[cevbasq] Fw: Passageiros da Agonia

Alcir Magalhães alcirmf em terra.com.br
Segunda Março 21 13:47:10 BRT 2005


AO

CLIPPING DO BASQUETE 

Leiam isto e tem gente que ainda tem a cara de pau de dizer que esta tudo bem no basquete brasileiro, faça-me o favor.

O chavão agora é o seguinte os clubes concordarão agora não adianta chorar que bela forma de tratar o esporte de forma profissional.

Pessoal já passou da hora da CBB avaliar a situação ,independente dos clubes terem acordado ou não, e tomar medidas visando melhorar a condição dos clubes durante este famigerado brasileiro de 2005, depois não querem que os clubes apóiem a NOSSA LIGA, entendo como dirigente aquele que tem a responsabilidade de decidir pelo melhor daquilo que coordena e o que temos presenciado é omissão .

Já começo chegar a conclusão apesar de ser contrário que o melhor a fazer neste momento era os clubes saírem do brasileiro para serem respeitado, isto é um absurdo o que estamos presenciando.

Esta situação do brasileiro não é possível que ninguém esteja vendo que cada vez mais esta  denegrindo a imagem do basquete brasileiro ou será que ninguém, esta vendo isto? e tem gente que vai votar na situação e dizem gostar do basquete brincadeira.

Atenciosamente,
Alcir Magalhães Filho.




Posted 10:51 AM by MARIVAL ANTONIO MAZZIO JUNIOR 
Passageiros da Agonia 
Em crise financeira, clubes improvisam para disputar o Nacional, e times chegam a viajar até 24 horas de ônibus para jogar fora de casa 

Dezesseis times disputam 240 jogos em 15 semanas. As partidas dificilmente são realizadas com mais de dois dias de intervalo e os times são obrigados a jogar em cidades diferentes, de Brasília a Torres, no Rio Grande do Sul. O cenário não poderia ser pior, principalmente porque a falta de verbas dos clubes que disputam o Nacional de basquete põe jogadores e comissão técnica em situações inusitadas. 

O Londrina/TIM é um dos times mais prejudicados do torneio. Até a oitava semana da competição, já havia jogado nove vezes fora de casa, em lugares tão distantes quanto Goiânia e Uberlândia. As viagens são sempre feitas de ônibus, que já virou "hotel" para a equipe. 

- Não temos condições financeiras de pagar um hotel para a equipe. Saímos sempre um dia antes da partida para pagarmos no máximo uma diária de acomodação por jogo. Mas tem vezes que a gente chega e já vai jogar - conta Ênio Vecchi, técnico do Londrina. 

O clube paranaense corre o risco de ter que abandonar a competição por não conseguir pagar seus gastos. A solução é conseguir parcerias com a prefeitura da cidade e convênios com hotéis e empresas de ônibus. 

- Eu só sei que vamos poder jogar na próxima rodada. Depois disso, não há verba prevista - lamenta o técnico. 

Neste domingo (dia 20), o Londrina fará seu quarto jogo seguido fora de casa. Viajou para São José dos Pinhais (PR), Belo Horizonte (MG), Mogi das Cruzes (SP) e Araraquara (SP), e só depois pôde voltar à Londrina. Serão quase 14 dias na estrada. 

- O ônibus vira a nossa principal acomodação. Mas o pior é para os jogadores mais altos, que sempre reclamam de dores por causa do espaço pequeno entre as poltronas do ônibus - conta Vecchi. 

Já o Minas paga passagens de avião apenas para as viagens mais longas, mas não pode evitar o desgaste natural dos jogadores. O técnico Flávio Davis culpa os próprios clubes pela situação precária. 

- A gente sabia que o calendário seria assim e o clube aceitou essa loucura de datas. Mas não há como exigir um ótimo desempenho dos jogadores. Eles penam muito nessas condições. 

No dia anterior ao jogo contra o Telemar, em 4 de março, a equipe sofreu com a falta de estrutura. O ônibus que levava o time para o Rio de Janeiro quebrou e os jogadores tiveram que esperar cinco horas na estrada até a chegada de outro veículo. No total, a viagem durou 13 horas, de Belo Horizonte à capital carioca. 

Flávio está estudando possíveis soluções para amenizar o efeito do cansaço. De acordo com ele, quem sofre mais são os pivôs, que são mais altos e pesados. Já os armadores não costumam apresentar tanta queda de rendimento. 

O armador Di, do Corinthians/UMC, também reclama do cansaço nas viagens. Apesar do nome famoso, o time não conta com o mesmo orçamento do futebol. 

- Esse calendário é completamente inviável. A gente sai na sexta-feira do Paraná, tem que jogar no domingo em Minas Gerais e na terça já estamos no Rio Grande do Sul. É impossível exigir um bom desempenho do atleta. Além disso, as viagens longas de ônibus acabam com a gente. Nós somos muito altos. Se os passageiros comuns já reclamam das poltronas, imagina a gente - conta o jogador. 

O Corinthians vive também uma situação curiosa. O clube não tem dinheiro para levar toda a comissão técnica aos jogos e, para improvisar, promove um rodízio. No ônibus, apenas o técnico, o fisioterapeuta e um supervisor têm lugar para viajar. 

- Eles acabam exercendo todas as funções. O fisioterapeuta dá umas dicas de preparação física, o supervisor vira roupeiro, o técnico se encarrega da água - explica Di. 

Ao contrário de outros times, que têm uma equipe só para fazer as estatísticas dos jogos, o Corinthians conta com a ajudinha do fisioterapeuta para informar o técnico sobre o número de faltas e o desempenho dos jogadores. Tudo é feito com papel e caneta, sem a tecnologia dos programas de informática. 

No entanto, nem tudo são problemas no basquete. Equipes mais bem estruturadas, como a Ulbra/Torres, podem se dar ao luxo de fazer todas as viagens de avião. O ala Vanderlei, do Joinville/FME, solidariza-se com os companheiros de torneio, mas também viaja de avião em quase todos os jogos. Para ele, a Confederação Brasileira de Basquete deveria ajudar os clubes que temem abandonar o campeonato. 
- É impossível que os dirigentes não estejam vendo essa situação precária. Eles estão nivelando o campeonato por baixo? 

Até agora, porém, as mordomias do Joinville não garantiram resultados. O time está em último no Nacional. 
CBB se recusa a rever financiamento 
A Confederação Brasileira de Basquete isenta-se de qualquer responsabilidade pela situação dos clubes que participam do Campeonato Nacional. De acordo com o presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, os clubes sabiam das condições em que o campeonato seria realizado e concordaram com os valores de financiamento. 

Em 2005, os clubes recebem R$ 10 mil mensais da CBB. O dinheiro vem dos direitos de transmissão da TV e de placas publicitárias da Eletrobrás. Até 2003, a confederação era responsável por pagar todas as viagens de ônibus dos clubes. Já no ano passado, a confederação só financiava viagens de avião para translados que superassem os 800 km de distância. A CBB argumenta que todos os clubes têm desconto nas companhias aéreas. 

O ex-jogador Oscar Schmidt, agora presidente do Telemar, é um dos principais defensores da criação de uma liga de clubes para organizar os campeonatos 

Doze clubes do Nacional estão tentando marcar uma reunião com a CBB para rediscutir o regulamento do torneio. Até agora a confederação se recusou a recebê-los e afirma que não haverá acordo. 




FONTE: SITE BASQUETE LONDRINA 

Atenciosamente,
Alcir Magalhães Filho.
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