A DIVERSIDADE DO CAPITAL INTELECTUAL

To: <"Undisclosed-Recipient:;"@una.terra.com.br>
Subject: A DIVERSIDADE DO CAPITAL INTELECTUAL
From: "Alcir Magalhaes Filho" <alcirmf@xxxxxxxxxxxx>
Date: Tue, 18 Feb 2003 13:13:55 -0300

WORKSHOP
Para leitura .
Atenciosamente ,
Alcir Magalhães Filho 
A DIVERSIDADE DO CAPITAL INTELECTUAL
Num mercado de mudanças rápidas, desafios e globalização, o conhecimento é
um poderoso instrumento rumo ao sucesso e à competitividade. Mas, e no
Brasil? Nos encontramos desenvolvendo gestões tipicamente brasileiras
exportando modelos ou experts no tema? Nossas empresas possuem uma cultura
verde-amarela em gestão empresarial?
Ainda não, totalmente. Todavia, acreditem senhores, nada nos falta para que
a desenvolvamos na íntegra. Carecemos mais de auto-estima e de uma boa
auto-
imagem e menos de potencial intelectual.
Somos sabedores de que seja qual for o mercado de uma empresa, o serviço ou
produto que fabriquemos, seus objetivos ainda não se alteraram: ela deve
organizar a produção, criar processos internos eficientes, conquistar
clientes, lidar com fornecedores, garantir investimentos para sua
sobrevivência e satisfazer seus acionistas com um bom lucro. Mas, toda
gestão tem o ser humano, com suas reações humanas e inter-relacionamentos.
Acreditem, a administração evoluiu em questões valorativas e muitas outras
nem foram pensadas em décadas anteriores. Busca-se o ser humano que "faça a
diferença" por meio de conhecimentos aplicáveis e de relacionamentos
flexíveis.
Consultores em empresas brasileiras têm acompanhado a evolução de nossos
homens, eles se tornaram mais flexíveis e adaptáveis, expressam suas
opiniões com
mais liberdade e criam mais intensamente.
Tivemos o prazer de ouvir de um gerente da Rinnai no Japão: "A mão-de-obra
brasileira é a melhor do mundo. Os profissionais são criativos,
responsáveis, trocam idéias, não criam caso". Esse gerente passou 12 anos
de sua vida em nosso país e tinha também dados e informações sobre a
mão-de-obra em outros países.
Nosso povo sabe criar e gerar um bom ambiente de trabalho, devido à
miscigenação racial, à total ausência de preconceitos religiosos, à
descontração existente entre ambos os sexos, bases para uma boa
diversidade. O povo brasileiro é aberto à troca, muitos buscam amigos ou
novas relações também no ambiente de trabalho, as empresas organizam
equipes de trabalho, e elas elevam a produtividade e a qualidade.
Grandes empresas no Brasil organizam setores com colaboradores nordestinos,
nortistas, sulistas e estrangeiros. Em vez das diferenças culturais
contribuírem para afastar, como seria comum na Europa, por exemplo, elas
servem para risos, piadas, maior companheirismo, pode haver lugar até para
romance. O brasileiro, ao perceber diferenças individuais e de grupos,
passa a atuar de acordo com essas diferenças, seu processo de assimilação é
rápido.
O aprimoramento desse capital humano tem servido para movimentos sinérgicos
em busca de maior conhecimento, de preocupações com assuntos, além desua
esfera de responsabilidades, e como não poderia ser diferente: visão
holística da organização. Os executivos brasileiros se voltam para a
internacionalização, costumam ser mais bem-informados sobre o mundo do que
os estrangeiros, e ainda falam dois ou três idiomas. Mas, mesmo assim, não
basta.
Nossas empresas precisam gerenciar mudanças e melhorias com maior
velocidade. A gestão do conhecimento nos disponibiliza informações para
adaptação e promoção de mudanças resultando em melhor qualidade
organizacional. Cultura, educação e formação são e serão a cadadia mais
importantes para atuarmos nesse cenário amplo, complexo, em constante
transformação em que vivemos. Num futuro próximo, o valor econômicodo
conhecimento será superior ao valor econômico dos bens duráveis.
Afinal, o que realmente agrega valor às nossas organizações, se nãoa
imagem que ela construiu, a cultura, educação, formação de seus
colaboradores e sua direta interação com a comunidade, seus clientes,
acionistas e parceiros. Não tocaremos na importância de gerarmos ações
tanto de valorização quanto de incentivo ao aprimoramento pessoal,
intelectual, profissional de cada colaborador. Para que ele possa agregar
valor à nossa empresa, para que ele almeje usar todo o seu potencial nela,
é preciso entender em primeira mão que essa organização também agrega valor
