[Cevbasq-L] IMAGINAÇÃO E CRIATIVIDADE: NOVAS COMPETÊNCIA PROFISSIONAIS

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Subject: [Cevbasq-L] IMAGINAÇÃO E CRIATIVIDADE: NOVAS COMPETÊNCIA PROFISSIONAIS
From: alcir.magalhaes@xxxxxxxxxxxxx
Date: Tue, 22 May 2001 09:19:47 -0300
PARA LEITURA .
FONTE: CDI
ALCIR
(Document link: Leituras Selecionadas) IMAGINAÇÃO E CRIATIVIDADE:
NOVAS COMPETÊNCIA PROFISSIONAIS
Imaginação e criatividade estão muito interligadas na visão popular. É
comum ouvirmos alguém associando as duas ou sinonimizando-as, quando
atribui "extrema imaginação" a quem dá provas de criatividade.
Na realidade, a capacidade de "imaginar" substancia o pensamento
criativo, mas "imaginar" não é "ter pensamento criativo"; é meio, não é
fim.
Para imaginar, a mente se serve aleatoriamente dos seus registros e
processa-os sem nenhum critério; para ter "pensamentos criativos" esse
processamento é criterioso apesar do princípio ser também aleatório. Melhor
explicando: qualquer um de nós pode imaginar coisas sem o menor sentido e
que logo se dissiparão sem deixar resíduos. No pensamento criativo, também
podemos imaginar coisas sem sentido mas que deixarão resíduo lógico.
Thomas Edson costumava deixar os pensamentos vagarem à vontade sempre
que se detinha diante de um problema de difícil solução. Tinha por hábito
até mesmo tirar uma soneca para que o cérebro, livre de qualquer
interferência, pudesse processar tudo sem o controle da razão. Vendo os
resultados práticos que obteve, somos forçados a admitir que aquele método
tinha sua funcionalidade.
Ocorre, entretanto, que o cérebro não processa o que não sabe. Se a
pessoa não conhece absolutamente nada sobre física nuclear, não adianta.
Por mais soneca que tire, não vai ter pensamento criativo algum. Imaginar,
até que pode, porém, não restará qualquer resíduo satisfatório.
Sabemos que "criatividade" é um modo de pensar, da mesma forma como
sabemos que o pensamento se dá em cima de registros (informações). Ninguém
consegue pensar sobre o que não sabe.
Imaginem uma situação onde alguém sugere a um grupo que estude uma
forma de melhorar a tecnologia dos noetes. Ora, se ninguém souber o que é
noete, por mais criativo que seja o grupo não haverá solução.
Em tempo: noete é aquele rodízio onde se reúnem as varetas do
guarda-chuva.
Por este motivo, a qualificação da informação é fundamental para
fomentar a criatividade. E por isso, também, é fundamental despertar
interesse específico. Pelo interesse a pessoa adquire quantidade de
informação, que, então, processa gerando registros qualitativos. E isso é
o alicerce do pensamento criativo.
O bom humor
Há um conceito social que associa o bom humor à inteligência e, pelos
exemplos e experiência que temos, não há como contestar. De fato, pessoas
bem-humoradas são naturalmente inteligentes enquanto os tacanhos e
macambúzios demonstram quase sempre uma certa dificuldade para entender as
coisas do mundo. Não podemos afirmar o quê decorre do quê, porém, as
evidências bastam para que se aceite o conceito.
Há pessoas que entendem piadas mais rapidamente do que outras - os tais
"obturados" - imortalizados na televisão pela genialidade do Walter
d'Ávila. Só que essa velocidade para "captar" a piada é naturalmente a
mesma para "captar e processar" as demais informações. A isto (a
velocidade) os especialistas chamam verdadeiramente de inteligência.
Ora, se a pessoa tem registros mentais suficientes para dar várias
versões para a mesma informação, e uma delas é bem humorada, fica
caracterizada uma situação de amplitude intelectual. Se, no entanto, tem
poucos registros e por isso não consegue produzir versões imediatas, terá
poucas chances também de manifestar o seu espírito criativo.
