Oi Marcos e demais amigos do Judô
Interessante citação e ponto de vista.
O memso se tentou fazer com a Educação Física há alguns anos, quando seu nome
foi questonado. Apareceram vários novos nomes. Sobral (1988) cita o trabalho de
Bouchard et al., nos anos 60, que identificam dezenas de novos nomes para a EF
e nesse interim muito espertalhões queriam ser o "pai" da nova criança que
nascia. Criança essa que de nova não tinha nada!
Fico com medo de entrarmos nessa senda também redefinindo nomes atrelados à
posturas pedagógicas que poderão levar à rotulações pejorativas quando na
verdade o que mais nos interessa é levar novos conhecimentos aos senseis para
que deles se apropriem e enriqueçam suas práxis, sejam essas de ensino,
treinamento, reeducção ou outra qualquer ligada ao Judô.
Mesmo já sabendo de ante-mão a sua resposta, pois já discutimos muito isso na
época da sua monografia, vou perguntar de novo (rs):
O que vc acha?
Um forte abraço,
Mauro Gurgel
Citando "marcosantonio\\.lopes" <marcosantonio.lopes@xxxxxxxxxx>:
> Olá amigos do Judô.
> Também acho importante definir termos para apartir daí
> termos um referêncial para atuação.
>
> "4) Sensei para mim é um modo genérico e não definido
> das ocupações acima,
> > mais atlelado a tradição japonesa que a definição
> propriamente dita de seu
> > campo de atuação, por ser muito amplo não dá uma
> definação pontual e sendo
> > tudo não é nada..."
>
> Realmente acaba sendo isso, mas talvez possamos até
> pensar em uma definição que traga um compromentimento
> maior, que busque contribuir com a formação do cidadão.
> Ou seja, pensa-lo como Educador. Para melhor ilustrar
> essa idéia cito Rubem Alves, que em um de seus
> escritos, compara o Professor com o Eucalipto e o
> Educador com os Jequitibás. Os eucaliptos são plantados
> e cortados em série e são todos iguais... Já os
> jequitibás são mais difíceis de encontrar e são grandes
> belos e demora pra ser formado, ou melhor estão em
> constante formação, sendo portanto inacabado.
>
> E a essa idéia de Professor vejo tb o Técnico...
>
> Um abraço a todos.
>
>
> ---------- Início da mensagem original -----------
>
> De: "Alexandre Drigo"
> ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx
> Para: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
> Cc:
> Data: Sun, 12 Oct 2003 02:18:41 -0300
> Assunto: Re: [cevjudo-L] Roberto
>
> > Estou nesse questão Mauro porque para mim essas
> definições identificam o
> > trabalhoque deva fazer com o judô:
> > 1) O técnico, tem que produzir resultado com seu
> compromisso ético e moral
> > mais se centralizando no desempenho;
> > 2) O professor está comprometido com a escola e
> deve estar centrado no
> > processo educacional, ai o judõ estaria como
> ferramenta educacional, como
> > meio e não fim;
> > 3) O profissional deve ter como compromisso como o
> seu cliente sua
> > motivação, essencialmente isso, quer seja o judô
> adaptado, para desempenho,
> > para saúde, etc. ELE deve se adequar ao seu cliente
> ou clientes;
> > 4) Sensei para mim é um modo genérico e não definido
> das ocupações acima,
> > mais atlelado a tradição japonesa que a definição
> propriamente dita de seu
> > campo de atuação, por ser muito amplo não dá uma
> definação pontual e sendo
> > tudo não é nada....por isso a minha dúvida.
