[cevbasq] Tudo de bom --> por Melchíades Filho - FSP 24JAN2005

Carlos Alex Soares carlosalex em brturbo.com.br
Domingo Janeiro 29 02:05:01 BRST 2006


24/01/2006 

Coluna Folha de S.Paulo - 24.01.2006
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Tudo de bom 
Poucos esportes sofrem tanto nas mãos de um editor de imagens. Pela própria natureza, o basquete não faz sentido em breves videoclipes _ele sobressai justamente porque cada lance tem sua personalidade.
Um corta-luz, um posicionamento defensivo, um singelo passe muitas vezes têm impacto direto e decisivo sobre o placar.
Mas os compactos ou boletins noticiosos preferem selecionar só os momentos espetaculares, que garantam o entretenimento.
O resultado desse descolamento é que hoje temos dois basquetes: o das quadras e o da TV.
Por isso, muitos não entendemos, resistimos a apreciar o triunfo sóbrio de um San Antonio, de um Detroit. Ou a supremacia argentina no continente.
Desejamos somente o rápido e o furioso. A vertigem da enterrada _a cesta que, de tão rápida, nos engasga. Ou a angústia que acompanha o longo arremesso de três pontos, rara situação em que a partida parece parar.
Mas os highlights mais extraordinários não contam a história toda. A NBA, que há anos não via tantas performances individuais memoráveis, é a prova disso.
O "USA Today" uma vez lançou a idéia de um "ranking do espetáculo", com os lances que mais agitam a platéia: enterrada, cesta de três, toco e desarme.
Feitas as somas do atual campeonato, o resultado surpreende.
Em quinto lugar, entre mais de 400 nomes, aparece Kevin Garnett (145 "pontos"). Nenhum imprevisto aqui. Poucos combinam capacidades atlética e técnica como o ala do Minnesota.
Em quarto, surge Carmelo Anthony, com 180. De novo, nada espantoso. O ala do Denver tem um estilo vistoso e agressivo.
A terceira posição quem ocupa é Dwyane Wade (189). Barbada, também. O jovem armador, para quem não sabe, já roubou o trono de Shaquille O'Neal no Miami.
Dez "pontos" à frente está LeBron James (Cleveland). Previsível. O ala é comparado a Michael Jordan, e ninguém, da jovem ou velha guardas, faz ressalvas.
Em primeiro? Nem Kobe Bryant (LA Lakers), que anteontem cravou absurdos 81 pontos, nem Vince Carter (New Jersey). Os habitués dos telejornais, videogames e que tais ficam em sétimo e sexto.
O topo do ranking pertence, que espanto e ironia, a um coadjuvante, a um ala "facilitador" que tapa as lacunas táticas de seu time e que não força as coisas.
Com 295 "pontos", quase cem de vantagem para o vice, Shawn Marion (Phoenix) reina absoluto.
Sua consagração como craque mais "espetacular" da NBA é decorrência do basquete fluido e solidário que sua equipe pratica pelas mãos de Steve Nash.
A contusão do ala-pivô Amaré Stoudemire (a real estrela do time) motivou o veterano armador a criar e a passar com mais eficiência e generosidade do que em 2004/2005, quando acabou eleito o melhor jogador de toda a liga.
Maestro daqueles momentos miúdos, ele ostenta em janeiro a média fabulosa de 14,1 assistências. Seis colegas aproveitam para registrar recordes pessoais de pontos (entre eles, Leandrinho).
Se Marion deixa a platéia de pé, Nash não a deixa sentar.

Estrelas 1
Além de Nash e Marion, o Oeste deveria levar ao All-Star Game Tony Parker e Tim Duncan (San Antonio), Dirk Nowitzki (Dallas), Elton Brand (LA Clippers), Pau Gasol (Memphis), Marcus Camby (Denver), Bryant e Garnett. Yao Ming e Tracy McGrady, ambos do Houston, baleados, podem não cumprir a vontade das urnas. Chance de vingar Andrei Kirilenko (Utah) e Chris Paul (New Orleans).

Estrelas 2 
Na primeira semana de fevereiro, digo qual a dúzia que o Leste deveria convocar para o jogo que celebra a primeira metade do torneio. Por ora, só o portal Globo.com promete exibir o espetáculo ao vivo, dia 19. 


Estrelas 3 
Marion foi confirmado ontem na seleção que os EUA enviarão ao Mundial do Japão e à Olimpíada de Pequim.

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