cevjudo

Re: [cevjudo-L] Roberto

To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto
From: "Alexandre Drigo" <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>
Date: Sun, 12 Oct 2003 02:18:41 -0300
Estou nesse questão Mauro porque para mim essas definições identificam o
trabalhoque deva fazer com o judô:
1) O técnico, tem que produzir resultado com seu compromisso ético e moral
mais se centralizando no desempenho;
2) O professor está comprometido com a escola e deve estar centrado no
processo educacional, ai o judõ estaria como ferramenta educacional, como
meio e não fim;
3) O profissional deve ter como compromisso como o seu cliente sua
motivação, essencialmente isso, quer seja o judô adaptado, para desempenho,
para saúde, etc. ELE deve se adequar ao seu cliente ou clientes;
4) Sensei para mim é um modo genérico e não definido das ocupações acima,
mais atlelado a tradição japonesa que a definição propriamente dita de seu
campo de atuação, por ser muito amplo não dá uma definação pontual e sendo
tudo não é nada....por isso a minha dúvida.
Abração
Alexandre
----- Original Message -----
From: <mcgac@xxxxxx>
To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Saturday, October 11, 2003 4:10 PM
Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto


> Oi Ale e demais amigos do jdô
> Desculpem-me se não me fiz entender antes mas vejo a cootação de sensei de
forma
> bem abrajente para não criar constragimentos ou maiores dificuldades
quando
> relacionado a um posicionamento pedagogico ou frente aos modelos de
esporte
> apresentados pelo Prof Tubino. Se eu diferenciasse um do outro poderia
criar
> contrangimentos e secatrismo dentro do proprio esporte e isso eu nào
gostaria
> de criar para não dar margem à rotulações (pejorativas para alguns) aos
> profissionais envolvidos no esporte ;o)
> O sensei para mim significa o individuo que trabalha com Judo, tanto na
ensino,
> quanto no treinamento, reeducação por exemplo.
> Espero ter sido mais claro agora.
> Um forte abraço,
> Mauro Gurgel
>
>
>
>
> Citando Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>:
>
> > Mauro:
> > Só queria resolver uma questão: O que vc entende por sensei,
técnico,
> > profissional e professor? Pois acho que não tenho as mesmas definições
que
> > vc e acho confuso em relação meu referencial teórico suas observações.
Qual
> > o valor que vc dá para cada um desses personagens sociais em relação ao
> > judô?
> > Abraço
> > Alexandre
> > ----- Original Message -----
> > From: <mcgac@xxxxxx>
> > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > Sent: Saturday, October 11, 2003 1:42 AM
> > Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto
> >
> >
> > > Oi amigos
> > >
> > > Não sei bem mas me parece que se está tentando chegar a um consenso
quanto
> > a
> > > forma de se trabalhar e alguns aspetcos tem que se rlevados em
> > consideração:
> > > 1) os objetivos do sensei que desenvolve um trabalho num grande clube
> > > competitivo como Flamengo é o mesmo que o sensei que ministra Judo no
> > Colégio?
> > > ele pode ser demitido se nao obtiver resultados? e o sensei da
academia?
> > aonde
> > > ele fica? no meio termo? existe esse meio termo?
> > > 2) todos os judocas desejam a mesma coisa? todos são avessos à
competição
> > ou
> > > existem judocas, que mesmo sendo bem jovens, gostam de uma boa rinha?
> > > 3) há espaço para o Judo com enfase no esporte educacional? aonde ele
se
> > > apresenta predominantemente?
> > > 4) e o Judo com enfase no rendimento, aonde ele se apresenta?
> > > 5) há como equacionar as duas formas de trabalho para suprir as
> > necesidades de
> > > uma clientela e de outra, respeitando as suas vontades? como faze-lo,
> > abrindo
> > > horarios para escolinha e trenamento de pre-equipe e de equipe como na
> > > natação?
> > > O que o colegas sugerem?
> > > Um forte abraço,
> > > Mauro Gurgel
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Citando Fabricio Boscolo <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>:
> > >
> > > > Olá Roberto.
> > > >
> > > > Quando se fala em assumir os modelos existentes lembro muito
> > > > de como podemos fazer para mudá-lo
