Fw: "Se o Hélio Rubens errou, errei também"

To: <"Undisclosed-Recipient:;"@araci.terra.com.br>
Subject: Fw: "Se o Hélio Rubens errou, errei também"
From: "Alcir Magalhaes Filho" <alcirmf@xxxxxxxxxxxx>
Date: Mon, 17 Feb 2003 21:55:29 -0300

WORKSHOP
Segue opinião do participante Heleno Lima 
Atenciosamente ,
Alcir Magalhães Filho 
----- Original Message ----- 
From: Desp Escolar CBDE 
To: alcirmf@xxxxxxxxxxxx ; bruno1@xxxxxxxxxxxxx 
Sent: Monday, February 17, 2003 5:58 PM
Subject: Re: "Se o Hélio Rubens errou, errei também"
Pessoal. Depois da era do grande UBIRATAN, quando conseguimos campeonato 
mundial, medalha olimpica etc.etc. , pela primeira vez teremos com o Nene e 
cia. um rebote de nivel internacional que podera nos colocar de novo no TOP 
FOUR. A presença do OSCAR, bem resolvido que jogaria os minutos necessarios, 
dentro de um aproveitamento de seus preciosos tiros da linha de tres, seria uma 
arma poderosa para um Pais que necessita jogar a Olimpiada no Basquetebol. 
Descartar o OSCAR pelos seus quarenta e cinco anos não acho que seja sensato. 
Se o tecnico não acredita mais no Mão Santa, tudo bem. Mas não pode ser pela 
idade pois isto ele esta aí mostrando , juntamene com MJ, que não é impecilho. 
OSCAR na seleção. Heleno 
>From: "Alcir Magalhaes Filho" 
>To: <"Undisclosed-Recipient:;"@bertioga.terra.com.br> 
>Subject: "Se o Hélio Rubens errou, errei também" 
>Date: Mon, 17 Feb 2003 12:25:39 -0300 
> 
> 
> 
> 
> WORKSHOP 
> 
>----- Original Message ----- 
>From: "alcirmf" 
>To: "alcirmf" 
>Sent: Monday, February 17, 2003 9:51 AM 
>Subject: Se o Hélio Rubens errou, errei também" 
> 
> 
> 
> 
>"Se o Hélio Rubens errou, errei também" 
> 
> 
> 
> 
>Lula Ferreira, novo técnico da Seleção Brasileira, terá um grande desafio em 
>2003: classificar o Brasil para os Jogos de Atenas-2004 
> 
> 
>Lancepress! 
> 
>Lula Ferreira, novo técnico da Seleção Brasileira, terá um grande desafio em 
>2003: classificar o Brasil para os Jogos de Atenas-2004. Em entrevista 
>exclusiva ao LANCE!, ele conta que vai manter a base de Hélio Rubens, seu 
>antecessor, mas não descarta a convocação de renegados como oarmador Valtinho. 
> 
>L!: Na estréia no Campeonato Paulista você imaginava que terminaria a 
>competição invicto? 
> 
>L: O objetivo era ser o primeiro, nunca o invicto. Até porque é uma loucura 
>fazer isso. Invencibilidade é uma coisa que não traz nada diretamente. 
> 
>L!: Como foi perder a invencibilidade? 
> 
>L: Muita gente dizia que iríamos nos abalar. Não existe time imbatível. Ainda 
>mais uma equipe em que o mais velho tem 24 anos. 
> 
>L!: Este atleta de 24 anos, o ala Renato, pode se tornar o melhor do Brasil? 
> 
>L: Tecnicamente, pode ser. Mas precisa de físico. Ele tem boa visão e é um 
>jogador corajoso. Pode errar, mas não tem medo de tomar decisão. 
> 
>L!: Às vezes, o Renato lembra o Oscar. O que faz do Mão-Santa excepcional? É 
>possível surgir outro como ele? 
> 
>L:Não sei se pode surgir outro igual. Ele tem qualidades físicas, mentais e 
>técnicas. Arremessa só com o braço, sem usar as pernas. Tem umaenvergadura de 
>arremesso diferenciada e tem espírito para vencer os jogos que ninguém tem. 
>Pelo conceito, ele estaria na Seleção até hoje. 
> 
>L!: Ele vai ser convocado, então? 
> 
>L: Não. Um time composto não precisa estar ligado à idade, mas é claro que tem 
>limite. A idade tira da pessoa um vigor que hoje faz a diferença. 
> 
>L!: Quais são seus planos na Seleção? 
> 
>L: Quando a CBB me fez o convite, apresentou um projeto. Eu não iria me 
>preocupar só com a Seleção, mas com a formação do basquete como um todo. É 
>claro, que, imediatamente, a prioridade zero é as Olimpíadas. 
> 
>L!: Quais os defeitos da geração atual do basquete brasileiro? 
> 
>L: A leitura de jogo e a parte técnica. O basquete evoluiu na parte física. 
