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[Cevleis-L] S.Tomé e Príncipe ( entrevista)

To: cevleis-l@xxxxxxxxxx
Subject: [Cevleis-L] S.Tomé e Príncipe ( entrevista)
From: "alberto puga" <albertopuga@xxxxxxxxxxx>
Date: Tue, 20 Nov 2001 17:43:08
NOTICIAS DE SAO TOME E PRINCIPE por Inocencio Costa

"PRESIDENTE DAFEDERAÇÃO SANTOMENSE DE FUTEBOL"



"Revolução no futebol santomense, com destaque para futebol juvenil e feminino

São dois grandes sectores, entre outros, que figuram no projecto do
Presidente da Federação Santomense de Futebol, Manuel Dendê, no seu segundo
e último mandato à frente dos destinos do futebol nacional. Dendê,
considera este mandato como sendo momento de consolidação das acções
preconizadas nos primeiros quatro anos. Em conversa com a redacção
desportiva para o espaço "ENTREVISTA" do Téla Nón, esse dirigente
federativo abordou também questões relativas à infra-estruturas desportivas
bem como da selecção nacional e da cooperação com organismos internacionais
baseando do vasto conhecimento sobre o desporto que tem. Dendê, é membro da
comissão executiva do COSTP, da comissão permanente de futebol jovem e
salão da CAF, e comissário da CAF.

Acções em marcha, para o arranque já no princípio do próximo ano com o
campeonato juvenil de futebol, que engloba formações de árbitros e
treinadores. A FSF conta com apoios financeiros de organismos
internacionais e o objectivo identificar novos talentos para o futebol
nacional

T.N. Senhor Presidente da Federação Santomense de Futebol, qual é o ponto
da situação da instituição que dirige desde a tomada de posse para esse
segundo e último mandato, precisamente 11 meses já se passaram?

M.D. Até ao momento, nós estabelecemos como desígnios fundamentais para
esse segundo mandato, a promoção de futebol juvenil, porque no primeiro
mandato, por uma questão de ordem própria de estratégica, havia uma
necessidade de dar maior visibilidade ao país no exterior. Demos uma
atenção às competições internacionais que consumiram certo modo algum tempo
e desviaram-nos também alguma atenção para o futebol juvenil. Mas
entendemos que conseguimos alguma visibilidade e nesse aspecto o objectivo
foi cumprido, daí que decidimos que nesse segundo mandato deveríamos é
privilegiar o futebol juvenil, particularizando a criação de centros de
treino, escolas e a viabilização do campeonato juvenil.

T.N. Como é que pensa desenvolver essas acções?

M.D. Nesse capítulo, já temos em marcha algumas acções, designadamente com
a União Europeia de Futebol (UEFA), onde vamos no primeiro trimestre do
próximo ano, dar início à um campeonato nacional de futebol juvenil que
compreende jovens dos seus 12 entre 17 anos. Já começamos a reunir no país,
alguns materiais como bolas, materiais médicos de primeiros socorros e
esperamos receber brevemente uma importante encomenda de equipamentos
desportivos designadamente calções, camisolas, peúgas, botas e caneleiras.
São equipamentos completos para os clubes, e os jogadores que vão
participar nesse futuro campeonato nacional de futebol juvenil. É um
projecto que vai compreender também o envolvimento de arbitragem e como tal
vamos organizar em Janeiro do ano que vem, um curso com patrocínio da
Confederação Africana de Futebol (CAF), onde vamos privilegiar uma nova
geração e como novidade, das 25 ou 30 pessoas que participarão nesse curso
compreenderá uma quota de 50 porcento para o sector feminino, é uma aposta
na vertente feminina atendendo que uma das nossas apostas de facto também é
o futebol feminino.

Ainda no quadro desse projecto de futebol juvenil, vamos realizar em
fevereiro com patrocínio da Solidariedade Olímpica, um curso de treinadores
para a vertente de capacitação dos professores que vão dirigir as equipas
no futebol juvenil durante o campeonato. Será um projecto comparticipado
pela Federação Santomense de Futebol, União Europeia de Futebol (UEFA) e
FIFA, estes últimos onde vamos recorrer para encontrar subsídios
financeiros para garantir a arbitragem e o transporte dos árbitros para os
jogos. Outro parceiro, será também os clubes naturalmente, e como tal os
clubes vão entrar com recursos humanos e transporte para os jogadores nesse
caso.

T.N. Quais as modalidades a serem empreendidas para a concretização desse
campeonato?

