[Cevbasq-L] NCAA... no Brasil?!?

To: <cevmkt-l@xxxxxxxxxx>, <cevbasq-l@xxxxxxxxxx>, <basket@xxxxxxxxxx>
Subject: [Cevbasq-L] NCAA... no Brasil?!?
From: "Glauber BOL" <glaubercorrea@xxxxxxxxxx>
Date: Tue, 8 May 2001 18:58:55 -0300
Alcir,
Como profissional da Educação Física, vejo alguns problemas no sonho de
nosso jornalista. Primeiro, toda a estrutura da educação fisica escolar dos
USA é diferente da nossa. Eles tem uma Educação Física totalmente voltada
para o esporte competitivo. Oq fazemos aqui em escolinhas das prefeituras e
clubes, eles fazem na escola lá. Ou seja, nossos jogos regionais, ou
abertos do interior, lá são feitos através da escola. Na minha opinião um
fator muito negativo se estimular o esporte supercompetitivo dentro do
ambito escolar (não sobra espaço para os " não atletas" entre outras razões)
Outro fator é que ao contrário do Brasil, as grandes universidades são
privadas e não públicas. Até as públicas são pagas (cerca de 1/5 do valor
mas são pagas) Portanto o interesse em campeonatos deste porte são de vender
a universidade.... vcs do MKT com certeza já imaginaram como vender a
universidade campeã nacional de baskete...
Portanto, dizer que o sistema esportivo dos USA é um exemplo a ser copiado,
além de utópico, é na minha opinião totalmente errado. Deveríamos copiar
sim, seu ótimo uso do MKT esportivo que é com certeza a base do esporte
americano. Mas infelizmente no Brasil os responsáveis pelo MKT de empresas
preferem gastar 100 mil reais por uma folha um dia no Estadão, do que gastar
30mil durante um ano em um atleta que aparece pelo menos quinzenalmente no
mesmo jornal....e em vários outros.
Glauber
----- Original Message -----
From: <alcir.magalhaes@xxxxxxxxxxxxx>
To: <cevbasq-l@xxxxxxxxxx>; <cevmkt-l@xxxxxxxxxx>; <basket@xxxxxxxxxx>
Sent: Monday, May 07, 2001 6:00 PM
Subject: [Cevmkt-L] NCAA,um exemplo para ser copiado e seguido
> Acesso fácil, rápido e ilimitado? Suporte 24hs? R$19,90?
> Só no AcessoBOL. http://www.bol.com.br/acessobol/
>
>
>
>
> Leiam esse artigo obtido no site do Prof.Medalha.
>
> Alcir
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> NCAA,um exemplo para ser copiado e seguido
>
> Miami (EUA) - Pela primeira vez acompanhei uma semana inteira, dia por
> dia, o desenrolar da grande festa do Final-Four do Campeonato
> Universitário de Basquete dos Estados Unidos, a NCAA, masculino e
> feminino. E confesso que fiquei espantado com o sucesso que fazem os
> garotos e garotas, alguns definitivamente futuras estrelas da NBA e WNBA.
> E depois da brilhante conquista das Universidades de Duke (masculino) e
> Notre Dame (femiminino), comecei a sonhar com algo parecido no Brasil.
> Seria dificil, impossível de ser copiado e implantado? Claro que não.
> Bastaria muita boa vontade e mãos à obra.
>
>
> O Brasil é uma mina inacabável de atletas, começando por aqueles
> brasileiros que são atletas na expressão da palavra no seu dia a dia, que
> driblam tantos problemas. Mas o negócio é esporte competitivo. O esporte
> universitário que faz dos Estados Unidos a maior potência esportiva
> mundial. O Brasil, de tantas riquezas naturais, misturas raciais, pode
ser
> um dia uma potência olímpica, e que o basquete, especificamente, se torne
> popular, vibrante como é do gosto do norte-americano. Basta se organizar
e
> fazer sua base no esporte universitário. Para que isso se torne realidade
> muita coisa precisa ser feito.
>
>
> Em primeiro lugar que Ministro dos Esportes tem que ser acima de tudo
> alguém que entenda de esportes e não do futebol, do vôlei ou só do
> basquete. E o que é mais importante. É preciso criar uma lei da isenção
> fiscal para fundamental criar incentivo as universidades em investir no
>  esporte, como acontece nos EUA.
> Após a grande final entre Duke e Arizona fiquei imaginando. Como seria
> ótimo para o basquete brasileiro, por exemplo, tendo uma final em um
> Gigantinho, um Ibirapuera, um Maracanãzinho, Mineirinho, Geraldão, Mané
> Garrincha... todos completamente lotados com uma final universitária e
com
> a Rede Globo ou SBT, Bandeirantes ou qualquer que seja o canal aberto
> transmitindo ao vivo para todo o País (como a NBC fez para os EUA). 15
> mil, 20 mil pessoas...Uma loucura sonhar com isso e ver uma USP x UERJ
> decidindo e o país interior comentando o evento. Seria possível?.
Pergunto
> para mim mesmo. E eu mesmo respondo. Claro que sim. Continuo afirmando
que
> isso não pode ser apenas um sonho. É viável em nosso país. Mas par se
> tornar realidade é preciso planejamento e muito trabalho acima de tudo. E
> com profissionais, não políticos.
>
>
> O basquete nacional brasileiro, feminino e masculino, não pode continuar
> vivendo exclusivamente da boa vondade dos clubes, a sua única fonte
> reveladora de jogadores. E nessa tese eu continuo viajando, sonhando com
> as mudanças. Será que não chegou a hora (acorda presidente Grego) de uma
> avançada geral dos homens que comandam nosso basquete, em conjunto com o
> Governo Federal (dando isensação fiscal total) às universidades
> particulares que investirem no esporte, no caso o basquete. Um incentivo
> para as universidades estatais para criação dos seus programas esportivos
> como têm as universidades norte-americanas.
>
>
> Quem sabe assim, em um futuro bem mais rápido, não possamos contar com um
> enorme grupo de jogadores e jogadoras para nossas seleções, como os
> norte-americanos que tem para dar, vender ou emprestar. Há quanto tempo
> não ouvimos dizer."Olha, o Brasil revelou um grande jogador de basquete.
> Esse sim será uma estrela, com carisma, com técnica"...Da pouca
> quantidade, fica muito difícil tirar alguma qualidade. E com isso, os
> poucos que temos, vivem sonhando que são bons, mais acabam não sendo
quase
> nada. E o nosso basquete, continua, mas fora das Olimpíadas, correndo
> risco de ficar fora do Mundial e, até em clubes, pela primeira vez na
> história, e pela primeira vez fora da final da Liga Sul-americana. Acorde
>  Brasil.
>
>
> Só para ter uma idéia, o Metrodome de Minneapolis recebeu nada menos que
> 100 mil torcedores nos dois dias de Final-Four. 100 milhões de pessoas
> viram pela tv as finais entre Duke e Arizona. Fantástico, não acham...
>
>
>
>
>
>  Autor: Juarez Araújo
>
>
>  Jornalista da Gazeta Esportiva.
>
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>  juarezaraujo@xxxxxxx
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>
> ALCIR
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