Dono de escola mantém parceria com a CBB

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Subject: Dono de escola mantém parceria com a CBB
From: "Alcir Magalhaes Filho" <alcirmf@xxxxxxxxxxxx>
Date: Sun, 16 Feb 2003 02:00:47 -0300

WORKSHOP
Leiam esta entrevista e reflitam em relação a tudo que vem sendo comentado nas 
varias midias. O dono do COC esta certissimo ele tem que procurar amelhor forma 
de divulgar o seu produto e o seu negocio .
Cabe a CBB avaliar as implicações que terão junto ao basquete, uma confederação 
fazer parceria com uma equipe que disputa o campeonato organizado por ela, as 
implicações legais e as ameaças no que se refere aimagem da instituição e as 
oportunidades de negocio .
Pela primeira vez vejo a imprensa falar o assunto com tanta abrangência, o 
Diretor do COC foi feliz com estas declarações pq isto ja vinha rodando a muito 
tempo no meio do basquete sobre a dispensa dos atletas que ele mencionou, acho 
que como instituição de ensino tem que preservar a moralidade dentro da equipe 
. 
Atenciosamente ,
Alcir Magalhães Filho 
Dono de escola mantém parceria com a CBB
Por Adalberto Leister Filho
Agência Folha
Em Ribeirão Preto
Há cinco anos, após perder a decisão do Nacional masculino, Chaim Zaher, 49, 
bateu de frente com o presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), 
Gerasime Bozikis, o Grego.
Inconformado com o regulamento, que obrigou sua equipe, o COC/Ribeirão, a jogar 
fora de casa a final, Zaher ameaçou criar uma outra liga. "Depois reconheci que 
estava errado. O Grego seguiu o regulamento, que obrigava que a final fosse em 
um ginásio para 5.000 pessoas", conforma-se.
Diante da pouca receptividade à idéia da liga, Zaher pensou na solução típica 
dos investidores: extinguir o time. João Zangrandi, daPolti, sua parceira no 
patrocínio, se antecipou e deixou o basquete.
"Sozinho, achei que era melhor parar. Mas mudei de idéia quando soube que o 
Grego já tinha colocado o Vasco no nosso lugar na Liga Sul-Americana", conta 
ele.
Por desfeita à confederação, optou por manter sozinho a equipe.
O revés fez com que o dirigente diminuísse os gastos com o elencoe apostasse em 
jovens. "Até hoje não retomamos o nível daquela época. Gastamos menos de 40% do 
que em 1998", compara.
Outra lição aprendida é que não adianta brigar com o poder. Omelhor é 
associar-se a ele. De inimigo da CBB, Zaher tornou-se o importante parceiro da 
entidade.
Pelo segundo ano seguido, comprou placas de publicidade dos jogos do Nacional. 
O acordo da CBB com a Sportv prevê que a entidade tem direito aduas placas nos 
ginásios, que são revendidas. Há dois anos, o COC é o único comprador, com 
investimento de R$ 1,5 milhão por campeonato.
Metade desse valor é pago em dinheiro. A outra é reembolsada em "espécie". Aí 
surge o problema. Alguns clubes criticam a proximidade da CBB com o Ribeirão. A 
entidade já usou o CT do COC até para hospedar a seleção.
"Os atletas pedem para ficar aqui. A presença da seleção também motiva a cidade 
a prestar atenção no basquete", diz Zaher.
O local também abriga as clínicas de desenvolvimento de talentos,programa 
criado neste ano.
Além disso, Ribeirão já foi sede da Copa América sub-21 masculina e feminina. 
"O COC não é um patrocinador da CBB. Temos uma parceria em que nos beneficiamos 
utilizando o CT para diversas atividades", conta Grego.
A aproximação fez com que a clínica de avaliação dos juízes que iriam atuar no 
Nacional fosse feita em Ribeirão, no mês passado.
A parceria, porém, é questionada. "Não tenho nada contra o COC patrocinar o 
Brasileiro. O problema é que eles usaram uma faixa dizendo 'COC, bicampeão 
paulista invicto'. Não é publicidade do colégio. Édo time. Isso é uma afronta à 
federação paulista e à confederação", acusa Nelson Salomão, presidente do 
Franca.
No Paulista-2002, a Uniara, rival do Ribeirão na final, reclamou deum possível 
favorecimento do adversário. "Nosso sucesso incomoda. Dápara ter esquema se 
ganhamos 39 jogos?", questiona Zaher.
Apesar disso, o empresário, que coordena uma rede de 120 colégios, com cerca de 
160 mil alunos, foge do perfil fanfarrão do passado. Rigoroso, admite que 
dispensou jogador em 2002 por ter descoberto uso de drogas.Outro saiu depois de 
ter se envolvido em rumorosa briga com a mulher.
"Lidamos com educação e nosso atleta tem que ter boa imagem. Mexeu com drogas 
ou teve problemas fora da quadra, não me interessa. Mando embora. E não quero 
de volta", diz. No ano passado, antes do Nacional, o Ribeirão dispensou Fred, 
Michel e Tiagão. Só o último voltou à equipe.
Atualmente, Zaher evita aparecer e desloca seus diretores para falar pelo 
colégio. "Minha preocupação é só que apareça o COC."
Pessoas ligadas ao empresário também dizem que é medo de sequestro. Ele nem 
gosta de aparecer em fotos. E foge da alcunha de maior investidor do basquete.
"O grupo Universo hoje gasta mais. Investimos R$ 100 mil mensais", destaca, sem 
contar o dinheiro da parceria com a CBB.
Visto com reserva por muitos, Zaher poderia ter incomodado ainda mais. 
"Negociamos colocar o COC na camisa da seleção masculina (que jogou oMundial de 
Indianápolis em 2002). "Mas o valor era muito alto. Desisti",conta.

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