Por isso não é errado afirmar que o bom humor é decorrente, em grande
parte, do nível de inteligência. Excetuando-se problemas de ordem
emocional, hormonal, calos e problemas hepáticos, nada além da ignorância
justifica o mau humor.
Portanto:
1. Demonstrar bom humor é evidenciar inteligência;
2. Reunir uma quantidade suficientemente grande de informações
pertinentes a determinado assunto é o mesmo que prover o espírito de
tranqüilidade e segurança nas relações interpessoais, já que estas são
condições inerentes à imagem dos bem-humorados;
3. O mau humorado pode assim o ser por ignorância (falta de registros
ou inabilidade para processar esses registros) ou por problemas orgânicos.
Calo no joanete, por exemplo, afeta o bom humor de qualquer cristão. Não
consideramos, evidentemente, casos de desvios de personalidade ou problemas
neurológicos. Aí é caso para psiquiatra e não para profissional de
neurolingüística, não é mesmo?
Os quatro tipos de raciocínio
Não há apenas estilos de aprendizagem mas também estilos preferidos de
pensamento e raciocínio. Anthony Gregorc, professor da Universidade de
Connecticut, dividiu esses últimos em quatro grupos:
1. Seqüencial concreto;
2. Aleatório concreto;
3. Aleatório abstrato;
4. Seqüencial abstrato,
Cada um desses estilos é eficaz a sua maneira. O importante, contudo, é
descobrir qual deles funciona melhor para esta ou aquela pessoa.
Conhecendo seu próprio estilo, você pode analisar melhor os outros.
Isso ajudará a compreender melhor as outras pessoas e se tomar mais
flexível.
Os pensadores seqüenciais concretos baseiam-se na realidade e processam
as informações de maneira ordenada, seqüencial e linear. Pessoas com esse
estilo consideram que a realidade consiste naquilo que podem detectar
através dos sentidos. Percebem e lembram mais facilmente de detalhes além
de recordar com mais facilidade de fatos, informações específicas, fórmulas
e regras. Gostam de "colocar a mão na massa" e costumam dividir seus
projetos em fases específicas.
Os pensadores aleatórios concretos são experimentadores. Costumam
basear seus raciocínios na realidade, porém, estão sempre dispostos a tirar
mais de uma abordagem a partir de tentativas e erros. Em razão disso,
costumam dar "saltos intuitivos" necessários para o verdadeiro pensamento
criativo Têm forte necessidade de encontrar novas alternativas e de fazer
coisas à sua própria maneira.
Os pensadores aleatórios abstratos são aqueles que organizam
informações através da reflexão. O mundo real, para estes, é o mundo dos
sentimentos e das emoções. Ele absorve facilmente idéias, informações e
impressões e organiza-as através da reflexão. Costumam se sentir tolhidos
em ambientes muito estruturados. Tem grande facilidade em aprender por
associação.
Os pensadores seqüências abstratos gostam do mundo da teoria e dos
pensamentos abstratos. Gostam de pensar em conceitos e analisar
informações. Tomam-se facilmente grandes filósofos e cientistas. Seus
processos de raciocínio são lógicos, dedutíveis e intelectuais e uma de
suas atividades favoritas é a leitura. Em geral, preferem trabalhar
sozinhos e não em grupos.
Motivação e criatividade
O fundamental para o entendimento da relação motivação/criatividade é
saber como o emocional participa da aprendizagem e da expansão do
intelecto.
As primeiras teorias sobre o assunto versavam especificamente sobre a
memória. Analisando o desempenho escolar de crianças dos 7 aos 10 anos, um
grupo de pesquisadores no estado de Arkansas concluiu que o aproveitamento
dos alunos que amavam seus professores era bem maior do que os outros que
detestavam ou simplesmente não tinham opinião formada sobre seus mestres.
