Mauro meu amigão vou rebater algumas idéias suas;
> Estamos vivendo uma fase de transição no Judo, onde a antiga posição
autoritária
> e diretiva dos senseis, baseadas em comandos, determinações e dogmas
> incontestáveis está mudando a cada dia com a melhor formação dos
profissionais
> que na área atuam. Lembre-se de que há alguns anos sequer tínhamos espaço
para
> debater nossas posições com mais tranquilidade e transparência sem sermos
> tachados de indisciplinados ou coisa parecida.
Não sei não, não estou tão certo disso, pois até agora não percebi nenhum
posicionamento "de cima" tentando atrair a comunidade acadêmica para
discussões sérias e profundas. Vc sabe que os encontros promovidos acabam
sendo mais auto-promocionais do que efetivamente da evolução do
conhecimento, não vejo diferença não. Apenas algumas pessoas estão mais
indisciplinadas que esbravejam, só isso.
> Felizmente, estamos vivendo uma nova era no Judo aonde podemos questionar
certas
> posturas e atitudes e procurar novas soluções para os atingos problemas
pois
> essa nova geraçào de senseis está se baseando em conhecimento científico.
Esté
> não é doutrinário e nem dogmático pois sempre tenta por à prova seus
achados e
> suposições. tanto assim o é que nos estudos de cunho cirntífico, dizemos
que os
> resultados sugerem ou nos fazem concluir que haja uma tendência para que
os
> fatos surjam como os pesuisadores verificaram. Na própria pesquisa esses
> pesquiadores também indicam futuros caminhos a serem trilhados nos
próximos
> estudos para questionar até mesmo os seus achados.
Continuo vendo um vácuo de no mínimo 100 anos entre a produção acadêmica e o
"campo" judô...
> Essa atitude questionadora e desejosa de aprender a cada dia mais tem
vindo de
> dos novos pesquisadores do Judô que se baseiam em conhecimento científico
para
> encarar as realidade prátrica do Judô e suas questões específicas.
> Isso tudo é resultado de uma formação acadêmica de nível superior que tem
sido
> alcançada pelos novos senseis.
> Pensem nisso, pois esse processo de aprimoramento intelectual e de
formação está
> apenas começando em esporte e tenderá a se fixar e alastrar com o tempo
;o)
Continuo não sendo otimista como vc, pesquiso judô a 13 anos e só vi alguma
mudança devido a regulamentação da EF, que tiveram que fazer certas
adequações políticas, ainda não vejo um comprometimento sério entre
Universidade e Federação e debates reais sobre o conhecimento, na prática é
só tradição. Veja temos 8-9 meses para a olimpiada e a CBJ que fazer 3
seletivas até lá, a mesma imprudência de sempre, esse tempo era para
preparar os atletas para um bom desempenho, os caras MATAM os atletas em
casa. No mundial levaram os atletas para lutar com os japoneses uma semana
antes do torneio, para que? Para os japas aprenderem como nossos atletas
lutam, para os japas machucarem nossos atletas (só um tonto não acreditaria
que eles estavam defendendo as cores deles), e isso meu amigo, só sou guiado
pelo bom senso e dizer o que estou colocando agora na lista significa :
-O Drigo se acha dono da verdade;
-O Drigo nem judô sabe;
-O Drigo é queimado;
-Os caras odeiam o Drigo.
-Ele não passa de um korai (nem se se escreve assim);
E fico aqui só com um pouco de bom senso em ninhas colocações, não
ofensivass mas com bom senso e vc vem me dizer que o modelo está
mudando????!!!!!!???????
Abração cara
Alexandre Drigo
>
>
> Citando Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>:
>
> > Oi Fabrício;
> > Eu sei que vc acha parceiro, mais o que realmente me preocupa é o
> > processo de sacralização existente nas artes marciais e que limitam em
muito
> > as discussões pedagógicas, pertinentes e necessárias a área das lutas.
> > Concordo plenamente que o ambiente das lutas sejam propícias a educação,
> > como o do basquete, do tênis, volei, atletismo, e esportes em geral, vai
> > depender da ética, moral e da própria formação do técnico envolvido.
Nisto
> > acredito, porque quando vemos que apenas o judô possuem esses
"ensinamentos
> > morais" (que em grande parte eu discordo) estamos promovendo a
> > "beatificação" ou "dogmatização" do judoca e o preconceito do "campo"
judõ
> > em relação as outras formas de manifestações corporais, esportivas ou
não.
> > Abraço e valeu pela discussão
> > Alexandre Drigo
> > ----- Original Message -----
> > From: "Fabricio Boscolo" <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>
> > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > Sent: Thursday, October 09, 2003 8:44 AM
> > Subject: [cevjudo-L] não mais técnica
> >
> >
> > > Olá Ale... blz?
> > > Bem, quanto ao indivíduo ser util ou não para a sociedade não
> > > está restrito, ao meu ver, à profissão dele... Na verdade,
> > > para mim, a profissão não tem correlação com a dignidade da
> > > pessoa, mesmo pq desde quando ser judoca no país Brasil, é
> > > ser profissional?
> > > Quando falo em cidadãos úteis procuro mostrar que o ambiente
> > > das lutas é propício para também se trabalhar os aspectos
> > > morais, éticos e sociais.
> > > Com isso não quero que se tenha uma visão utilitarista, que
> > > ela serve para isso, para aquilo, simplesmente declaro esse
> > > pensamento pois vivi experiências únicas no ambiente
> > > academia, com um senhor que propos me passar vários
> > > conceitos, e isso acho que vale a pena.
> > > Agora se as pessoas se "utilizam" ou não, está além das
> > > possibilidades de intervenção do educador.
> > >
> > > Desculpe se eu passei a intenção de dizer que as crianças
> > > devem, todas, em todos os aspectos entrar no funil do alto
> > > rendimento desportivo... De fato, não foi a intenção, mesmo
> > > pq, como vc disse e eu penso, num país de trabalho infantil
> > > (olha só, até as crianças são profissionais, e os judocas,
> > > não), não se tem como sustentar as vias desde a tenra idade.
> > > Observo que existem duas grandes fases de evasão no judo, da
> > > 8a. série para o ensino médio, e do 3o. colegial para o
> > > ambiente universitário, coisas de colégio técnico, cursinhos,
> > > dedicação integral aos estudos, mesmo sabendo que a atividade
> > > física apresenta características positivas frente atividade
> > > psicologicamente estressantes.
> > >
> > > " Desenvolver qualidades físicas, coordenativas gerais na
> > > criança é uma coisa, agora decidir se ela é atleta ou não, na
> > > minha concepção é prematuro e imprudente...."
> > >
> > > Veja bem, para mim, nenhuma criança é atleta. Ela, com muito
> > > sofrimento em todos os sentidos pode vir a ser um, mas para
> > > isso, mais de dois ou cinco fatores estão envolvidos.
> > > Embora eu pense que cada um deve seguir suas orientações
> > > pessoais, o professor que quer formar atletas deve atuar de
> > > uma maneira, o que não quer formar, ao meu ver, se mostra
> > > diferente... Bem, ainda me vejo confuso neste tocante, mas
> > > será que dá para conciliar as coisas, sempre?
> > >
> > > Fabricio
> > >
> > > ps: e as perguntas passadas? elas estão ficando pelo caminho
> > >
> > >
> > > ---
> > > Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
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