[CevAtlas] Missoes da Academia. Agencia FAPESP. Boa provocacao.

leandrofilho leandrofilho em uol.com.br
Sábado Junho 28 19:12:29 BRT 2008


Estimada Profª Nilda Teves,

Graças aos ensinamentos e ao testemunho de notável comprometimento acadêmico de intelectuais como a senhora, eu e muitos colegas que são hoje professores universitários, sentem-se não apenas preparados, mas sobretudo no dever de refutar essas proposições de uma menoridade acadêmica que simplesmente decidiu rifar a autonomia universitária.

Menoridade aliada ao turbocapitalismo que vai globalizando a barbárie, a insegurança e o medo, na mesma medida em que investe violentamente contra o trabalho decente e olvida o perigo real e imediato contra a vida humana na Terra.

Mais do que nunca, a luta necessita continuar. 

Aproveito para agradecer pela honra de seus comentários acerca de minhas observações, e também para informar que sou um dos idealizadores do blog Observatório da Universidade (www.observatoriodauniversidade.blog.br), um espaço virtual aberto por docentes da UFRJ, para o livre debate com a comunidade universitária e o público em geral, a respeito dos principais problemas relacionados ao ensino superior brasileiro.

Saudações acadêmicas e afetuosas,

Leandro Nogueira  

 

