[cevbasq] Em Rio Claro, um novo desafio para Guerrinha

Carlos Alex Soares carlosalexsoares em gmail.com
Sábado Março 10 22:26:11 BRT 2007


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1º de março de 2007

Em Rio Claro, um novo desafio para Guerrinha 

Treinador faz trabalho voluntário com garotos da antiga Febem da cidade 


O sonho de tocar um projeto social de basquete tornou-se realidade na vida de Guerrinha, ex-jogador e hoje técnico do time masculino do Rio Claro. Seu trabalho voluntário ganhou força na Fundação Casa Escola, antiga Febem, de Rio Claro.

O trabalho na unidade é realizado uma vez por semana, com uma hora de duração. E teve início em janeiro. Sua iniciativa despertou o interesse da Confederação Brasileira de Basquete em estabelecer uma parceria com a Fundação. Assim, a CBB, que já tem um projeto para jovens carentes em nove Estados e no Distrito Federal, fica responsável pela doação de materiais esportivos, como bolas e coletes, bem como pela capacitação de professores.

Em uma visita à unidade de Rio Claro, Lula Ferreira, técnico da seleção brasileira masculina, saiu "emocionado" e cheio de idéias. Além de formar técnicos, ele pensa em realizar um curso de árbitros e mesários para que os garotos saiam de lá com alguma especialização. "Eles terão o poder de decidir um jogo, de julgar o que é certo ou errado. Imagina o impacto que isso vai ter na vida deles."

Mais importante que a capacitação, segundo Guerrinha, é fazer com que os meninos se motivem. "As atividades são fundamentais para esses garotos ocuparem a cabeça. Poder preencher o dia deles e, quem sabe, dar a chance de terem um clube, com bolsa de estudo, comida e alojamento, quando saírem de lá", diz Guerrinha. Sua idéia é expandir o projeto para outras unidades e promover torneios de basquete.

Na moderna unidade de Rio Claro, Guerrinha trabalha com 36 garotos - a unidade atende cerca de 60. E apenas um, segundo ele, já tinha visto um jogo de basquete. Um vídeo foi exibido e, aos poucos, os garotos foram tomando gosto pela modalidade. "Não quero estabelecer muitas regras, porque eles já seguem normas. Eles têm aptidão, coordenação... Mas precisam trabalhar com a bola." A preocupação, explica Guerrinha, não é com a beleza do basquete jogado pelos garotos. "Mas com a alma deles." 


Glenda Carqueijo
SÃO PAULO







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