> > Abração
> > Alexandre
> > ----- Original Message -----
> > From: <mcgac@xxxxxx>
> > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > Sent: Saturday, October 11, 2003 4:10 PM
> > Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto
> >
> >
> > > Oi Ale e demais amigos do jdô
> > > Desculpem-me se não me fiz entender antes mas vejo
> a cootação de sensei de
> > forma
> > > bem abrajente para não criar constragimentos ou
> maiores dificuldades
> > quando
> > > relacionado a um posicionamento pedagogico ou
> frente aos modelos de
> > esporte
> > > apresentados pelo Prof Tubino. Se eu diferenciasse
> um do outro poderia
> > criar
> > > contrangimentos e secatrismo dentro do proprio
> esporte e isso eu nào
> > gostaria
> > > de criar para não dar margem à rotulações
> (pejorativas para alguns) aos
> > > profissionais envolvidos no esporte ;o)
> > > O sensei para mim significa o individuo que
> trabalha com Judo, tanto na
> > ensino,
> > > quanto no treinamento, reeducação por exemplo.
> > > Espero ter sido mais claro agora.
> > > Um forte abraço,
> > > Mauro Gurgel
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Citando Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>:
> > >
> > > > Mauro:
> > > > Só queria resolver uma questão: O que vc
> entende por sensei,
> > técnico,
> > > > profissional e professor? Pois acho que não tenho
> as mesmas definições
> > que
> > > > vc e acho confuso em relação meu referencial
> teórico suas observações.
> > Qual
> > > > o valor que vc dá para cada um desses personagens
> sociais em relação ao
> > > > judô?
> > > > Abraço
> > > > Alexandre
> > > > ----- Original Message -----
> > > > From: <mcgac@xxxxxx>
> > > > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > > > Sent: Saturday, October 11, 2003 1:42 AM
> > > > Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto
> > > >
> > > >
> > > > > Oi amigos
> > > > >
> > > > > Não sei bem mas me parece que se está tentando
> chegar a um consenso
> > quanto
> > > > a
> > > > > forma de se trabalhar e alguns aspetcos tem que
> se rlevados em
> > > > consideração:
> > > > > 1) os objetivos do sensei que desenvolve um
> trabalho num grande clube
> > > > > competitivo como Flamengo é o mesmo que o
> sensei que ministra Judo no
> > > > Colégio?
> > > > > ele pode ser demitido se nao obtiver
> resultados? e o sensei da
> > academia?
> > > > aonde
> > > > > ele fica? no meio termo? existe esse meio termo?
> > > > > 2) todos os judocas desejam a mesma coisa?
> todos são avessos à
> > competição
> > > > ou
> > > > > existem judocas, que mesmo sendo bem jovens,
> gostam de uma boa rinha?
> > > > > 3) há espaço para o Judo com enfase no esporte
> educacional? aonde ele
> > se
> > > > > apresenta predominantemente?
> > > > > 4) e o Judo com enfase no rendimento, aonde ele
> se apresenta?
> > > > > 5) há como equacionar as duas formas de
> trabalho para suprir as
> > > > necesidades de
> > > > > uma clientela e de outra, respeitando as suas
> vontades? como faze-lo,
> > > > abrindo
> > > > > horarios para escolinha e trenamento de pre-
> equipe e de equipe como na
> > > > > natação?
> > > > > O que o colegas sugerem?
> > > > > Um forte abraço,
> > > > > Mauro Gurgel
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > >
> > > > > Citando Fabricio Boscolo
> <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>:
> > > > >
> > > > > > Olá Roberto.
> > > > > >
> > > > > > Quando se fala em assumir os modelos
> existentes lembro muito
> > > > > > de como podemos fazer para mudá-lo
> > > > > > Em seu texto voce mesmo explana que já tentou
> orienta-la por
> > > > > > outras direções, embora tenha sido em vão.
> Acredito no nosso
> > > > > > poder de mudança e transformação, assim,
> acredito que elas
> > > > > > possam ser feitas.
> > > > > >
> > > > > > "já os atletas têm mesmo é que entrar no
> sistema de
> > > > > > treinamento desportivo de alto rendimento,
> desde a infância"
> > > > > >
> > > > > > Não falei sistema competitivo, e afirmar
> isso, ao meu ver é
> > > > > > um grande erro. Sou bem contrário ao sistema
> competitivo
> > > > > > atual, tanto infantil quanto adulto.
