cevjudo

Re: [cevjudo-L] Sensei

To: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Subject: Re: [cevjudo-L] Sensei
From: mcgac@xxxxxx
Date: Mon, 13 Oct 2003 00:07:54 -0300
Oi Marcos e demais amigos do Judô

Interessante citação e ponto de vista. 
O memso se tentou fazer com a Educação Física há alguns anos, quando seu nome
foi questonado. Apareceram vários novos nomes. Sobral (1988) cita o trabalho de
Bouchard et al., nos anos 60, que identificam dezenas de novos nomes para a EF
e nesse interim muito espertalhões queriam ser o "pai" da nova criança que
nascia. Criança essa que de nova não tinha nada!
Fico com medo de entrarmos nessa senda também redefinindo nomes atrelados à
posturas pedagógicas que poderão levar à rotulações pejorativas quando na
verdade o que mais nos interessa é levar novos conhecimentos aos senseis para
que deles se apropriem e enriqueçam suas práxis, sejam essas de ensino,
treinamento, reeducção ou outra qualquer ligada ao Judô.
Mesmo já sabendo de ante-mão a sua resposta, pois já discutimos muito isso na
época da sua monografia, vou perguntar de novo (rs):
O que vc acha?
Um forte abraço,
Mauro Gurgel



Citando "marcosantonio\\.lopes" <marcosantonio.lopes@xxxxxxxxxx>:

> Olá amigos do Judô.
> Também acho importante definir termos para apartir daí 
> termos um referêncial para atuação.
> 
> "4) Sensei para mim é um modo genérico e não definido 
> das ocupações acima,
> > mais atlelado a tradição japonesa que a definição 
> propriamente dita de seu
> > campo de atuação, por ser muito amplo não dá uma 
> definação pontual e sendo
> > tudo não é nada..."
> 
> Realmente acaba sendo isso, mas talvez possamos até 
> pensar em uma definição que traga um compromentimento 
> maior, que busque contribuir com a formação do cidadão.
> Ou seja, pensa-lo como Educador. Para melhor ilustrar 
> essa idéia cito Rubem Alves, que em um de seus 
> escritos, compara o Professor com o Eucalipto e o 
> Educador com os Jequitibás. Os eucaliptos são plantados 
> e cortados em série e são todos iguais... Já os 
> jequitibás são mais difíceis de encontrar e são grandes 
> belos e demora pra ser formado, ou melhor estão em 
> constante formação, sendo portanto inacabado.
> 
> E a essa idéia de Professor vejo tb o Técnico...
> 
> Um abraço a todos.
> 
> 
> ---------- Início da mensagem original -----------
> 
> De: &quot;Alexandre Drigo&quot; 
> ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx
> Para: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
> Cc: 
> Data: Sun, 12 Oct 2003 02:18:41 -0300
> Assunto: Re: [cevjudo-L] Roberto

> 
> > Estou nesse questão Mauro porque para mim essas 
> definições identificam o
> > trabalhoque deva fazer com o judô:
> > 1) O técnico, tem que produzir resultado com seu 
> compromisso ético e moral
> > mais se centralizando no desempenho;
> > 2) O professor está comprometido com a escola e 
> deve estar centrado no
> > processo educacional, ai o judõ estaria como 
> ferramenta educacional, como
> > meio e não fim;
> > 3) O profissional deve ter como compromisso como o 
> seu cliente sua
> > motivação, essencialmente isso, quer seja o judô 
> adaptado, para desempenho,
> > para saúde, etc. ELE deve se adequar ao seu cliente 
> ou clientes;
> > 4) Sensei para mim é um modo genérico e não definido 
> das ocupações acima,
> > mais atlelado a tradição japonesa que a definição 
> propriamente dita de seu
> > campo de atuação, por ser muito amplo não dá uma 
> definação pontual e sendo
> > tudo não é nada....por isso a minha dúvida.
> > Abração
> > Alexandre

> > ----- Original Message -----
> > From: <mcgac@xxxxxx>
> > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > Sent: Saturday, October 11, 2003 4:10 PM
> > Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto
> > 
> > 
> > > Oi Ale e demais amigos do jdô