> Prezado Leandro.,
>  Parabéns pelas sua observações. Concordo  totalmente com você. Dificil é 
> acreditar que ainda ha gente defendendo essas propostas.  A sobrevivência 
> imediata  não justifica abrir mão de princípios nem tampouco "ajoelhar-se" 
> diante do capital.  A luta continua.
> Um abraço da velha professora.
> Nilda
> 
> 
> 
> riginal Message ----- 
> From: "leandrofilho" <leandrofilho em uol.com.br>
> To: "cevatlas" <cevatlas em listas.cev.org.br>
> Cc: "coordenadorespgef" <coordenadorespgef em listas.cev.org.br>; "ceviesef" 
> <ceviesef em listas.cev.org.br>; "cevatlas" <cevatlas em listas.cev.org.br>; 
> "admincev" <admincev em listas.cev.org.br>
> Sent: Thursday, June 26, 2008 4:32 PM
> Subject: Re:[CevAtlas] Missoes da Academia. Agencia FAPESP. Boa provocacao.
> 
> 
> Prezados,
> 
> Então estamos todos conversados.
> 
> A universidade deve massificar o acesso ao ensino superior, leia-se formação 
> de professores, por meio do ensino à distância; deve se submeter às grandes 
> corporações se quiser sobreviver; os seus pesquisadores necessitam ser 
> salvos da democracia.
> 
> Ah, sim! A universidade ainda necessita de uma blindagem especial contra o 
> excessivo número dos doutores em humanas.
> 
> Afinal, essa horda de acadêmicos pode criar problemas para a 
> competitividade, o crescimento, o desenvolvimento...
> 
> Pelo jeito, as lições da Segunda Guerra Mundial já foram completamente 
> esquecidas.
> 
> Não seria mais sincero, que o artigo fosse acerca da Submissão da academia?
> 
> Já que o "a" ficou mesmo minúsculo...
> 
> 
> Leandro Nogueira
> 
> >
> > ...............
> > Missões da academia
> > 26/06/2008
> > Por Fábio de Castro
> >
> > Agência FAPESP - Para cumprir adequadamente o papel central que terá
> > no desenvolvimento do Brasil, a universidade precisará contribuir com
> > a melhora do ensino básico, além de repensar seu modelo institucional
> > e criar novas redes de conhecimento.
> >
> > Essas foram algumas das propostas apresentadas por especialistas no
> > debate "Universidade e desenvolvimento", nesta quarta-feira (25/6), na
> > Universidade de São Paulo (USP), durante o "Colóquio 2010-2020: Um
> > período promissor para o Brasil", que homenageia os 60 anos de atuação
> > do físico José Goldemberg.
> >
> > Participaram do debate Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior de
> > São Paulo, e os professores Glauco Arbix, do Departamento de
> > Sociologia, e Wanderley Messias da Costa, do Departamento de Geografia
> > da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
> >
> > Segundo Arbix, a universidade precisa entrar em sintonia com o esforço
> > do Brasil para se desenvolver. Ele afirma que as mudanças dos
> > processos e fluxos de produção do conhecimento nos últimos 20 anos
> > criaram novos desafios.
> >
> > "É preciso criar e expandir redes de conhecimento, pois a educação, a
> > ciência e a tecnologia estão no centro da competitividade do país. O
> > conhecimento tem um papel central na produção de novas relações
> > econômicas e sociais", afirmou.
> >
> > O professor apresentou uma série de propostas para aumentar a sintonia
> > entre a universidade e o ritmo de desenvolvimento. Para ele, a
> > universidade tem a responsablidade de fazer mais alianças com o setor
> > produtivo, o governo e a sociedade civil.
> >
> > "Há também uma grande necessidade de remodelagem institucional: os
> > departamentos prejudicam o desempenho da instituição, porque são foco
> > de resistência às redes interdisciplinares. É preciso minar o sistema
> > departamental alocando a maior parte dos recursos em programas
> > multidisciplinares", disse.
> >
> > Outra proposta de Arbix é criar mais programas interinstitucionais.
> > "No Brasil não temos mobilidade entre as universidades, nem de
> > docentes, nem de alunos, mas isso é necessário. Quanto à cooperação
> > entre universidade e empresa, trata-se de uma questão de
> > sobrevivência", afirmou
> >
> > Arbix defendeu a adoção de um padrão mundial de pesquisa. "É
> > fundamental definir indicadores para avaliar a produção. Nesse
> > aspecto, estamos no caminho certo: as atividades da Capes [Coordenação
> > de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e da FAPESP são
> > fundamentais para a universidade. Seguir um padrão internacional de
> > produtividade, com avaliação rigorosa, é essencial", destacou.
> >
> > O sociólogo afirmou que a extrema concentração da pós-graduação em
> > ciências humanas é outro problema a ser combatido. "Temos um grande
> > crescimento da pós-graduação, mas onde estão esses mestres e doutores?
> > Dados da Capes mostram que 40% dos pós-graduandos estão na área de
> > humanas, a única que cresce. Não é com doutores em humanas que o país
> > vai se desenvolver", disse.
> >
> > O professor da FFLCH afirmou ainda que é preciso implantar sistemas
> > meritocráticos para remuneração, carreira e promoções nas
> > universidades. Segundo ele, a estrutura de promoção por tempo de casa
> > e de benefícios por antiguidade são avessas à competição saudável.
> >
> > "Outra proposta é construir uma rede global de pesquisa brasileiras.
> > Não se sabe quantos são, mas temos um enorme número de pesquisadores
> > bem posicionados em centros dinâmicos de produção do conhecimento no
> > exterior", disse.
> >
> >
> > Expansão e capacitação
> >
> > Carlos Vogt apresentou o programa da Universidade Virtual do Estado de
> > São Paulo (Univesp), criado pela secretaria para expandir o ensino
> > público superior no Estado com o uso de novas tecnologias de
> > informação e comunicação. O programa agrega as três universidades
> > estaduais paulistas e oferecerá cursos de licenciatura em mais de 70
> > cidades.
> >
> > "Na faixa etária dos 18 aos 24 anos, apenas 11% da população tem
> > acesso ao ensino superior. Em países como Chile, México e Argentina,
> > esse percentual está em torno de 30%. O programa terá o objetivo de
> > aumentar esse acesso e, ao mesmo tempo, contribuir com o
> > desenvolvimento ao melhorar o ensino básico por meio da qualificação
> > de professores", disse.
> >
> > O primeiro curso a ser oferecido, com certificação pela Universidade
> > Estadual Paulista (Unesp), será o Pedagogia Univesp, com 5 mil vagas
> > para formar professores da 1ª a 4ª séries e gestores de escolas. Cerca
> > de 40% das atividades, assim como as avaliações, serão presenciais.
> > "Esse curso terá turmas de 25 alunos atendidos por um tutor. A seleção
> > será feita por meio de vestibular", explicou Vogt.
> >
> > A Univesp, de acordo com o secretário, oferecerá também cursos de
> > pós-graduação, de extensão, de capacitação e de formação continuada.
> > "Teremos também um canal de televisão digital, em parceria com a TV
> > Cultura, com sinal aberto e que apresentará programas relacionados aos
> > cursos 24 horas por dia: a TV Univesp", disse.
> >
> >
> > Novo padrão de produtividade
> >
> > Wanderley Messias da Costa, que também é coordenador de Comunicação
> > Social da USP, destacou no colóquio que, nos últimos dez anos, houve
> > um crescimento vertiginoso da produção científica brasileira, com
> > cerca de 17 mil artigos científicos publicados e formação de 10 mil
> > doutores e 32 mil mestres. Mas que o crescimento trouxe problemas que
> > precisarão ser solucionados.
> >
> > "Há má distribuição desses recursos humanos: metade dos doutores está
> > no Sudeste. Há também um mau aproveitamento, pois as universidades
> > ainda são o principal mercado para os doutores. Essa qualificação
> > precisa ser expandida para fora da academia", disse.
> >
> > Para ele, o crescimento da produção acompanha uma tendência global. "A
> > produção científica mundial se tornou tão grande que escapa à escala
> > humana: a cada ano são publicados cerca de 1,3 milhão de artigos
> > científicos, o que totaliza cerca de 3,6 mil por dia, ou 150 por
> > hora", disse.
> >
> > A imensa produtividade, segundo ele, se refletiu em uma mudança do
> > comportamento dos pesquisadores. "Temos uma geração envolvida com um
> > novo padrão de produtividade e competitividade, estimulada sobretudo
> > pelo sistema Capes, que não tem tempo para participar de comissões e
> > reuniões. Não há mais tempo para politização das discussões ou para
> > participação institucional. É uma geração menos engajada e menos
> > institucional", disse.
> >
> > Com esse processo, disse Costa, as universidades têm perdido autonomia
> > em relação às políticas de pesquisa. "O pesquisador está submisso a um
> > sistema draconiano de avaliação. Por outro lado, temos que reconhecer
> > que é preciso avaliar."
> >
> > O desafio para os próximos anos, de acordo com ele, é harmonizar esse
> > perfil da nova geração de pesquisadores com uma necessidade cada vez
> > maior de participação institucional.
> >
> > "A USP, por exemplo, tem 2 mil comissões permanentes, 40 organismos
> > superiores e 250 conselhos departamentais, além de inúmeras comissões
> > ad hoc, temporárias. Quanto mais democracia, mais comissões, mais
> > colegiados e mais burocracia. Ao mesmo tempo, o pesquisador tem menos
> > tempo para tudo isso", afirmou
> >
> >
> > -- 
> > Laercio Elias Pereira
> > http://ligcev.com/laercio
> > (82) 9913 8811 - Maceio'
> >
> 
> Leandro Nogueira
> Doutor em Educação Física
> Coordenador do Curso de
> Graduação em Educaçâo Física
> EEFD-UFRJ
> 
> .
> I Encontro de Gestão da Informação e Acervos Esportivos - SP 28-29/4/2008 
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Leandro Nogueira
Doutor em Educação Física
Coordenador do Curso de
Graduação em Educaçâo Física
EEFD-UFRJ



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