M.D. Será um campeonato que envolverá os clubes todos do país e pensamos
realizar esse campeonato em quatro séries compreendendo também a Região
Autónoma do Príncipe. Já indicamos um coordenador da comissão técnica
organizadora desse campeonato, para começar agilizar toda a estrutura
conducente a realização desse campeonato, daí que só espero que no fim
desse campeonato consigamos promover novos jogadores para as equipas
nacionais, identificar alguns talentos para colocá-los no estrangeiro e
consequentemente fazer com que clubes nacionais consigam tirar algum
proveito financeiro desses jogadores. É todo um esforço da federação
nacional ter permanentemente uma selecção nacional na perspectiva de
garantir um desenvolvimento sustentado do futebol nacional, isso no que
toca essa vertente, uma das vertentes primárias do nosso mandato.

Para a promoção do futebol feminino é necessário surgimento de equipas de
futebol feminino e a iniciativa deve partir das próprias equipas de futebol
já existentes

No que toca ao futebol feminino, que também é uma das vertentes do nosso
projecto, nós já realizamos dois jogos internacionais no quadro da promoção
da mulher e do futebol feminino no país, com resultados, eu não digo
altamente, mas positivos, para uma selecção que nunca havia participado em
provas internacionais. O importante foi de facto essa participação e não
obstante essa participação e no espírito de continuar com esse projecto,
essa selecção continua de facto a treinar, mas também entendemos que embora
com as suas dificuldades, esse projecto de promoção do futebol feminino no
país para ter de facto a sustentação, era necessário que a federação
tentasse estimular o surgimento de clubes de futebol feminino no país e na
sequência disso, realizar um campeonato de futebol feminino no país. A
propósito, temos em marcha através da iniciativa de alguns clubes
surgimento de clubes de futebol feminino que nesse momento
independentemente da selecção feminina, já há casos de Caixão Grande, que
tem em marcha o projecto desse tipo, há o caso também do Praia Cruz, que
terá nas próximas semanas, uma equipa também do futebol feminino, há também
o caso de Guadalupe, que já existe e pensamos para breve encontrar a nível
de outros clubes, que já foram campeões nacionais, situações do género,
toda uma acção que visa no futuro encontrar sustentabilidade do próprio
futebol feminino no país.

T.N. A FSF tem meios financeiros para suportar esse projecto?

M.D. Só esperamos que de facto, consigamos reunir meios financeiros para
suportar esses encargos, porque como sabe a nível das provas oficiais
designadamente os campeonatos nacionais, já dispendemos uma série de fundos
com equipamentos de clubes, participação dos clubes nas provas continentais
e também na formação e como tal, tudo isso, é feito com base nos 250 mil
dólares, um valor que não chega para suportar esses encargos todos. Para
isso, estamos a identificar outros meios financeiros como caso dos
patrocínios para as selecções nacionais. Já temos em vista, um parceiro que
nos apresentou uma proposta para assegurar as selecções nacionais, como
patrocinador oficial, estamos a negociar, é uma empresa portuguesa que
detém também patrocínios em algumas selecções estrangeiras e pensamos que
de qualquer forma consigamos chegar ao entendimento no sentido de facto
assegurar as selecções nacionais, e encontrar alguma receita extraordinária
para complementar os 250 mil dólares que a FIFA põe a nossa disposição
anualmente.

T.N. Senhor Presidente da Federação Santomense de Futebol, está a dizer que
a falta de financiamento se traduz entretanto, na paralisação da selecção?


M.D. Não. Isso até por um lado, é verdade, mas por outro, é preciso entender que a paralisação da selecção, tem a ver com uma série de factores, entre os quais, alteração da filosofia da preparação da própria selecção nacional.

Anteriormente, nós dispendíamos uma série de verbas para com a preparação
da selecção nacional no país e os resultados em termos desportivos, não
foram assim tão famosos, mas não ponho em causa a participação, porque essa
participação resultou a maior visibilidade de São Tomé e Príncipe no
estrangeiro, mas nesse momento, não podemos contentar com vitórias de ordem
moral, temos que fazer os possíveis de obter vitórias concretas e que
dignifiquem ainda mais o futebol nacional.

Jogadores da selecção nacional de futebol poderão vir a ser treinados uma
equipa técnica santomense de capacidade reconhecida. Caso não se consiga um
nacional, a FSF vai recorrer à um técnico português

Neste momento, temos já alguns convites na manga para a selecção nacional A
e não só, como caso da participação na próxima copa de África das Nações
2004, participação também nas provas do Conselho Superior do Desporto, em
África a nível da selecção A, mas entretanto, entendemos que essa
participação já não deve obedecer essa lógica de simples participar, temos
que participar na expectativa de adquirirmos vitórias concretas, ou seja,
que nos garanta a qualificação para a segunda fase. Como tal, nesse momento
estamos a identificar uma nova equipa técnica que passa pela substituição
do anterior seleccionador nacional, o brasileiro António Dumas, ausente do
país.

