Re: [Cevciclo-L] Artigo sobre cicclismo e treinamento

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Subject: Re: [Cevciclo-L] Artigo sobre cicclismo e treinamento
From: Roberto Landwehr <robland@xxxxxxxxxxxxx>
Date: Sun, 30 Jul 2000 22:01:02 -0600
Olá Marco, demais listeiros,
Li seus artigos e peço achei o primeiro um tanto confuso.
Não sei se vc leu o original e traduziu o livro de Glenn Town, ou se
está se baseando na tradução.
O gráfico apresentado por Town, foi fruto de um trabalho de Irvin Faria
e Peter Cavanagh e no final dos anos 70 se não me engano. Na mesma
época, o Antonio Dal Monte, chegou a conclusões mais ou menos parecidas.
Lamentavelmente, não tenho comigo nem o livro do Town, nem os trabalhos
do Dal Monte e do Faria, porém, já tive a oportunidade de ler todos
eles. De qualquer forma, não concordo com tudo que foi escrito no livro
do Town.
Bom, o movimento do pedal a partir do ponto morto superior, ( 0 grau) é
feito com a ação dos glúteos, mas também com a ação do quadriceps.
Quanto mais a coxa se encontra flexionada, maior a força de atuação do
glúteo, mas o movimento implica na extensão do joelho, que é feita pelo
quadriceps.
Como é possível observar no esquema retirado do do livro do Town, o
ponto máximo de torque, encontra-se pela casa dos 90 graus, sendo que a
perda de torque ( Nm) ocorre realmente, próxima ao Ponto Morto Inferior
(PMI), que equivale a aproximadamente 180 graus.
É interessante observar a direção das setas para entender que segundo
essa pesquisa, a partir do PMI, a força muda de direção, sendo que na
verdade se opõe ao movimento, gerando uma perda de efici6encia muito
grande.
No laboratório de Avaliação Física e Treinamento da Escola de Educação
Física da Universidade Católica de Brasília, existe um cicloregômetro
especial que mede a força exercida nos pedais e gera os dados no
computador. Fica clara essa questão.
Quanto a torque perder a potência, acho que não deu para entender.
Torque relaciona-se com o comprimento do braço de alavanca multiplicado
pela força que nele atua, enquanto que potência é o trabalho ( W) gerado
na unidade de tempo. Na verdade, o esquema nos mostra a aplicação dea
força no pedal( Kgf), que produz um torque. De acordo com a velocidade
imprimida ( velocidade angular), vamos obter a potência. Portanto, o que
se altera é a força e consequentemente o torque e a potência.
Bom, o problema, é que o trabalho do Irwin Faria com o Cavanagh, foi
feito em cicloergômetro e a maioria dos sujeitos não era nem ciclista
nem triatleta. Dá prá se ver que essa pesquisa também não serve para se
fazer a inferência a ciclistas e triatletas...
Só para explicar melhor, o ergômetro da Católica assume as medidas
exatas dea bicicleta do ciclista que estiver sendo avaliado, a fim de
manter as mesmas características e não mudar a especificidade do
exercício. Até o pedal do ciclista pode ser utilizado, para que ele
possa usar a sua sapatilha...
Bom, ficam aí as minhas colocações, à espera de novos argumentos
Saudações rolantes,
RL
Marco Angelo Barbosa wrote:
> Ponho a disposição duas matérias escritas por mim no TotalSport,
> as páginas são:
> http://www.totalsport.com.br/colunas/angelo/ed3499a.htm
>
> http://www.totalsport.com.br/colunas/angelo/ed1799.htm
>
> Prof. Marco Angelo, Md.
>
> _______________________________________________
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