Amigo Mauro e demais listeiros,
Permita-me discordar um pouco de sua visão Mauro. O problema do processo
ensino-aprendizagem em Judô vai um pouco mais além do que ressalvas em
virtude da ampliação dos horizontes pedagógicos e de descobertas de novas
potencialidades de atuação. Fico refletindo sobre o processo ao qual fui
submetido, ainda criança, e encontro muitos motivos pelos quais eu poderia,
hoje, nem querer ouvir falar em Judô o que, sabemos, contribui para que
alguns abandonem a modalidade muito precocemente.
Penso que os métodos ortodoxos servem de base para o início de uma discussão
através da qual possamos rever alguns aspectos importantes. Focalizo a
preocupação na construção de um referencial que inverta o fulcro do
processo: ao invés de discutirmos quais os conteúdos e os métodos a serem
aplicados, inicialmente precisaríamos discutir quais as necessidades
maturacionais da criança e em que o Judô, realmente, pode contribuir para
essa formação para, a partir daí, estabelecermos objetivos exeqüíveis e
coerentes.
Um abração.
Roberto Corrêa.
|