à sua vida.
Grandes grupos do passado tiveram de ceder seu lugar para novas empresas do
setor de tecnologia da informação (em função de seu valor de mercado).
Logo, a vantagem competitiva para o futuro se encontrará na capacidade de
líderes intuitivos, habilidosos e que podem congregar equipes
autogerenciáveis, incluindo conceitos de diversidade,
multidisciplinariedade, multifuncionalidade, aptas a desenvolver maior
capital intelectual. Esses líderes serão perspicazes na arte dos
relacionamentos humanos, e eles bem saberão gerar riqueza, além de sua
capacidade criativa, sua mente aberta e adversa a preconceitos.
Na década de 1990, propúnhamos empresas com laboratórios de criatividade,
para inovação, crescimento, o que a 3M soube tão bem investir. Na década de
2000, falamos em ambientes Zen nas empresas, com tempo livre para meditação
e reflexão, momentos tão oportunos para criação, harmonização pessoal e
relacional, inúmeras vantagens advirão daí.
Os líderes exponenciais, hábeis em transmutar situações inesperadas, bem
sabem transmitir confiança aos demais, pois sabemos que a confiança se
encontra na verdade, e a base da verdade revela-se por meio da meditação.
Logo, mãos à obra, senhores, precisamos de ambientes humanos para que a
gestão do conhecimento se prolifere!
Dedicamos 16 anos de nossas vidas em trabalho de observação e de pesquisa
com clientes de consultório em psicologia, com executivos e trabalhadores
de empresas, levantando dados a respeito de aspectos antropológicos nos
diferentes perfis comportamentais. Chamou a nossa atenção como determinados
perfis respondiam positivamente aos treinamentos desenvolvidos em grandes
empresas, com todo o tipo de apoio logístico, enquanto outros em nada
alteravam seus comportamentos e desenvolvimento enquanto gerentes.
Chegamos a traçar três perfis puros de biopsicotipos humanos, e a partir
deles, 15 combinações possíveis. A partir dessas combinações, tornou-se
fácil trabalhar e desenvolver novos líderes e novos talentos. Qual não foi
a nossa constatação: a hereditariedade desde inúmeras miscigenações raciais
em muito aportava para esses novos líderes e novos talentos humanos.
Desde então, esse trabalho tem servido para orientar seres humanos em suas
verdadeiras vocações, e facilitar-lhes o caminho para a auto-realização
pessoal e profissional. Geneticamente falando, cada um de nós é totalmente
único em seu potencial, e também na forma como revela suas múltiplas
habilidades. Para as equipes, essa verdade transforma-se numa
hipermotivação, para que cada um passe a expressar idéias, conceitos,
percepções etc., com total abertura e autovalorização.
Líderes abertos a tantas contribuições do grupo realizam atividades num
ambiente amistoso, descontraído, analisando os problemas sob diversos
prismas, e também se ampliando a solução de cada problema. Pessoas mais
integradas entre si e ao líder elevam substancialmente seus aprendizados e,
com eles, a produtividade.
A diversidade por meio da miscigenação das raças hereditariamente ou
mediante equipes multidisciplinares tem-se evidenciado como excelente
ferramenta para gestão do conhecimento. Nossas organizações carecem de
programas orientados ao desenvolvimento de valores superiores,
responsabilidades e de virtudes, bem como de autodesenvolvimento para a
auto-realização pessoal e profissional. Para isso, faz-se necessário um
verdadeiro autoconhecimento, que se manifesta apenas quando a pessoa
desenvolve um afetuoso e autêntico interesse pelos demais. Podermos contar
com profissionais que aceitam se autodesenvolver e se auto-aperfeiçoar,
isso agregará às organizações o diferencial competitivo que tanto buscamos.
A começar desse autêntico autodesenvolvimento, conseguirmos o
comprometimento daqueles que trabalham em nossas empresas será um passo
fácil.
Elizabeth Ibarra Silveira é doutora em Psicologia Empresarial pela John
Kennedy Universidade Buenos Aires, diretora da Veritas Consulting Ltda.,
membro do Grupo de Apoio Técnico do CB-25/ABNT-RJ desde 1992 e professora
convidada ao mestrado em Ergonomia de Processo na Universidade Federal do
Rio Grande do Sul
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
<Anterior em Tópico] Tópico Atual [Próximo em Tópico>
  • A DIVERSIDADE DO CAPITAL INTELECTUAL, Alcir Magalhaes Filho <=

© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.