backbones mundiais). A regulamentação
neste aspecto, explica Bicalho, levaria em conta o interesse comercial
dos EUA no envio de informações (via dowload) que são acessadas de lá
para cá. A segurança da rede também é considerada vital no documento da
ONU. O comércio eletrônico precisa ter transações seguras para oferecer
credibilidade aos
> consumidores. O texto revela uma preocupação com o aumento significativo
de spam (mensagens transmitidas a um grande número de usuários sem que
sejam requisitadas) e com conteúdos ilícitos como pornografia,
propaganda enganosa e comércio ilegal. INICIATIVAS DO GOVERNO As origens
da exclusão digital também foram o ponto central do seminário Saber
Global: Centro e Periferia na Sociedade do Conhecimento, realizado
recentemente pelo governo brasileiro, com a presença do presidente Lula
e de seu ministério. O encontro com especialistas do governo,
universidades e órgãos de fomento traçou um programa para democratização
do conhecimento. A iniciativa exigirá investimentos altos em educação e
servirá de base para as futuras políticas governamentais. Para Marcos
Dantas, que participou do encontro como representante do Ministério das
Comunicações, a inclusão digital é assunto político e vai gerar uma
ampliação da intervenção da sociedade brasileira. "O País vinha
discutindo a questão de maneira fechada." Ele afirma que até agora
julgava-se que para a solução do problema bastava apenas a instalação de
computador. Durante o evento formulou-se o projeto de criar uma agenda
de ações para dotar as pessoas de competência para produzir
conhecimento, informação e cultura.  O economista Gilberto Dupas, da
USP, chama a atenção para o risco de se considerar que computador e
internet bastam para resolver a formação educacional, sem que haja massa
crítica. Ele destaca que a tecnologia da informação permite a
fragmentação das cadeias produtivas mundiais, possibilitando a
distribuição das grandes empresas pelo globo na busca de mão-de-obra
barata e qualificada, como a oferecida pelos mercados do México e China.
 Para o coordenador do programa Cidade do Conhecimento da USP, Gilson
Schwartz, é importante definir ferramentas de aprendizagem e de gestão
para a troca de
> conhecimento permanente. Schwartz propõe uma nova forma de interação
entre a universidade e a sociedade por meio de redes digitais
colaborativas. Outro projeto de vanguarda em educação foi apresentado no
evento brasileiro pelo professor italiano Umberto Sulpasso, presidente
da International Multimedia University, que oferece cursos de formação e
instrução a distância e trabalha com 200 instituições dos países
mediterrâneos. O objetivo é criar novos canais que tornem o processo de
difusão do saber mais eficaz, ultrapassando as estruturas escolares
formais e instituindo um processo de aprendizagem permanente. O diretor
do Banco Mundial para o Brasil, Vinod Thomas, questionou a falta de
investimentos em capital físico, uma vez que não há uma relação direta
entre o crescimento do País e recursos aplicados. Ele propõe então que
se invista em capital humano e inovação. De acordo com o Banco Mundial,
esse investimento deve obedecer a quatro princípios: qualidade e acesso
à educação, condições favoráveis ao crescimento de pequenas e médias
empresas, aumento de produtividade e melhor aproveitamento das vantagens
naturais. Para tratar dessas questões o governo do Brasil criou o comitê
gestor da comunidade virtual, composto por Rogério Santana, secretário
executivo do e-gov; Rodrigo Assunção, da Secretaria de Logística e
Tecnologia da Informação; Zuhair Warwar e Rafael Godoy, do Centro de
Gestão Estratégico do Conhecimento em Ciência e Tecnologia do Itamaraty;
Marcos Dantas, do Minicom; Daniel Balaban; da Secretaria Especial de
Desenvolvimento Econômico e Social, e Gilson Schwartz, da USP. MUDANÇAS
DE ROTA Segundo Bicalho, os técnicos da ONU decidiram que será
necessário fazer, ainda este mês, mais uma reunião preparatória para
Cúpula Mundial, na tentativa de achar soluções de consenso para o uso da
rede mundial. Um grupo grande, que inclui China, Brasil e índia,
conhecido na OMC (Organização Mundial do Comércio) por G-21, não
concorda com o mecanismo adotado pelo ICANN (Internet Corporation for
Assigned Names and Numbers) para tratar da governança da Web. Esses
países defendem a criação de um órgão intragovernamental com apoio da
iniciativa privada. Eles acham que as decisões do ICANN estão afetando
as políticas públicas das nações na condução da internet. O ICANN é
ligado ao departamento de comércio americano e coordena nomes de
domínios, bem como os endereços IP da rede. O Brasil quer um organismo
com maior participação internacional. A Cúpula Mundial da Sociedade da
Informação acontece em dezembro de 2005. Até lá, espera-se que todos os
assuntos relacionados à internet estejam
> resolvidos. 4 PROPOSTAS DA ONU E UIT Para acelerar o processo de
inclusão digital, ONU e UIT elegeram metas prioritárias para apresentar
aos chefes de estado durante a reunião da Cúpula Mundial da Sociedade da
Informação, em Genebra. Veja abaixo algumas delas: Todas as comunidades
deverão estar conectadas até 2010 e equipadas com pelo menos um acesso
comunitário (um telecentro) até 2015. Cobertura celular para 90% da
população mundial até 2010 e para 100% até 2015. Todas as universidades
terão que estar interligadas até 2005, as escolas secundárias até 2010 e
as primárias até 2015. Todas os centros de pesquisa deverão estar
conectados até 2005. Todos as bibliotecas deverão estar interligadas até
2006 e centros culturais e museus até 2010. Todos os hospitais deverão
estar conectados até 2005 e centros de saúde até 2010. Todos os
departamentos de governo federal deverão ter um website e endereço de
email até 2005. Os demais órgãos governamentais até 2010. Gilda Furiati
- RNT






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