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Date: Fri, 15 Sep 2000 20:12:56 -0300
 
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Anésio Argenton a lenda brasileira do ciclismo

Anésio Argenton
Medalha de ouro no Pan Americano e duas olimpíadas marcam sua carreira

     Nem a falta de estrutura, nem a vida difícil fez com que Anésio Argenton abrisse mão de sua paixão de infância, a bicicleta. Apaixonado pelo esporte, o brasileiro superou todas as barreiras que a pobreza lhe impôs. Colecionou títulos e tornou-se o ciclista brasileiro que mais brilhou em uma Olimpíada.
     O esforço de Argenton se transformou em glórias, ainda que apenas pessoais. Correndo provas de pista, mesmo sem ter nenhum velódromo para treinar -"na época só existia o velódromo da USP e eu tinha que viajar até São Paulo para poder treinar numa pista"-, o menino que começou fazendo entregas para um armazém foi tetracampeão brasileiro, bi-sul-americano e o único ciclista brasileiro a conquistar uma medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos, em Chicago-1959.
     "Sempre treinei em estradas, apesar de correr em pistas, e olha que naquele tempo as estradas não eram asfaltadas", diz.
     As glórias do ciclista brasileiro não param por aí. Argenton disputou duas Olimpíadas: Melbourne-1956 e Roma-1960. Nas duas obteve os melhores resultados do ciclismo nacional; nono na Austrália, na prova contra o relógio, e quinto e sexto na Itália, nas provas de velocidade e contra o relógio, respectivamente.
     Com seu sotaque interiorano, Argenton lamenta não ter tido estrutura para conquistar uma medalha olímpica. "Fui para as Olimpíadas sozinho. Não conhecia nada, não tinha um técnico, ninguém que pudesse me ajudar", afirma.
     Para Argenton, esportes como o ciclismo dificilmente irão prosperar em um país como o Brasil. "O futebol acaba com tudo. Não tem mais espaço, é só o futebol que interessa", diz.
     Sobre o ciclismo, apenas um comentário. "É um esporte meio besta. O cara se mata, ele e a bicicleta. O ciclista sempre vai ser um eterno solitário."

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