[Cevbasq-L] NCAA,um exemplo para ser copiado e seguido

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Subject: [Cevbasq-L] NCAA,um exemplo para ser copiado e seguido
From: alcir.magalhaes@xxxxxxxxxxxxx
Date: Mon, 7 May 2001 18:00:18 -0300
    
   
Leiam esse artigo obtido no site do Prof.Medalha.  
   
Alcir   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
NCAA,um exemplo para ser copiado e seguido 
   
Miami (EUA) - Pela primeira vez acompanhei uma semana inteira, dia por 
dia, o desenrolar da grande festa do Final-Four do Campeonato 
Universitário de Basquete dos Estados Unidos, a NCAA, masculino e 
feminino. E confesso que fiquei espantado com o sucesso que fazem os 
garotos e garotas, alguns definitivamente futuras estrelas da NBA e WNBA. 
E depois da brilhante conquista das Universidades de Duke (masculino) e 
Notre Dame (femiminino), comecei a sonhar com algo parecido no Brasil. 
Seria dificil, impossível de ser copiado e implantado? Claro que não. 
Bastaria muita boa vontade e mãos à obra. 
   
   
O Brasil é uma mina inacabável de atletas, começando por aqueles 
brasileiros que são atletas na expressão da palavra no seu dia a dia, que 
driblam tantos problemas. Mas o negócio é esporte competitivo. O esporte 
universitário que faz dos Estados Unidos a maior potência esportiva 
mundial. O Brasil, de tantas riquezas naturais, misturas raciais, pode ser 
um dia uma potência olímpica, e que o basquete, especificamente, se torne 
popular, vibrante como é do gosto do norte-americano. Basta se organizar e 
fazer sua base no esporte universitário. Para que isso se torne realidade 
muita coisa precisa ser feito.  
   
   
Em primeiro lugar que Ministro dos Esportes tem que ser acima de tudo 
alguém que entenda de esportes e não do futebol, do vôlei ou só do 
basquete. E o que é mais importante. É preciso criar uma lei da isenção 
fiscal para fundamental criar incentivo as universidades em investir no 
esporte, como acontece nos EUA.  
Após a grande final entre Duke e Arizona fiquei imaginando. Como seria 
ótimo para o basquete brasileiro, por exemplo, tendo uma final em um 
Gigantinho, um Ibirapuera, um Maracanãzinho, Mineirinho, Geraldão, Mané 
Garrincha... todos completamente lotados com uma final universitária e com 
a Rede Globo ou SBT, Bandeirantes ou qualquer que seja o canal aberto 
transmitindo ao vivo para todo o País (como a NBC fez para os EUA). 15 
mil, 20 mil pessoas...Uma loucura sonhar com isso e ver uma USP x UERJ 
decidindo e o país interior comentando o evento. Seria possível?. Pergunto 
para mim mesmo. E eu mesmo respondo. Claro que sim. Continuo afirmando que 
isso não pode ser apenas um sonho. É viável em nosso país. Mas par se 
tornar realidade é preciso planejamento e muito trabalho acima de tudo. E 
com profissionais, não políticos. 
   
   
O basquete nacional brasileiro, feminino e masculino, não pode continuar 
vivendo exclusivamente da boa vondade dos clubes, a sua única fonte 
reveladora de jogadores. E nessa tese eu continuo viajando, sonhando com 
as mudanças. Será que não chegou a hora (acorda presidente Grego) de uma 
avançada geral dos homens que comandam nosso basquete, em conjunto com o 
Governo Federal (dando isensação fiscal total) às universidades 
particulares que investirem no esporte, no caso o basquete. Um incentivo 
para as universidades estatais para criação dos seus programas esportivos 
como têm as universidades norte-americanas. 
   
   
Quem sabe assim, em um futuro bem mais rápido, não possamos contar com um 
enorme grupo de jogadores e jogadoras para nossas seleções, como os 
norte-americanos que tem para dar, vender ou emprestar. Há quanto tempo 
não ouvimos dizer."Olha, o Brasil revelou um grande jogador de basquete. 
Esse sim será uma estrela, com carisma, com técnica"...Da pouca 
quantidade, fica muito difícil tirar alguma qualidade. E com isso, os 
poucos que temos, vivem sonhando que são bons, mais acabam não sendo quase 
nada. E o nosso basquete, continua, mas fora das Olimpíadas, correndo 
risco de ficar fora do Mundial e, até em clubes, pela primeira vez na 
história, e pela primeira vez fora da final da Liga Sul-americana. Acorde 
 Brasil.  
   
   
Só para ter uma idéia, o Metrodome de Minneapolis recebeu nada menos que 
100 mil torcedores nos dois dias de Final-Four. 100 milhões de pessoas 
viram pela tv as finais entre Duke e Arizona. Fantástico, não acham... 
   
   
   
   
   
 Autor: Juarez Araújo  
   
   
Jornalista da Gazeta Esportiva.  
   
   
 juarezaraujo@xxxxxxx  
   
   
   
   
   
   
   
ALCIR
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