> > > > Em seu texto voce mesmo explana que já tentou orienta-la por
> > > > outras direções, embora tenha sido em vão. Acredito no nosso
> > > > poder de mudança e transformação, assim, acredito que elas
> > > > possam ser feitas.
> > > >
> > > > "já os atletas têm mesmo é que entrar no sistema de
> > > > treinamento desportivo de alto rendimento, desde a infância"
> > > >
> > > > Não falei sistema competitivo, e afirmar isso, ao meu ver é
> > > > um grande erro. Sou bem contrário ao sistema competitivo
> > > > atual, tanto infantil quanto adulto.
> > > >
> > > > "vejo que ele está certo, diante do modelo desumano,
> > > > marginalizador e anti-científico de competição ao qual nossas
> > > > crianças são submetidas. A competição passa a ser o objetivo,
> > > > o final e, dada a reprodução do ideal de sociedade de alta
> > > > performance e sucesso, as crianças, desde de cedo, sonham em
> > > > um dia também serem grandes campeãs, é natural."
> > > >
> > > > Para mim aqui não tem nada de natural. O ser humano é por
> > > > excelência um grande copiador. Assim, ao vivermos de
> > > > exemplos, esses ideias são passados, cabe aos orientadores
> > > > mudá-los. Não tenho a menor intenção de promover as
> > > > competições infantis, sob óptica alguma, dado que acho bem
> > > > mais interessante e proveitoso outras atividades com
> > > > estes "judoquinhas".
> > > >
> > > >
> > > > "Tentei, em vão, convencer alguns colegas de que deveríamos
> > > > mudar o foco de nossa atenção de formar atletas e campeões,
> > > > para contribuir para uma formação permanente, pra vida toda."
> > > >
> > > > Essa visão não é só sua, pode ter certeza. Diversos
> > > > profissionais, e ai me incluo, preconizam uma certa autonomia
> > > > pedagógica (me lembro do Jorgge Perez falando isso) acerca
> > > > das atividades e exercícios físicos, assim, como o sensei
> > > > Staneli fala em formar "cidadãos", na forma de pensar dele, é
> > > > o sujeito realmente engajado na prática de atividades
> > > > saudáveis, não só atividades fisicas.
> > > >
> > > > "'como treinar o atleta' mas sim, 'para que treinar o atleta'"
> > > > É, nessa forma de observar acredito que podemos somar
> > > > pensamentos congruentes. Tenho a visão de que uma coisa é ser
> > > > atleta, a outra é ser sujeito praticante de exercícios
> > > > físicos baseados nas lutas corporais, especificamente o judo.
> > > > Uma coisa é treinar para lutar e participar de campeonatos, a
> > > > outra é treinar para ter relações, contatos sociais, almejar
> > > > incremento na saúde, sem correr o risco de quebrar um dedo na
> > > > competição e ter que se explicar ao chefe (se imagine como
> > > > dentista nessas horas).
> > > > Por isso vejo que não estou muito errado... Se não se tem
> > > > grandes pretenções competitivas, não há necessidade de
> > > > grandes estímulos para tal.
> > > >
> > > > Ao contrário de voce não fui um competidor por excelência,
> > > > mesmo pq nunca foi o objetivo do meu professor direcionar as
> > > > atividades para tal. Lembro bem quando ele falava, que qria
> > > > primeiro formar homens, depois competidores... (poucos desses
> > > > competidores chegaram a surgir)
> > > >
> > > >
> > > > "Temos que rediscutir os objetivos das competições infantis;
> > > > que regras devem ser adotadas para que esses objetivos possam
> > > > ser garantidos; uma forma de participação que respeite
> > > > diferenças que vão além, simplesmente, da idade e do peso"
> > > >
> > > > Estmaos aberto, a lista é para tal. Até somo a isso a
> > > > pergunta: Por que não se pode colocar indivíduos de até 10
> > > > anos (aproximadamente) do mesmo gênero participando juntos?
> > > > Na verdade, para mim, aos 10 anos nem se deveria entrar num
> > > > shiai-jo. Acho que deveriam ter outras formas de encontro,
> > > > participação...
> > > >
> > > > Fabricio
> > > > ____________________________________________
> > > > Fabricio Boscolo Del Vecchio
> > > > Mestrando em Ciências do Esporte - UNICAMP
> > > > http://www.judodaunicamp.hpg.com.br
> > > >
> > > >
> > > > ---
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