> > > Desculpem-me se não me fiz entender antes mas vejo 
> a cootação de sensei de
> > forma
> > > bem abrajente para não criar constragimentos ou 
> maiores dificuldades
> > quando
> > > relacionado a um posicionamento pedagogico ou 
> frente aos modelos de
> > esporte
> > > apresentados pelo Prof Tubino. Se eu diferenciasse 
> um do outro poderia
> > criar
> > > contrangimentos e secatrismo dentro do proprio 
> esporte e isso eu nào
> > gostaria
> > > de criar para não dar margem à rotulações 
> (pejorativas para alguns) aos
> > > profissionais envolvidos no esporte ;o)
> > > O sensei para mim significa o individuo que 
> trabalha com Judo, tanto na
> > ensino,
> > > quanto no treinamento, reeducação por exemplo.
> > > Espero ter sido mais claro agora.
> > > Um forte abraço,
> > > Mauro Gurgel
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Citando Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>:
> > >
> > > > Mauro:
> > > > Só queria resolver uma questão: O que vc 
> entende por sensei,
> > técnico,
> > > > profissional e professor? Pois acho que não tenho 
> as mesmas definições
> > que
> > > > vc e acho confuso em relação meu referencial 
> teórico suas observações.
> > Qual
> > > > o valor que vc dá para cada um desses personagens 

> sociais em relação ao
> > > > judô?
> > > > Abraço
> > > > Alexandre
> > > > ----- Original Message -----
> > > > From: <mcgac@xxxxxx>

> > > > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > > > Sent: Saturday, October 11, 2003 1:42 AM
> > > > Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto
> > > >
> > > >
> > > > > Oi amigos
> > > > >
> > > > > Não sei bem mas me parece que se está tentando 
> chegar a um consenso
> > quanto
> > > > a
> > > > > forma de se trabalhar e alguns aspetcos tem que 
> se rlevados em
> > > > consideração:
> > > > > 1) os objetivos do sensei que desenvolve um 
> trabalho num grande clube
> > > > > competitivo como Flamengo é o mesmo que o 
> sensei que ministra Judo no
> > > > Colégio?
> > > > > ele pode ser demitido se nao obtiver 
> resultados? e o sensei da
> > academia?
> > > > aonde
> > > > > ele fica? no meio termo? existe esse meio termo?
> > > > > 2) todos os judocas desejam a mesma coisa? 
> todos são avessos à
> > competição
> > > > ou
> > > > > existem judocas, que mesmo sendo bem jovens, 
> gostam de uma boa rinha?
> > > > > 3) há espaço para o Judo com enfase no esporte 
> educacional? aonde ele
> > se
> > > > > apresenta predominantemente?
> > > > > 4) e o Judo com enfase no rendimento, aonde ele 
> se apresenta?
> > > > > 5) há como equacionar as duas formas de 
> trabalho para suprir as
> > > > necesidades de
> > > > > uma clientela e de outra, respeitando as suas 
> vontades? como faze-lo,
> > > > abrindo
> > > > > horarios para escolinha e trenamento de pre-
> equipe e de equipe como na
> > > > > natação?
> > > > > O que o colegas sugerem?
> > > > > Um forte abraço,

> > > > > Mauro Gurgel
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Citando Fabricio Boscolo 
> <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>:
> > > > >
> > > > > > Olá Roberto.
> > > > > >
> > > > > > Quando se fala em assumir os modelos 

> existentes lembro muito
> > > > > > de como podemos fazer para mudá-lo

> > > > > > Em seu texto voce mesmo explana que já tentou 
> orienta-la por
> > > > > > outras direções, embora tenha sido em vão. 
> Acredito no nosso
> > > > > > poder de mudança e transformação, assim, 
> acredito que elas
> > > > > > possam ser feitas.
> > > > > >
> > > > > > "já os atletas têm mesmo é que entrar no 
> sistema de
> > > > > > treinamento desportivo de alto rendimento, 
> desde a infância"
> > > > > >
> > > > > > Não falei sistema competitivo, e afirmar 
> isso, ao meu ver é

> > > > > > um grande erro. Sou bem contrário ao sistema 
> competitivo

> > > > > > atual, tanto infantil quanto adulto.
> > > > > >
> > > > > > "vejo que ele está certo, diante do modelo 
> desumano,
> > > > > > marginalizador e anti-científico de 
> competição ao qual nossas
> > > > > > crianças são submetidas. A competição passa a 
> ser o objetivo,

> > > > > > o final e, dada a reprodução do ideal de 
> sociedade de alta
> > > > > > performance e sucesso, as crianças, desde de 
> cedo, sonham em
> > > > > > um dia também serem grandes campeãs, é 
> natural."