O novo seleccionador nacional, pode eventualmente ser ou não um santomense
de capacidade reconhecida e que garanta a continuidade da reestruturação do
futebol nacional a nível juvenil, a capacitação dos quadros técnicos
nacionais e assegurar resultados concretos a nível da selecção. Não quero
pôr em causa o anterior seleccionador nacional, ou anterior equipa técnica.
O problema da anterior equipa técnica, era simplesmente problema de
adaptação ao país, como é natural, há situações desse tipo onde quando uma
equipa técnica não se adapta ao país há necessidade de se reequacionar a
situação e, é o que fizemos.

Se não fôr uma capacidade técnica nacional reconhecida, somos obrigado a
fazer o curso à competência estrangeira e em cooperação com a Federação
Portuguesa de Futebol, encontrar alguma modalidade preferencial que passa
pela estadia em São Tomé, do técnico estrangeiro nomeadamente português. A
nível da federação, poderemos criar as condições logísticas, mas que o seu
salário terá que ser naturalmente suportado pela federação portuguesa de
futebol. Já temos algumas acções em marcha e pensamos que até o primeiro
trimestre do próximo ano, ter isso mais ou menos concluído e uma outra
questão no âmbito ainda da selecção nacional, é o treinamento dos nossos
jogadores. O facto da pré-selecção nacional não está em actividade, não
quer dizer que a selecção está parada, a selecção está pelo menos de acordo
com a nossa filosofia, de criar a chamada espinha dorsal da selecção está a
ser feita, basta dizer que neste momento, um lote de jogadores está no
estrangeiro, que para o futuro vai nos constituir essa chamada espinha
dorsal da selecção nacional, cujo objectivo é dar no futuro maior
consistência à selecção nacional e concretizar esse nosso sonho de
dignificar ainda mais o futebol nacional e qualificarmos para a segunda
fase das provas africanas. Já não será uma selecção que apenas tem um
profissional, mas será uma selecção pelo menos com meia dúzia de
profissionais e estou convencido que essa filosofia agrada a todos e de
certeza absoluta vai ter que sortir efeito não só na ordem financeira para
esses jogadores como também de âmbito desportivo para o próprio país. A
pensar assim, obteremos resultados para o futuro com a participação desses
jogadores a nível da selecção, dai há toda uma série de acção discreta que
estamos a fazer no sentido de no futuro ou a médio prazo, constituir uma
selecção de nível e que nos garanta resultados desportivos de facto
evitando resultados morais.

Uma infra-estrutura que vai servir para aprendizagem e de treino para os
jovens atletas será construída no quadro do complexo desportivo que se
propõe edificar ao lado do Estádio Nacional 12 de Julho

T.N. Senhor Presidente, outro factor importante que deve fazer parte deste
projecto de melhoria de futebol nacional, é a instalação, recinto para a
prática, em que pé está a situação?

M.D. Logicamente, outra acção está como entenderá no quadro das
infra-estruturas, privilegiamos a melhoria de alguns campos centrais dos
distritos, só que é um dos projectos onde a partida contávamos com
subsídios da FIFA no sentido de melhorar dois ou três campos centrais dos
distritos, mas infelizmente, devido a exiguidade da verba colocada a
disposição da federação santomense de futebol, não será para já possível
empreendermos esse projecto, mas continuamos a envidar esforços no sentido
de encontrar financiamento para tentar levar a cabo esse projecto e como
tal e não obstante esse projecto, também em cooperação com a FIFA,
decidimos levar a cabo o projecto de construção do centro de estágio e de
formação das selecções nacionais. Recebemos uma comunicação da FIFA que
aponta no sentido de aprovação do projecto de construção do centro de
estágio das selecções nacionais e de formação dos jogadores, esse projecto
compreende um valor global de 491 mil dólares comparticipado pela FIFA que
entra com 400 mil dólares, a federação santomense de futebol entra com 35
mil dólares e o governo de São Tomé e Príncipe que entra com 56 mil
dólares.

Se tudo correr como conforme o programado, nos próximos 15 dias é provável
que um emissário da FIFA se deslocará ao país no sentido de assinar o
contrato de construção com a empresa que ganhou o concurso público no
sentido de se proceder até a primeira semana de Dezembro, o lançamento da
primeira pedra de construção do projecto. O estado santomense pôs a
disposição da federação santomense de futebol a título definitivo, 11 mil
metros de terreno para essa construção, daí que estamos convencido que com
engajamento também financeiro da parte do estado o projecto provavelmente
até o primeiro trimestre do próximo ano, começará a ganhar o corpo físico
no terreno. Será também um centro de estágio que vai compreender 6 quartos
oficiais para os dirigentes desportivos, dois dormitórios que vão albergar
cada um, 20 atletas, refeitórios, uma séries de casas de banho, e também um
centro de formação que terá uma biblioteca no seu interior, uma sala de
reunião, recepção. O projecto envolverá também a construção de um campo de
futebol com bancada aproximadamente para 3 mil pessoas. É mais uma
infra-estrutura que será construída no quadro do complexo desportivo que se
propõe edificar ao lado do estádio nacional 12 de Julho e como tal será um
campo de terra batida na perspectiva de apenas servir de aprendizagem e de
treino para os jovens atletas enquanto que no quadro também do nosso
projecto continuaremos a empreender esforços no sentido de no futuro
instalar a relva natural ou sintética no estádio nacional 12 de Julho. São
projectos que evidenciam algum esforço no sentido de melhorar a situação
dos recintos desportivos que temos e que estão em plena degradação e
causadores de situações de violência que põem em perigo a vida e a
disputação dos jogos de futebol.

