[Cevbasq-L] Vem aí o Partido de Salvação da Bola

Leiam essa no site veiculada no site da Gazeta Esportiva , do reporter
Paulo Nassar.
   
   
   
   
Vem aí o Partido de Salvação da Bola  
08/05/01   
   
   
Os desmandos do marketing selvagem estão transformando o jogador de 
futebol em ser reivindicante m quase todo o mundo, os especialistas 
em marketing do mal, aliados aos mais sinistros cartolas, têm raspado 
e gerido de forma catastrófica os cofres dos clubes. Ninguém consegue 
explicar, por exemplo, essas vendas mirabolantes de craques por 
quantias astronômicas e, depois de algum tempo, a compra depreciada 
do mesmo astro da bola.   
   
As conseqüências desse tipo de mágica daninha estão fartamente 
documentadas e espalhadas por todo o Brasil. Muitas das agremiações, 
que estão com os salários atrasados, inadimplentes com fornecedores e 
devedores de alegrias aos torcedores, estão pagando esse pato. Em 
breve, assistiremos à eclosão, no ambiente do futebol tupiniquim, de 
fenômenos sociais que nós só costumamos ver num contexto mais amplo 
da sociedade democrática e em outros segmentos de atividade 
econômica. Escrevam: vêm por aí acontecimentos como greves de 
jogadores e protestos dos mais variados em campo encabeçados por 
craques, massagistas e treinadores. Mais rápido do que possamos 
imaginar, CUT, Força Sindical, CGT, "Partido de Salvação da Bola" e 
outras formações políticas e sindicais entrarão em campo, correndo 
atrás da bola-do-salário, do hollerit-gol, do  
benefício-que-vale-três-pontos. Nada mais justo. Afinal, jogador de 
futebol é um trabalhador, como qualquer outro. 
   
Poucos ganham salários de Romário. A maioria mesmo é constituída de 
assalariados, que agora não recebem seus proventos. Os pés-de-bola 
não estão recebendo o sagrado pão-de-cada-dia em clubes como o 
Santos, Vasco, Internacional, Botafogo, Flamengo, que são equipes da 
Série A do futebol brasileiro. Imaginem, então, como deve ser a 
situação nas séries com menor visibilidade. A equipe do Chapecoense, 
de Chapecó, em Santa Catarina, praticamente foi abandonada por seus 
jogadores, que já não tinham dinheiro nem para se deslocar até as 
dependências do clube catarinense. Os desmandos do marketing 
selvagem, irmão do capitalismo do mesmo naipe, estão transformando o 
jogador de futebol, que sempre foi identificado como um ser de vida 
boa e fácil, "gente do mundo do entretenimento", em ser 
reivindicante. Pena que esses famintos da bola, agora também de 
feijão-com-arroz e bife, estejam aprendendo os caminhos da cidadania 
pelo pior atalho, o do sofrimento, da miséria e também da fome. O 
jogador que hoje está com o salário atrasado não rende em campo. 
   
Em sã consciência, alguém duvida de que jogador de futebol também tem 
família, paga prestações no final do mês e, como todo brasileiro, é 
devorado pelo Leão (o do Imposto de Renda) na fonte? O mundo da bola 
está cada vez mais parecido com o mundo real. Os artistas da bola 
estão, cada vez mais, ganhando a consciência de que são trabalhadores 
do mundo do entretenimento. Mundo onde salários e outras questões do 
trabalho deveriam ser discutidos como nas outras categorias de 
trabalhadores. A milionária NBA do basquetebol americano, tão citada 
como exemplo pelos marqueteiros do mal, foi impactada por uma greve 
que durou meses e teve entre os seus participantes gente do calibre 
de um Michael Jordan.   
   
A candidatura de Sócrates à presidência da CBF, com grandes chances 
de vitória, é para o mundo do futebol brasileiro um forte indicio da 
chegada de dias melhores para o povão da bola de futebol. É bom não 
nos esquecer de que atualmente até as prostitutas estão reivindicando 
melhores condições de trabalho. Por que então os jogadores de 
futebol, que são a alma de um bilionário negócio em dólares, não 
fariam o mesmo protesto? v  
   
   
   
   
   
   
   
Paixão - A história do Club Atlético Boca Juniors tem espaço privilegiado 
no Estádio de "La Bombonera", em Buenos Aires. Ali, o Boca estruturou o 
primeiro museu temático do futebol argentino, que expõe a história xeneize 
por intermédio de truques cênicos e de luzes, espetáculos audiovisuais, 
apresentações interativas, que têm o objetivo de resgatar as emoções e as 
recordações dos torcedores do clube.  
   
Temas - O Museu do Boca Juniors pode ser visitado de terça a domingo e o 
seu acervo se divide em temas que passam pela constelação de todos os 
craques que jogaram pelo clube, comissões técnicas, gols e coleções de 
uniformes. A sala destinada a homenagear os ídolos, entre eles Maradona, é 
um dos destaques do Museu boquense.  
   
   
   
   
 Tendência - O desenho arquitetônico 
 do Museu do Boca Juniors é um dos 
 mais modernos do mundo, 
 equiparando-se aos dos museus 
 esportivos considerados atualmente 
 de vanguarda, como o do São Paulo e 
 o que está sendo projetado pelo 
 Flamengo.  
   
 Multimídia - O toque pós-moderno do 
 Museu pode ser experimentado na sala 
 da Paixão, onde o torcedor, por 
 intermédio de recursos de 
 multimídia, pode viver a sensação 
 que um jogador do Boca tem ao entrar 
 na cancha de La Bombonera. Como o 
 leitor pode perceber, nem só de 
 Cavallo vive a Argentina 
   
   
   
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