"Georgios
Stylianos Para: "CEV - Marketing
Esportivo"
Hatzidakis" <cevmkt-L@xxxxxxxxxx>
<hatzidakis@uol cc:
.com.br> Assunto: [Cevmkt-L] AINDA
BASQUETE
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03/05/2001
08:53
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cevmkt-l
São Paulo, quinta-feira, 26 de abril de 2001
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EM CRISE
O Brasil carece de ídolos. No masculino, o
principal -e talvez único- jogador
frequentemente lembrado por suas atuações
é Oscar Schmidt, que está com 43 anos e já
deixou a seleção brasileira há cinco. No
feminino, Paula e Hortência estão
aposentadas -Janeth, 32, tem carregado a
seleção nas costas há algum tempo. Não há
sinal claro de surgimento de novos
craques.
Nos últimos anos, a vizinha Argentina, em
passado não tão distante freguesa de
carteirinha do Brasil, vem ganhando cada
vez com mais frequências os principais
torneios sul-americanos nas divisões de
base. Os argentinos também contam com dois
jogadores na NBA e vários atuando com
sucesso na Europa (quatro nas finais da
Euroliga) -o brasileiro de mais destaque
por lá é o ala Guilherme Joanoni, reserva
em seu time na Espanha.
O basquete ainda luta para se recuperar de
baque sofrido há dois anos: a seleção
masculina fracassou, com uma campanha
pífia (cinco derrotas, três vitórias) na
tentativa de ir aos Jogos Olímpicos (um
dos eventos esportivos de maior
repercussão e visibilidade mundial) de
2000.
Financeiramente, as equipes agonizam.
Perdas de patrocínio e atrasos salariais
tornam-se a cada dia mais frequentes, e os
melhores estrangeiros estão fazendo as
malas (vide os casos de Vargas e Charles
Byrd, ex-Vasco).
Grego lamenta e diz que CEF fez mau
negócio
DA REDAÇÃO
O presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o
Grego, disse ontem estar bastante
decepcionado com a decisão da CEF de não
mais apoiar o basquete.
"É lamentável. Na hora da comemoração, há
festividades e promessas, só que estas não
se realizam", declarou Grego, em
referência às comemorações que o banco
costumava fazer após a seleção brasileira
conquistar títulos de relevância.
"Esperava continuar contando com o apoio
da Caixa, que foi um dos artífices do
desenvolvimento do basquete brasileiro",
acrescentou o dirigente, fazendo questão
de relembrar vários títulos conquistados
por seleções nacionais durante a vigência
do patrocínio da CEF -entre eles um
Mundial (94) e duas medalhas olímpicas (96
e 2000), no feminino, e um Pan-Americano
(99), no masculino.
O presidente da CBB afirmou que, mesmo sem
o dinheiro da CEF -o que acarretará
problemas financeiros em breve-, o
planejamento para 2001 "vai continuar, o
calendário será cumprido". "Vamos buscar
outros caminhos, outros patrocínios",
declarou Grego.
Segundo ele, o dinheiro do banco era
destinado às seleções brasileiras de todas
as categorias (gastos com preparação,
viagens, torneios) e à organização de
competições (torneios regionais e
internacionais).
Os campeonatos nacionais adultos deste
ano, em andamento, só puderam acontecer
graças ao canal pago Sportv, agora o único
parceiro da CBB que lhe paga em espécie.
Sobre o fato de a CEF trocar o basquete
pelo atletismo, considerando o primeiro em
momento ruim, Grego declarou: "Nosso
basquete tem história, tem resultado, é
respeitado no mundo inteiro. Tenho certeza
de que é um bom produto. O atletismo é
ótimo, mas, colocando os resultados em
cima da mesa, não dá para comparar com o
basquete." (LC)