> > > > > >
> > > > > > "vejo que ele está certo, diante do modelo
> desumano,
> > > > > > marginalizador e anti-científico de
> competição ao qual nossas
> > > > > > crianças são submetidas. A competição passa a
> ser o objetivo,
> > > > > > o final e, dada a reprodução do ideal de
> sociedade de alta
> > > > > > performance e sucesso, as crianças, desde de
> cedo, sonham em
> > > > > > um dia também serem grandes campeãs, é
> natural."
> > > > > >
> > > > > > Para mim aqui não tem nada de natural. O ser
> humano é por
> > > > > > excelência um grande copiador. Assim, ao
> vivermos de
> > > > > > exemplos, esses ideias são passados, cabe aos
> orientadores
> > > > > > mudá-los. Não tenho a menor intenção de
> promover as
> > > > > > competições infantis, sob óptica alguma, dado
> que acho bem
> > > > > > mais interessante e proveitoso outras
> atividades com
> > > > > > estes "judoquinhas".
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > "Tentei, em vão, convencer alguns colegas de
> que deveríamos
> > > > > > mudar o foco de nossa atenção de formar
> atletas e campeões,
> > > > > > para contribuir para uma formação permanente,
> pra vida toda."
> > > > > >
> > > > > > Essa visão não é só sua, pode ter certeza.
> Diversos
> > > > > > profissionais, e ai me incluo, preconizam uma
> certa autonomia
> > > > > > pedagógica (me lembro do Jorgge Perez falando
> isso) acerca
> > > > > > das atividades e exercícios físicos, assim,
> como o sensei
> > > > > > Staneli fala em formar "cidadãos", na forma
> de pensar dele, é
> > > > > > o sujeito realmente engajado na prática de
> atividades
> > > > > > saudáveis, não só atividades fisicas.
> > > > > >
> > > > > > "'como treinar o atleta' mas sim, 'para que
> treinar o atleta'"
> > > > > > É, nessa forma de observar acredito que
> podemos somar
> > > > > > pensamentos congruentes. Tenho a visão de que
> uma coisa é ser
> > > > > > atleta, a outra é ser sujeito praticante de
> exercícios
> > > > > > físicos baseados nas lutas corporais,
> especificamente o judo.
> > > > > > Uma coisa é treinar para lutar e participar
> de campeonatos, a
> > > > > > outra é treinar para ter relações, contatos
> sociais, almejar
> > > > > > incremento na saúde, sem correr o risco de
> quebrar um dedo na
> > > > > > competição e ter que se explicar ao chefe (se
> imagine como
> > > > > > dentista nessas horas).
> > > > > > Por isso vejo que não estou muito errado...
> Se não se tem
> > > > > > grandes pretenções competitivas, não há
> necessidade de
> > > > > > grandes estímulos para tal.
> > > > > >
> > > > > > Ao contrário de voce não fui um competidor
> por excelência,
> > > > > > mesmo pq nunca foi o objetivo do meu
> professor direcionar as
> > > > > > atividades para tal. Lembro bem quando ele
> falava, que qria
> > > > > > primeiro formar homens, depois
> competidores... (poucos desses
> > > > > > competidores chegaram a surgir)
> > > > > >
> > > > > >
> > > > > > "Temos que rediscutir os objetivos das
> competições infantis;
> > > > > > que regras devem ser adotadas para que esses
> objetivos possam
> > > > > > ser garantidos; uma forma de participação que
> respeite
> > > > > > diferenças que vão além, simplesmente, da
> idade e do peso"
> > > > > >
> > > > > > Estmaos aberto, a lista é para tal. Até somo
> a isso a
> > > > > > pergunta: Por que não se pode colocar
> indivíduos de até 10
> > > > > > anos (aproximadamente) do mesmo gênero
> participando juntos?
> > > > > > Na verdade, para mim, aos 10 anos nem se
> deveria entrar num
> > > > > > shiai-jo. Acho que deveriam ter outras formas
> de encontro,
> > > > > > participação...
> > > > > >
> > > > > > Fabricio
> > > > > > ____________________________________________
> > > > > > Fabricio Boscolo Del Vecchio
> > > > > > Mestrando em Ciências do Esporte - UNICAMP
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