A retenção das informações nos alunos do primeiro grupo era bem maior
do que nos do segundo. Assim, foi relativamente fácil constatar a
influência do emocional no processo de memorização. Anos mais tarde, o
professor Daniel Goleman, autor do bestseller Inteligência emocional,
apresentou sua versão, ratificando, sem deixar margens à dúvida, as tais
pesquisas que já apontavam para esta evidência.
A memória humana
O cérebro, diferentemente do que muita gente ainda pensa, não tem uma
zona específica para armazenagem das informações. O sistema é dinâmico. Ele
participa inteiro do processo de memorização, porém algumas zonas, têm uma
função destacada, dentre elas o hipotálamo, a formação reticular, o tálamo
(memória reflexa, instintiva) e o cerebelo (memória cinestésica).
Há também a interferência do sistema límbico (centro das emoções), por
isso lembramos melhor uma informação se ela estiver ligada a uma emoção
agradável ou desagradável do que a uma emoção neutra. Nesse nível intervém
também o hipocampo, a amígdala e os corpos martelares (memória sensorial e
afetiva).
A memória inteligente vem do córtex, sendo o do hemisfério esquerdo
conserva as informações verbais enquanto o do lado direito as informações
espaciais. O lobo temporal esquerdo intervém na memória não-verbal (sons,
grupos de palavras, complexos verbais) e a zona parieto-occipital esquerdo
na memória dos conceitos abstrato e nominalizações.
O lobo occipital é responsável pelas lembranças visuais, enquanto os
lobos frontais são a base da intenção, da memória voluntária, da reativação
das lembranças, da mente consciente e da orientação no espaço.
Como podemos ver, todo o cérebro participa do mesmo sistema através de
uma interminável teia de informações associadas a partir das mais diversas
exigências da mente humana.
Uma coisa é certa: a lembrança é uma recriação e esse processo pode ser
decomposto em três etapas:
1. a informação é filtrada através dos sentidos e gravada;
2. a seguir, a informação é tratada e armazenada sob forma de traços
mnemônicos;
3. por fim, ela pode ser resgatada e trazida à mente consciente em
qualquer momento, de maneira voluntária ou fortuita.
Ocorre que nem sempre nossas lembranças são tão fiéis assim conosco.
Por mais que as tenhamos guardado com "carinho", por vezes elas nos fogem
nos momentos mais cruciais. E por que isso acontece?
É que uma imagem só tem sentido quando confrontada a outras semelhantes
ou a qualquer dispositivo que a associe ao fato que queremos lembrar.
Resumindo, uma lembrança não existe por si só. Trata-se, isto sim, de uma
reconstrução mental resultante de interações neuroniais. Se o momento não
propiciar essa interação, seja por motivos internos ou externos, não haverá
lembrança.
Ora, a relação memória/raciocínio é o próprio princípio da
inteligência. Se conseguimos melhorar a memória, melhoramos o raciocínio;
se valorizamos o emocional na informação, melhoramos a retenção e, por
conseguinte, a inteligência. Daí, se essa inteligência passa a ser
permanentemente estimulada, temos reais possibilidades de produzir
pensamentos criativos. A regra, como vemos, é bastante simples.
O prazer é, sem dúvida, o grande motivador. Não o único, como sabemos,
porém aquele que mais aproxima o homem da sua inventividade. É só reparar
como as crianças, de um modo geral, são extremamente hábeis e criativas com
os computadores. O prazer que eles sentem ao vencer os desafios dos games
eletrônicos é altamente estimulante para a criatividade.
No relacionamento interpessoal, o prazer também é fator decisivo. Há
pessoas que não conseguem gerar prazer no ambiente social e, em alguns
casos, pior do que isso, geram desprazer. Eis alguns desses tipos:
- o chato-de-galocha, cuja presença, por si só, chega a causar
arrepios;
- o pretensioso (o "bonzão-das-paradas");
- o "papai-sabe-tudo";
- o pessimista extremado;
- o mentiroso;
- o fofoqueiro;
- o agressivo.
Pessoas com esses traços de personalidade não geram prazer, muito pelo
contrário, estimulam atitudes defensivas nos demais. E toda atitude
defensiva é cerceadora da criatividade.
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