MUITO ALÉM DA FORMAÇÃO EM TI

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Subject: MUITO ALÉM DA FORMAÇÃO EM TI
From: "Alcir Magalhaes Filho" <alcirmf@xxxxxxxxxxxx>
Date: Mon, 17 Feb 2003 12:32:07 -0300

WORKSHOP
Atenciosamente ,
Alcir Magalhães Filho 
MUITO ALÉM DA FORMAÇÃO EM TI
Nas estantes de sua residência guardam-se títulos volumosos sobre o
código penal brasileiro, direito civil, entre outras publicações daépoca
acadêmica. No escritório de uma grande corporação, no entanto, o advogado
mantém sobre a mesa livros dedicados aos temas Balanced Scorecard (BSC),
gestão administrativa e marketing.
O perfil hipotético relatado acima poderia exemplificar alguns casos
de profissionais que hoje ocupam a principal cadeira de TI (Tecnologia da
Informação) das corporações. Formados em áreas que fogem ao lugar comum da
maioria dos CIOs (Chiefs Information Officer), como engenharia ou
administração de empresas, esses executivos se assemelham aos seus pares
por freqüentarem cursos de pós-graduação em gestão do negócio ou de MBA
(Master of Business Administration).
O gosto pela área de negócios é a principal característicade quem
abandonou a carreira escolhida e chegou ao exercício de uma gerência cada
vez mais distante do conhecimento específico de bits e bytes. Porém, a
migração não depende simplesmente de esforço ou qualidades pessoais, já que
se faz necessária, em algum momento, uma especialização no currículo para
enfrentar a concorrência e os obstáculos do mercado de trabalho.
Segundo David Ivy, sócio-diretor da unidade brasileira da Korn/Ferry
International - consultoria especializada na recolocação de executivos -,
no momento em que a TI foi vista como apoio ao negócio da corporação, o
pessoal de vendas ou áreas afins teve a chance de ocupar espaço também
nesse departamento.
"Na década de 80 eram poucos os especialistas em informática. Isso
facilitou a abertura para outros profissionais que não necessariamente eram
formados naquilo que exerciam", observa.
É o caso de João de Matos Fernandes. Seu ingresso na Ford do Brasil
se deu pelas portas da ferramentaria após a conclusão de um curso no Senai.
Veio, então, a graduação em economia e novas oportunidades surgiram até que
Fernandes assumisse a direção de tecnologia da T-Systems do Brasil,
integradora de soluções de TI. Já Alejandro Dicovsky, gerente de e-business
da Construtora Tecnisa, percebeu que a sua vocação era o mundo dos negócios
1,5 ano depois de concluído o curso de odontologia pela USP (Universidade
de São Paulo) e abandonou a instrumentação cirúrgica.
A contratação
Para chegar aos cargos de gerência ou diretoria de TI o executivo
formado em áreas incomuns à profissão seguiu dois caminhos: começou a
trabalhar num determinado setor da economia, formou-se em outra áreae
destacou-se em tecnologia pela sua competência em um projeto de
informática, numa época onde o assunto ainda era pouco exploradoe a
automação fabril engatinhava; ou abandonou a profissão depois de perceber
que não era aquilo que lhe dava prazer.
Este segundo item é o mais atípico porque exigiu a superação de
obstáculos, preconceitos e a busca por especialização. O gerente de
e-business da Tecnisa, formado em odontologia, em 1989, conquistou o seu
primeiro emprego numa revenda de materiais de escritório em 1991, quando
trabalhava na comercialização de vídeos projetores portáteis.Porém,
Alejandro Dicovsky afirma que os dois maiores desafios aconteceram quando
foi contratado pela Net e UOL (Universo Online).
Em sua trajetória, o executivo não se arrepende da troca, apesar de
ressaltar que teve alguns problemas durante as entrevistas para conquistar
uma posição nas companhias onde trabalhou. "O que questionavam era
justamente como um dentista poderia assumir a área de negócios, embora o
Grupo Folha (responsável pela contratação dos profissionais doUOL)
apostasse no perfil e não na formação acadêmica", lembra Dicovsky quando
ressalta que o seu discurso sempre foi com base na gestão de resultados.
Sem precisar passar pelo constrangimento de sentar-se à frente do
diretor de recursos humanos e explicar os motivos pelos quais era candidato
à vaga sem ter a formação exigida, João de Matos Fernandes, formado em
economia, teve a sua prova de fogo quando precisou apresentar ao diretor
financeiro da fundição - onde atuou como diretor comercial - uma revisão
nos custos da companhia, inclusive da TI, na época terceirizada.
O especialista
Tanto quanto os profissionais formados em áreas que se aproximam às
exigências do cargo de coordenador do departamento de tecnologia, Ferreira
e Dicovsky buscaram cursos de especialização para concorrer com outros
candidatos.
Enquanto era diretor comercial da Sofunge (Sociedade Técnica de
Fundições Gerais), o atual CIO da T-Systems realizou alguns cursos
patrocinados pela empresa. "Fiquei fora da companhia para estudar e, nas
horas vagas, também fiz análise de sistemas para conhecer os caminhos da
gerência de um departamento de materiais, minha missão na ocasião."
O resultado foi que o sistema desenhado por Ferreira superou as
expectativas da companhia, que pertencia à Mercedes-Benz, e a tecnologia
virou um departamento, para onde foi transferido. Segundo o executivo, um
dos motivos pelo qual obteve sucesso foi o contato com o diretor de TI da
montadora, que o convidou para trabalhar em sua equipe.
"Busquei minha experiência na prática, mas chegou um momento emque
precisei de uma especialização e optei pela pós-graduação em marketing",
lembra Dicovsky, da Tecnisa.
Segundo ele, no UOL ocorreu a sua ascensão na área de tecnologia,
justamente quando ingressou na Escola Superior de Propaganda e Marketing
(ESPM), onde conclui, no próximo mês o MBA em gestão empresarial.
"Atualmente tenho uma carreira compatível ao perfil acadêmico e know
how exigido pelo mercado."
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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