>Hoje, jogadores são vigorosos e individualmente habilidosos. Mas falta técnica 
>mais requintada, domínio dos fundamentos. As gerações crescem querendo ser 
>campeãs desde o nascimento. 
> 
>L!: Você está dizendo que falta base? 
> 
>L: Sim. Acaba acontecendo uma especialização precoce, o que é perigoso. O 
>certo seria você fazer uma formação geral. O cara precisa ter oportunidade de 
>mudar de posição. O Oscar fez esta transição. Ele era pivô, depois se encaixou 
>melhor de lateral. 
> 
>L!: Sua Seleção já tem time titular? 
> 
>L: O bom time titular é aquele que todos falam. Temos unanimidades. Ninguém 
>discorda do Nenê. Mas a preocupação não é apontar cinco jogadores, mas ter 
>definições. A melhor equipe titular não é necessariamente a reunião dos cinco 
>melhores. Às vezes, a química de cinco bons atletas não funciona. Jogador que 
>atinge status no basquete domésticopode estar engatinhando internacionalmente. 
> 
>L!: O Valtinho, de Uberlândia, é um caso desses? Com o Hélio Rubens ele sempre 
>pedia dispensa... 
> 
>L: Divido os jogadores de Seleção em quatro estágios. Veteranos, como Rogério 
>e Sandro Varejão. Experientes, como Marcelinho e Helinho. Novos, como 
>Guilherme e Alex. E lançamentos, como Leandrinho. Apesar da idade (26 anos) de 
>um experiente, na Seleção o Valtinho ainda é novo. Masele é titular de um time 
>de ponta, tem qualidade técnica e está se destacando. Tem chances de ser 
>convocado. 
> 
>L!: A armação é o maior problema da Seleção hoje? 
> 
>L: Não é a posição mais carente, mas talvez a que tem uma distribuição menos 
>homogênea entre veteranos, experientes e novos. Hoje, temos apenas os 
>experientes (aponta para o alto) e aqui embaixo temos os novos.Maduros, de 
>idade, temos o Valtinho e o Helinho, mas o Valtinho não tem histórico em 
>Seleção. 
> 
>L!: Seu antecessor, Hélio Rubens, foi muito criticado antes de sair. Em algum 
>momento ele errou? 
> 
>L: Se ele errou, errei também. Estávamos juntos. O Hélio está acima de 
>qualquer julgamento. Mesmo se eu viver mais 30 anos, não vou ganhar nem um 
>terço do que ele ganhou como jogador e treinador. O que temos que entender é 
>que às vezes uma partida muda o rumo de todo o trabalho e aconteceu isso 
>conosco no Mundial. Se a gente tivesse vencido a Argentina, hoje estaríamos 
>numa situação diferente. Não teria tido crítica e estaríamos com uma medalha. 
> 
>L!: Você está dizendo então que é possível ganhar da Argentina? 
> 
>L: Tínhamos muitas condições de vencer. Eles tinham acabado de vencer os EUA, 
>na casa dos caras. Entraram contra a gente como se tivessem comido uma 
>feijoada antes do jogo. 
> 
>L!: O que faltou para a vitória? 
> 
>L: Faltou um jogador que chamasse o outro, colocasse o dedo na cara um 
>pouquinho, um líder. Um time comportado, mudo, respeitoso, não funciona. Eu 
>também fui culpado. Mas isso não é fácil de mudar. O jogador até quer fazer 
>diferente, mas não consegue. Não é questão de brio ou caráter. 
> 
>"Se o Hélio Rubens errou, errei também" 
> 
> 
> 
> 
>Lula Ferreira, novo técnico da Seleção Brasileira, terá um grande desafio em 
>2003: classificar o Brasil para os Jogos de Atenas-2004 
> 
> 
>Lancepress! 
> 
>Lula Ferreira, novo técnico da Seleção Brasileira, terá um grande desafio em 
>2003: classificar o Brasil para os Jogos de Atenas-2004. Em entrevista 
>exclusiva ao LANCE!, ele conta que vai manter a base de Hélio Rubens, seu 
>antecessor, mas não descarta a convocação de renegados como oarmador Valtinho. 
> 
>L!: Na estréia no Campeonato Paulista você imaginava que terminaria a 
>competição invicto? 
> 
>L: O objetivo era ser o primeiro, nunca o invicto. Até porque é uma loucura 
>fazer isso. Invencibilidade é uma coisa que não traz nada diretamente. 
> 
>L!: Como foi perder a invencibilidade? 
> 
>L: Muita gente dizia que iríamos nos abalar. Não existe time imbatível. Ainda 
>mais uma equipe em que o mais velho tem 24 anos. 
> 
>L!: Este atleta de 24 anos, o ala Renato, pode se tornar o melhor do Brasil? 
> 
>L: Tecnicamente, pode ser. Mas precisa de físico. Ele tem boa visão e é um 
>jogador corajoso. Pode errar, mas não tem medo de tomar decisão. 
