[Cevcbce-L] Sobre outra mensagem de Roberto Landwehr

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Subject: [Cevcbce-L] Sobre outra mensagem de Roberto Landwehr
From: Tarcísio Mauro Vago <tata@xxxxxxxxxx>
Date: Sat, 03 Mar 2001 02:51:30 -0300
Roberto Landwehr,
1. Sobre sua irônica preocupação com o meu vocabulário, agradeço-lhe e 
dispenso-lhe o trabalho: este
certamente não é um forte seu. Se estiver com desejo de investir seu tempo 
corrigindo o vocabulário de
seus colegas de lista, sugiro-lhe que comece pelo seu: basta rever suas 
mensagens enviadas à lista nos
últimos tempos (inclusive a última); terás um bom passa-tempo.
2. Se te incomodou tanto o meu erro, ao usar a expressão "baixa informação", 
não tenho constrangimento em
lhe pedir desculpas (e aos demais listeiros). E creio ser este erro muito 
fácil de corrigir:
reafirmo-lhe, e espero agora acertar o português, que você dispõe de pequena, 
para não dizer nenhuma,
informação a respeito das iniciativas do CBCE.
3. Minha primeira mensagem dizia respeito a uma preocupação do Laércio. Ele já 
me respondeu diretamente,
e não enviou uma resposta para a lista (posso te enviar nossas mensagens 
recíprocas, se desejares).
Curioso é que com ele foi possível um diálogo bastante cordial e imaginei que 
isso também seria possível
com você e, por isso, respondi sua mensagem. Devo perder as esperanças?
4. Até que surjam argumentos que me convençam a pensar diferente, reafirmo cada 
palavra que escrevi na
mensagem, quando comentava a preocupação do Laércio com a criação de uma 
Sociedade Brasileira de Ciências
do Esporte. Não há ali, por enquanto, nada a modificar. Se você não gostou de 
meu posicionamento, ora,
este é um direito sagrado seu, que sempre vou respeitar. Mas, o meu direito de 
escrever o que penso
também é sagrado. E você certamente também saberá respeitá-lo, ainda que, como 
disse, não tenha
"realmente" entendido o significado de minhas palavras. Se o tempo e as 
circunstâncias lhe permitirem
algum dia um entendimento a respeito, ótimo. Caso contrário, paciência.
5. Reafirmo também o convite que fiz a você para participar do .... XII 
Conbrace!!!. Veja só como são as
coisas, não Roberto? Eu, vice-Presidente do CBCE, cometi o equívoco de 
escrever " II Conbrace"
!!! Que erro imperdoável, esse meu, ainda mais para quem vem participando 
ativamente do CBCE, em sua
Direção Nacional, na Coordenação de Grupo de Trabalho, apresentando 
trabalhos... Poxa, que transtorno
causei e, novamente, lhe peço desculpas. E você, delicadamente tentando me 
corrigir, escreveu " XXII
Conbrace " ... Vamos combinar uma coisa: nós dois, juntos com todos os outros 
associados, faremos tudo
para que o CBCE chegue mesmo ao seu " XXII Conbrace". Se continuar com a 
periodicidade atual, de dois em
dois anos, ele acontecerá em 2021.
Mas para isso é preciso que você e eu estejamos, ainda em 2001, em 
Caxambu para o " XII
Conbrace " (agora acertei, não é?). Eu confirmo minha presença. E você?
6. A propósito, você não disse nada a respeito das "Primeiras Palavras" sobre o 
XII Conbrace que lhe
enviei. O que achou da temática, gostou? Ou não? Teremos 6 mesas de debate e 20 
cursos introdutórios.
Algum deles há de te agradar. E temos os 12 Grupos de Trabalho, onde serão 
apresentados mais de 400
trabalhos, entre comunicações orais e pôsteres. Inscreva um!
7. Roberto, de onde você conseguiu informações para dizer que eu não teria 
"preocupação
com a sociedade que vive, produz e se alimenta com as CI6ENCIAS DO 
ESPORTE!!!!!!!!!!"
Para quem não me conhece, a não ser apenas por uma mensagem, creio que 
você não tem informações
suficientes (veja, já estou usando um vocabulário mais adequado, e não a 
expressão "baixa informação".
Estou melhorando?) para fazer esse julgamento, que me pareceu um tanto 
apressado. A delicadeza e o
respeito o fariam retirá-lo. Fica a seu critério.