T.N. As três facetas apresentadas (futebol juvenil, futebol feminino e
infra-estruturas) enquadram-se nos projectos concebidos a pensar na
cooperação? e já agora qual é o estado da cooperação com organismos
internacionais?

M.D. Excelente. Simplesmente gostava de dizer que essa cooperação é mais
que excelente, porque entenderá que sem o concurso dos parceiros
estrangeiros designadamente a União Europeia de Futebol (UEFA) que também
embora um parceiro extra continental refiro-me a África, também decidiu dar
uma mão e que como tal, além de comparticipar no campeonato feminino, dizer
que a UEFA vai comprar a nossa própria sede da federação santomense de
futebol, para garantirmos de facto a nossa própria existência, enquanto
instituição e para o futuro para eternidade. No geral, essa cooperação tem
sido extremamente boa, não no âmbito institucional, como material,
financeiro e de relações internacionais.

Se tudo vier a correr bem, São Tomé e Príncipe poderá vir a ser membro da
comissão executiva da Confederação Africana de Futebol

São Tomé e Príncipe, pensa aumentar o número de seus agentes dos quadros da
organização desportiva continental, como também tentar participar ao mais
alto nível na maior estrutura colectiva da Confederação Africana de Futebol
com a candidatura de São Tomé e Príncipe, à um posto a nível do comité
executivo da Confederação Africana de Futebol (CAF), cuja eleição será
feita no dia 17 de Janeiro de 2002, na Assembleia Geral da CAF, que
realizar-se-à em Malí. Essa candidatura, obteve apoio unanime dos 4 outros
países africanos falantes da língua portuguesa, há também alguns países
cujos nomes por razões óbvias não vou identificar, que também decidiram nos
conferir o seu apoio. Pensamos que independentemente de ganhar ou não, o
importante é que concorramos a essas iniciativas e que tenhamos resultados
que dignifiquem o nome de São Tomé e Príncipe e que contribua também com a
nossa candidatura para os países africanos de língua oficial portuguesa
tenham uma maior influência no quadro da estrutura do organismo continental
que rege o futebol em África. Esperemos como balanço final, que essa
cooperação com diversos organismos internacionais continue a dar os seus
frutos.

T.N. Chega o apoio que a federação recebe?

M.D. Lamentamos que há constrangimentos que de quando em vez perturbam o
nosso dia a dia, porque a contrapartida financeira interna é extremamente
baixa e por causa dessas situações, de quando em vez, sofremos, enfim,
experimentamos algumas situações difíceis, como por exemplo, a realização
dos campeonatos nacionais, que realizamos com muitas dificuldades. Até as
pessoas poderiam nos perguntar, vocês têm 250 mil dólares, então?, mas 250
mil dólares não é apenas para cobrir as despesas dos campeonatos nacionais,
o apoio dos 250 mil dólares da FIFA cobre múltiplas actividades, quase em
exclusivo, as actividades da federação santomense de futebol, dai que
lamentavelmente o nosso mercado está numa fase embrionária e ainda não
oferece grandes contrapartidas financeiras para patrocínios à actividades
desportivas. Concurso do estado também é extremamente exíguo, basta dizer
que para este ano, há três semanas atrás recebemos do estado qualquer coisa
como dois 2 milhões 900 mil Dobras (cerca de 330 dólares) que só serviram
para duas jornadas do campeonato nacional, da segunda divisão, e como vê de
qualquer forma só temos é que de facto saber continuar a fazer essa
diplomacia de cooperação no sentido de continuar a melhorar os resultados
que temos obtido dessa mesma cooperação. A estabilidade que a nossa
federação ganhou com a presença dos principais dirigentes a testa do
futebol nacional contribuiu em certa medida para construção dessa confiança
que algumas federações internacionais e alguns organismos internacionais
depositam em nós e estou convencido que se eventualmente formos bem
sucedidos nas eleições de 17 de Janeiro do próximo ano, será de facto uma
vitória para o país não só São Tomé e Príncipe, como toda a comunidade dos
Palop's e creio de facto ser uma viragem na história do futebol em África,
principalmente para os falantes da língua portuguesa.

António Ramos
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