> 
>L!: Às vezes, o Renato lembra o Oscar. O que faz do Mão-Santa excepcional? É 
>possível surgir outro como ele? 
> 
>L:Não sei se pode surgir outro igual. Ele tem qualidades físicas, mentais e 
>técnicas. Arremessa só com o braço, sem usar as pernas. Tem umaenvergadura de 
>arremesso diferenciada e tem espírito para vencer os jogos que ninguém tem. 
>Pelo conceito, ele estaria na Seleção até hoje. 
> 
>L!: Ele vai ser convocado, então? 
> 
>L: Não. Um time composto não precisa estar ligado à idade, mas é claro que tem 
>limite. A idade tira da pessoa um vigor que hoje faz a diferença. 
> 
>L!: Quais são seus planos na Seleção? 
> 
>L: Quando a CBB me fez o convite, apresentou um projeto. Eu não iria me 
>preocupar só com a Seleção, mas com a formação do basquete como um todo. É 
>claro, que, imediatamente, a prioridade zero é as Olimpíadas. 
> 
>L!: Quais os defeitos da geração atual do basquete brasileiro? 
> 
>L: A leitura de jogo e a parte técnica. O basquete evoluiu na parte física. 
>Hoje, jogadores são vigorosos e individualmente habilidosos. Mas falta técnica 
>mais requintada, domínio dos fundamentos. As gerações crescem querendo ser 
>campeãs desde o nascimento. 
> 
>L!: Você está dizendo que falta base? 
> 
>L: Sim. Acaba acontecendo uma especialização precoce, o que é perigoso. O 
>certo seria você fazer uma formação geral. O cara precisa ter oportunidade de 
>mudar de posição. O Oscar fez esta transição. Ele era pivô, depois se encaixou 
>melhor de lateral. 
> 
>L!: Sua Seleção já tem time titular? 
> 
>L: O bom time titular é aquele que todos falam. Temos unanimidades. Ninguém 
>discorda do Nenê. Mas a preocupação não é apontar cinco jogadores, mas ter 
>definições. A melhor equipe titular não é necessariamente a reunião dos cinco 
>melhores. Às vezes, a química de cinco bons atletas não funciona. Jogador que 
>atinge status no basquete domésticopode estar engatinhando internacionalmente. 
> 
>L!: O Valtinho, de Uberlândia, é um caso desses? Com o Hélio Rubens ele sempre 
>pedia dispensa... 
> 
>L: Divido os jogadores de Seleção em quatro estágios. Veteranos, como Rogério 
>e Sandro Varejão. Experientes, como Marcelinho e Helinho. Novos, como 
>Guilherme e Alex. E lançamentos, como Leandrinho. Apesar da idade (26 anos) de 
>um experiente, na Seleção o Valtinho ainda é novo. Masele é titular de um time 
>de ponta, tem qualidade técnica e está se destacando. Tem chances de ser 
>convocado. 
> 
>L!: A armação é o maior problema da Seleção hoje? 
> 
>L: Não é a posição mais carente, mas talvez a que tem uma distribuição menos 
>homogênea entre veteranos, experientes e novos. Hoje, temos apenas os 
>experientes (aponta para o alto) e aqui embaixo temos os novos.Maduros, de 
>idade, temos o Valtinho e o Helinho, mas o Valtinho não tem histórico em 
>Seleção. 
> 
>L!: Seu antecessor, Hélio Rubens, foi muito criticado antes de sair. Em algum 
>momento ele errou? 
> 
>L: Se ele errou, errei também. Estávamos juntos. O Hélio está acima de 
>qualquer julgamento. Mesmo se eu viver mais 30 anos, não vou ganhar nem um 
>terço do que ele ganhou como jogador e treinador. O que temos que entender é 
>que às vezes uma partida muda o rumo de todo o trabalho e aconteceu isso 
>conosco no Mundial. Se a gente tivesse vencido a Argentina, hoje estaríamos 
>numa situação diferente. Não teria tido crítica e estaríamos com uma medalha. 
> 
>L!: Você está dizendo então que é possível ganhar da Argentina? 
> 
>L: Tínhamos muitas condições de vencer. Eles tinham acabado de vencer os EUA, 
>na casa dos caras. Entraram contra a gente como se tivessem comido uma 
>feijoada antes do jogo. 
> 
>L!: O que faltou para a vitória? 
> 
>L: Faltou um jogador que chamasse o outro, colocasse o dedo na cara um 
>pouquinho, um líder. Um time comportado, mudo, respeitoso, não funciona. Eu 
>também fui culpado. Mas isso não é fácil de mudar. O jogador até quer fazer 
>diferente, mas não consegue. Não é questão de brio ou caráter. 
> 
> 
>fonte : CBB 
> 
> Atenciosamente , 
> Alcir Magalhães Filho 
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