8. Não, eu não quis dizer "quem não concordar conosco que se dane". Esse 
vocabulário é seu. O que quis
dizer foi exatamente isso: os associados que não concordam com os 
posicionamentos tomados no interior do
CBCE devem se posicionar em suas diversas instâncias, apresentando argumentos 
para tentar, no campo das
idéias, democraticamente, convencer aos demais. Ora, é isso que constrói uma 
entidade científica (ou
qualquer outra). Autoritário, Roberto, foi quem abandonou o CBCE apenas porque 
seus posicionamentos foram
questionados e eventualmente superados. O CBCE não é uma entidade asséptica, 
inodora e incolor. Portanto,
comporta o conflito. E quem não suporta o conflito e a contraposição costuma 
mesmo se acovardar e
abandonar o lugar. A covardia e o abandono, sim, é que são atitudes 
autoritárias, Roberto. Não a atitude
de quem ficou e batalhou para o CBCE ser o que é. E não tenho a ilusão de 
esperar o reconhecimento de
pessoas assim (a falta desse reconhecimento realmente não me atormenta nem me 
tira o sono). Algumas
pessoas pensaram (para não dizer que desejaram) que sua saída significaria o 
esvaziamento e mesmo o fim
do CBCE. Bem, não foi exatamente isso o que aconteceu. Daí a minha expressão: 
"o choro é livre" (E
continua).
9. Se você é (ou era, não consegui saber) sócio do CBCE, antes de mim e de 
todos da direção nacional,
tanto melhor. De minha parte, fico feliz. É uma contribuição para avançarmos no 
que estamos fazendo. Além
do que, aumentam nossas chances de um encontro em Caxambú. Ou até mesmo em 
Salvador, em Julho, quando
estaremos realizando atividades muito interessantes como parte da programação 
da SBPC. Certamente você já
sabe que o CBCE é sócio da SBPC, e já está por dentro da programação. Na 
dúvida, escreva.
Olha, enviamos o boleto para o pagamento da anuidade deste ano com 
antecedência para que todos possam
programar sua contribuição, indispensável para os vários afazeres do CBCE: 
nossa Revista (ficou linda,
não?), nosso Jornal, o Conbrace... Tanta coisa, não é?
10. Roberto, nem você, nem ninguém foi "saído" do CBCE... Olha, se admitir isso 
novamente em público, vão
pensar que você se considera um ser tutelado, sem vontade própria, a ponto de 
achar que alguém poderia
conseguir fazer isso com você (ou por você). Se você saiu, foi por sua inteira 
responsabilidade, o que
é, também, um direito sagrado seu: foi sua vontade. Será digno que você a 
assuma. Se quiser volta, como
eu disse na outra mensagem, é muito fácil, você já sabe.
11. Discordo de você, Roberto: a Ciência tem dono, sim. E o seu dono é o 
público que a financia, por meio
das agências públicas, financiadas com dinheiro público. E o público tem todo o 
direito de intervir em
políticas de financiamento das diversas áreas das ciências. E se isso ainda é 
feito de maneira muito
precária em nosso País, cabe-nos ampliar os espaços de participação das 
sociedade civil nas agências de
fomento.
12. Concordo com você, não basta preencher uma Ficha de Inscrição: a questão é 
mesmo ter espaço para
participar. É isso, claro! Olha, nos últimos 3 Congressos, em cada um 
deles, quase duas mil pessoas
já aproveitaram o espaço para participar. E foi tão bom! Só você vendo! No 
último, em Florianóplis, eu
era ainda coordenador do GT Educação Física e Escola. Ainda na fase de 
preparação, vivi um grande drama:
havia, apenas neste GT, mais de 150 trabalhos inscritos concorrendo para 
apresentação. E, pelas normas,
somente 20 seriam apresentados oralmente, e outros iriam para Pôster. Foi um 
sufoco para mim, fazer a
seleção. Alguns professores ficaram até magoados comigo, achando que cometi 
injustiças. Por causa de
situações como essa, este ano estamos limitando a inscrição de apenas um 
trabalho individual e de outros
dois em co-autoria. Isso é para dar mais espaço para todos participarem.
Depois, tem mais uma coisa: Os últimos Congressos foram realizadas em 
locais bem espaçosos: coube
todo mundo, assistindo os debates assentados, bem acomodados. O que não faltou 
foi espaço para
participar.
Você não está interessado em inscrever trabalhos para o Conbrace?
13. Você insinuou que eu tenho gosto pelo poder? Ora, Roberto, de novo uma 
afirmação um tanto apressada,
já que você ainda me conhece tão pouco. É respeitoso evitar julgamentos de 
valores diante do que não
conhecemos, não acha?
14. Você escreveu: "Pois é, para variar, essa história de política!" Olha, 
Roberto, não é apenas
"para variar", como se fosse só de vez em quando. É sempre! O que o Paulo 
Freire disse há muito sobre a
educação como ato político vale também para a ciência: produzir ciência é 
contribuir para fazer história.
