[cevbasq] Comentários sobre a Liga Independente(?) de Basquetebol

Carlos Alex Soares carlosalex em brturbo.com.br
Terça Março 22 21:01:55 BRT 2005


OS COMENTÁRIOS DE FÁBIO BALASSIANO
19/3/2005 - 18:40 h


INDEPENDENTE?

Mais uma vez o basquete tomou as páginas dos jornais. Uma vez mais a parte esportiva foi esquecida. Como nos velhos tempos, Oscar roubou a cena. Desta vez sem suas maravilhosas cestas de três pontos, mas sim com o projeto de Liga Independente de Basquetebol. 

Qualquer país sério tem o seu campeonato organizado por uma entidade que não a Confederação. Na Argentina, por exemplo, a CABB cuida, e bem, de suas seleções, deixando o trabalho com os clubes para a Liga. Nos Estados Unidos, a USA Basketball possui um braço de supervisão, sim, na NBA, mas não tem voz ativa nas decisões de David Stern, comissário geral da melhor de todas. Aqui no Brasil a Liga “independente” já nasce errada. Ser presidente de clube (ou franquia, dá no mesmo) e da Liga ao mesmo tempo é conflitante, antiético. Ou alguém acredita que Oscar terá outro cargo que não a presidência?

É extremamente necessário que o campeonato nacional esteja desvinculado da Confederação Nacional. Pelo pouco que foi apresentado, porém, o “Mão Santa” e os outros 17 não mostraram nada de novo. Idéias antigas, quase ultrapassadas, e o mesmo desejo boçal de excluir o Norte e o Nordeste da competição. Sem preconceito, por motivos óbvios, mas não entendo por quê a Hebraica deve participar e, por exemplo, a Universidade de Recife não. 

Fica claro também o desejo de desestabilizar o presidente Grego pouco antes da eleição. Oscar Schmidt nega, mas tem vínculos com o candidato da oposição Hélio Barbosa. Boas línguas dizem que para uma reunião de Hélio com chefes de Federação todas as passagens foram custeadas por uma empresa telefônica. Se isso não bastasse, o diretor de São José dos Pinhais recebeu intimação para convencer o presidente da federação paranaense a votar em Barbosa, pai do jogador Dedé, do Telemar. 

Há menos de três meses começou o Nacional de Basquete. Causa-me espanto que em tão pouco tempo todos os participantes tenham se rebelado. Por que não fizeram isso antes da bola laranja subir? Se estão tão insatisfeitos, por que não paralisam e tentam reformular as bases do torneio desde já? Por que Oscar, que tanto chorou pela desclassificação da seleção para as duas últimas Olimpíadas, só agora se mexe para mudar os rumos da modalidade? Detalhe: O manager do Telemar/Rio de Janeiro é Oscar Schmidt.

Pouco tempo atrás um famoso ex-jogador, o maior cestinha do basquete brasileiro, se reuniu com o empresário João Henrique Areias e pessoas inteligentes do ramo. A pauta: a criação da Liga Profissional de Basquete. Quem conhece garante que o projeto de outrora é utilizado pelo mentor de agora, com apenas uma exceção: nem todos os postulantes a participação precisam estar ligados a universidades.
Se os dirigentes do brasileiros estão realmente interessados em aprender, que convoquem os diretores das Ligas Italiana e Espanhola para um simpósio. Eles explicariam a importância de contar com o apoio de cidades interioranas e universidades capazes, fora detalhes técnicos e básicos da modalidade, esquecidos por aqui.

Que os 18 “assinadores” de papel que compareceram a reunião de homologação da Liga pensem, reflitam e ajam como adultos, não como crianças birrentas e imaturas. O basquete chegou ao fundo do poço e qualquer erro pode significar a derrocada final da modalidade. Por último, uma sugestão: para presidente da Liga “independente”, meu nome preferido é o de Lula Ferreira. Afinal, o dia do do Secretário de esportes de Ribeirão Preto, técnico de COC e seleção tem 72 horas. Um empreguinho a mais não faria diferença...

ESCLARECIMENTO: O técnico Guerrinha, que neste momentos se encontra nos Estados Unidos, manda avisar que sua viagem foi custeada pela Eletrobrás, e não pelos recursos da Lei Piva.

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