> > > > > >
> > > > > > Para mim aqui não tem nada de natural. O ser 
> humano é por
> > > > > > excelência um grande copiador. Assim, ao 
> vivermos de
> > > > > > exemplos, esses ideias são passados, cabe aos 
> orientadores
> > > > > > mudá-los. Não tenho a menor intenção de 
> promover as
> > > > > > competições infantis, sob óptica alguma, dado 

> que acho bem
> > > > > > mais interessante e proveitoso outras 
> atividades com
> > > > > > estes "judoquinhas".
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > "Tentei, em vão, convencer alguns colegas de 
> que deveríamos
> > > > > > mudar o foco de nossa atenção de formar 
> atletas e campeões,
> > > > > > para contribuir para uma formação permanente, 
> pra vida toda."
> > > > > >
> > > > > > Essa visão não é só sua, pode ter certeza. 
> Diversos
> > > > > > profissionais, e ai me incluo, preconizam uma 

> certa autonomia
> > > > > > pedagógica (me lembro do Jorgge Perez falando 
> isso) acerca
> > > > > > das atividades e exercícios físicos, assim, 
> como o sensei
> > > > > > Staneli fala em formar "cidadãos", na forma 
> de pensar dele, é
> > > > > > o sujeito realmente engajado na prática de 
> atividades
> > > > > > saudáveis, não só atividades fisicas.
> > > > > >
> > > > > > "'como treinar o atleta' mas sim, 'para que 
> treinar o atleta'"
> > > > > > É, nessa forma de observar acredito que 

> podemos somar
> > > > > > pensamentos congruentes. Tenho a visão de que 
> uma coisa é ser
> > > > > > atleta, a outra é ser sujeito praticante de 
> exercícios
> > > > > > físicos baseados nas lutas corporais, 

> especificamente o judo.
> > > > > > Uma coisa é treinar para lutar e participar 
> de campeonatos, a
> > > > > > outra é treinar para ter relações, contatos 
> sociais, almejar
> > > > > > incremento na saúde, sem correr o risco de 
> quebrar um dedo na
> > > > > > competição e ter que se explicar ao chefe (se 
> imagine como
> > > > > > dentista nessas horas).
> > > > > > Por isso vejo que não estou muito errado... 
> Se não se tem
> > > > > > grandes pretenções competitivas, não há 
> necessidade de
> > > > > > grandes estímulos para tal.
> > > > > >
> > > > > > Ao contrário de voce não fui um competidor 
> por excelência,
> > > > > > mesmo pq nunca foi o objetivo do meu 
> professor direcionar as
> > > > > > atividades para tal. Lembro bem quando ele 
> falava, que qria
> > > > > > primeiro formar homens, depois 
> competidores... (poucos desses
> > > > > > competidores chegaram a surgir)
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > "Temos que rediscutir os objetivos das 
> competições infantis;
> > > > > > que regras devem ser adotadas para que esses 
> objetivos possam
> > > > > > ser garantidos; uma forma de participação que 
> respeite
> > > > > > diferenças que vão além, simplesmente, da 
> idade e do peso"

> > > > > >
> > > > > > Estmaos aberto, a lista é para tal. Até somo 

> a isso a
> > > > > > pergunta: Por que não se pode colocar 
> indivíduos de até 10
> > > > > > anos (aproximadamente) do mesmo gênero 
> participando juntos?
> > > > > > Na verdade, para mim, aos 10 anos nem se 
> deveria entrar num
> > > > > > shiai-jo. Acho que deveriam ter outras formas 
> de encontro,
> > > > > > participação...
> > > > > >
> > > > > > Fabricio
> > > > > > ____________________________________________
> > > > > > Fabricio Boscolo Del Vecchio
> > > > > > Mestrando em Ciências do Esporte - UNICAMP
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