E para fazer história é preciso reconhecer-se como ser político, não como um 
autômato, que nem você nem
eu somos, não é mesmo? Recebo, assim, como um elogio esse seu comentário, 
acrescentando que procuro
fazer isso sempre, como já disse. (A propósito, você não fazia outra coisa, 
senão POLITICA, ao produzir
aquele comentário: aqui também é preciso assumir o que se é e o que se faz.)
15. a) "Acho que o que falta a essa diretoria do CBCE é discernimento 
político". b) "Duro é uma
diretoria inteira ter uma visão tão obtusa! Uma Pena!"
São opiniões suas, e eu as respeito. Ao registrá-la aqui na lista você 
assume, como sócio (e,
lembre-se, há mais tempo que todos os atuais membros da Diretoria), o 
compromisso ético de contribuir
para que o CBCE não continue, de maneira nenhuma, sendo dirigido por pessoas 
sem discernimento político e
obtusas. Isso exige de você uma presença em seus fóruns de debate para 
esclarecer aos associados a esse
respeito. Então, eu espero firmemente que você não se acovarde, não se esconda, 
mas que, ao contrário, vá
lá e diga de público o que pensa a respeito dessa diretoria. É seu direito. É 
seu dever ético.
16. "Porque não se filiam a um partido?": já sou filiado. E milito como posso.
17. "E se candidatam a cargos públicos onde eventualmente possam melhorar a 
condição social e nosso
país?" : não é somente em cargos públicos que se pode contribuir para "melhorar 
a condição social e nosso
país". Todos somos sujeitos sociais praticantes, e em todos os lugares temos 
chances de contribuir para
construir um País justo e fraterno. Depois, embora de natureza diferente, os 
cargos do CBCE são de alguma
forma públicos: pertencem ao público a ele associado. Então, ocupamos sim, 
cargos públicos. Que você
também poderá ocupar, quando desejar e for eleito.
18. "Brincadeira... Política? O tempo todo?!!!!!": Primeira parte: você me 
pareceu ter usado a palavra
"brincadeira" em tom pejorativo: não é esse o sentido que dou à palavra. 
Prefiro o que escreveu o grande
poeta mineiro Carlos Drumond de Andrade: "Nada mais sério que uma criança 
brincando". E outra:
"Brincadeira é coisa séria", disse alguém que agora não me recordo. E eu 
concordo. As brincadeiras, você
sabe, constituem práticas culturais de grande relevância social e, por isso, 
tornam-se dignas de
constituir um programa de ensino de Educação Física (Aliás, são o meu tema 
preferido para ensinar às
crianças).
Segunda parte: "Política? O tempo todo?!!!!!" Sim, isso mesmo, o tempo 
todo, como já te disse. E
pergunto a você: e por que não?
19. Sobre o comentário "Pois é!!! Duro é não compreender que a Educação Física 
não é Esporte" : tive
oportunidade de me posicionar a esse respeito em um texto publicado na Revista 
Movimento, da UFRGS, n. 6,
dez. 1996. Ainda que não possa lhe interessar a minha opinião, tomo a 
liberdade de enviar-lhe atachado
para seu endereço pessoal. Antecipo meu pedido de desculpa se julgares isso 
invasão de sua privacidade,
mas é que não posso aqui me estender mais e não quero lhe deixar sem minha 
opinião a respeito.
20. "PS: Conheço bem a página do CBCE e fui alertado por "trocentos" e-mails
nesta lista parabenizando o CBCE por finalmente ter conseguido montar
uma página...Só que foi no ano passado, quando todo mundo já estava na
internet há anos!":
É claro que poderia ter sido antes, Roberto, se tivéssemos contado com o apoio, 
que teria sido decisivo,
de sócios como você, mais antigos que todos nós da Direção Nacional, e, quem 
sabe?, mais atentos às
demandas dos demais sócios. Com as inovações tecnológicas não param, você terá 
novas oportunidades de
contribuir par que o CBCE fique em dia nesse aspecto.
Roberto, não lhe tratei por "Senhor", como você a mim, não por falta de 
respeito, entenda-me. É que
tenho para mim que ninguém é senhor de ninguém: este tempo já passou. E assim, 
fique à vontade para
também me tratar por você. Ainda que não nos conheçamos pessoalmente, somos 
antes de tudo, sujeitos
sociais e sociáveis.
E por isso, estarei sempre disposto a dialogar com você (e se eu cometer 
algum erro de português em
minha fala ou em minha escrita, apenas peço-lhe que releve: é que sou 
demasiadamente humano...).
Roberto, sê feliz!
Tarcísio Mauro Vago.
Roberto Landwehr wrote:
> Sr Tarcisio,
>
> Entendo que quando escrevemos para listas de discussão ou enviamos
> mensagens eletronicas, seja praxe que não nos preocupemos demasiadamente
> com a correção dos textos.
> Assim sendo, quero crer que quando o senhor menciona "baixa
> informação", não se trata de falta de vocabuláriuo adequado....
> Realmente, não entendi o significado de suas palavras.
> O CBCE teve tamanha importância em minha vida acadêmica que acabei
> trabalhando pela contratação de dois ex-membros de sua diretoria em
> minha universidade.
> Gostaria de comentar suas colocações:
> 1 - Quando o senhor diz:"Creio que somente a baixa informação a respeito
> do CBCE pode explicar a sua mensagem.", O senhor se esquece que a
> maioria do que escrevi se refere às suas mensagens anteriore. Pois então
> releia o que o senhor escreveu anteriormente:
> "Olha, quanto aa sua preocupacao com o possivel surgimento de uma tal
> Sociedade Brasileira de Ciencias do Esporte, de minha parte, nenhuma das
> alternativas apresentadas em sua mensagem me atormenta, nem me tira o
> sono..."
> Pois é... Falta de preocupação com a sociedade que vive, produz e se
> alimenta com as CI6ENCIAS DO ESPORTE!!!!!!!!!!"
> Traduza isso..."... Quem nao ficou no CBCE, nao ficou porque nao quis. A
> saida (assim como o choro...) eh, ou foi, livre. Bem... vaia con
> Dios!!!.
> Maios parece... Quem não concorada conosco que se dane!!!!!
> Na verdade associei-me ao CBCE desde a sua fundaçãoo, ou seja, pelo que
> me consta, bem antes do que qualquer membro da atual diretoria. Por isso
> posso até
> informar que o Congresso de Caxambú será o XXII, não o II,como informa o
> veemente vice-presidente. Só que pararam de me enviar informações. Na
> verdade não saí!!!!
> Fui saído!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Sabe-se lá o porque...
>
> 3 - Continuemos...
> "...E quem quiser voltar basta preencher a Ficha de Inscricao e pagar a
> anuidade: mais facil impossivel! Parece ate que muitos continuam
> inscritos, soh nao pagaram a anuidade..."
> Esqueceu-se que a questão não é pagar uma taxa e preencher uma ficha. É
> ter espaço para participar!!!!! Sem joguinhos políticos... Sem
> politicagem... CIÊNCIA NÃO TEM DONO! NEM PARTIDO POLÍTICO!!!!!!!
> 4 - Parar? Jamais... Então persistamos...
> "Ademais, os que desejarem abrir outra instancia para a chamada "ciencia
> do esporte", desde que estejam dentro do direito publico, nao me farao
> sofrer nem um pouco...
> "Ah se Salomão fosse julgar ... Nada mais do que o discurso de quem
> pouco se lixa. Nada como o gosto pelo poder...
>
> 5 - Falta pouco:
> "Alias, dependendo dos principios que vao defender, teremos mais debate
> no campo politico e academico -- o que eh > otimo e nao constituirah
> nenhuma novidade, como voce bem sabe."
> Pois é, para variar, essa história de política! Acho que o que falta a
> essa diretoria do CBCE é discernimento político. Por que não se filiam a
> um partido e se candidatam a cargos públicos onde eventualmente possam
> melhorar a condição sociald e nosso país?
> Brincadeira... Política? O tempo todo?!!!!!
> 6 - Finalmente...
> " E, por fim, apenas como uma possibilidade (se e quando for o caso),
> considero que a Educacao Fisica, como area do conhecimento, tem
> abrangencia e responsabilidade sociais, alem de problemas de natureza
> academica, mais que suficientes para sustentar a existencia de uma
> entidade cientifica. A proposito: e nao eh exatamente isso o que temos
> feito no CBCE?!?!?! Ora...
> "Pois é!!! Duro é não compreender que a Educação Física não é Esporte e
> que se apropria deste assim como o fazem o Marketing, a Fisioterapia, a
> Medicina, a Nutrição, a Comunicação...
> Duro é uma diretoria inteira ter uma visão tão obtusa!
>
> Que pena!
>
> RL
>
> PS: Conheço bem a página do CBCE e fui alertado por "trocentos" e-mails
> nesta lista parabenizando o CBCE por finalmente ter conseguido montar
> uma página...Só que foi no ano passado, quando todo mundo já estava na
> internet há anos!
>
>

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