Meu querido Ale
Estamos vivendo uma fase de transição no Judo, onde a antiga posição autoritária
e diretiva dos senseis, baseadas em comandos, determinações e dogmas
incontestáveis está mudando a cada dia com a melhor formação dos profissionais
que na área atuam. Lembre-se de que há alguns anos sequer tínhamos espaço para
debater nossas posições com mais tranquilidade e transparência sem sermos
tachados de indisciplinados ou coisa parecida.
Felizmente, estamos vivendo uma nova era no Judo aonde podemos questionar certas
posturas e atitudes e procurar novas soluções para os atingos problemas pois
essa nova geraçào de senseis está se baseando em conhecimento científico. Esté
não é doutrinário e nem dogmático pois sempre tenta por à prova seus achados e
suposições. tanto assim o é que nos estudos de cunho cirntífico, dizemos que os
resultados sugerem ou nos fazem concluir que haja uma tendência para que os
fatos surjam como os pesuisadores verificaram. Na própria pesquisa esses
pesquiadores também indicam futuros caminhos a serem trilhados nos próximos
estudos para questionar até mesmo os seus achados.
Essa atitude questionadora e desejosa de aprender a cada dia mais tem vindo de
dos novos pesquisadores do Judô que se baseiam em conhecimento científico para
encarar as realidade prátrica do Judô e suas questões específicas.
Isso tudo é resultado de uma formação acadêmica de nível superior que tem sido
alcançada pelos novos senseis.
Pensem nisso, pois esse processo de aprimoramento intelectual e de formação está
apenas começando em esporte e tenderá a se fixar e alastrar com o tempo ;o)
Um forte abraço a todos,
Mauro Gurgel
Citando Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>:
> Oi Fabrício;
> Eu sei que vc acha parceiro, mais o que realmente me preocupa é o
> processo de sacralização existente nas artes marciais e que limitam em muito
> as discussões pedagógicas, pertinentes e necessárias a área das lutas.
> Concordo plenamente que o ambiente das lutas sejam propícias a educação,
> como o do basquete, do tênis, volei, atletismo, e esportes em geral, vai
> depender da ética, moral e da própria formação do técnico envolvido. Nisto
> acredito, porque quando vemos que apenas o judô possuem esses "ensinamentos
> morais" (que em grande parte eu discordo) estamos promovendo a
> "beatificação" ou "dogmatização" do judoca e o preconceito do "campo" judõ
> em relação as outras formas de manifestações corporais, esportivas ou não.
> Abraço e valeu pela discussão
> Alexandre Drigo
> ----- Original Message -----
> From: "Fabricio Boscolo" <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>
> To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> Sent: Thursday, October 09, 2003 8:44 AM
> Subject: [cevjudo-L] não mais técnica
>
>
> > Olá Ale... blz?
> > Bem, quanto ao indivíduo ser util ou não para a sociedade não
> > está restrito, ao meu ver, à profissão dele... Na verdade,
> > para mim, a profissão não tem correlação com a dignidade da
> > pessoa, mesmo pq desde quando ser judoca no país Brasil, é
> > ser profissional?
> > Quando falo em cidadãos úteis procuro mostrar que o ambiente
> > das lutas é propício para também se trabalhar os aspectos
> > morais, éticos e sociais.
> > Com isso não quero que se tenha uma visão utilitarista, que
> > ela serve para isso, para aquilo, simplesmente declaro esse
> > pensamento pois vivi experiências únicas no ambiente
> > academia, com um senhor que propos me passar vários
> > conceitos, e isso acho que vale a pena.
> > Agora se as pessoas se "utilizam" ou não, está além das
> > possibilidades de intervenção do educador.
> >
> > Desculpe se eu passei a intenção de dizer que as crianças
> > devem, todas, em todos os aspectos entrar no funil do alto
> > rendimento desportivo... De fato, não foi a intenção, mesmo
> > pq, como vc disse e eu penso, num país de trabalho infantil
> > (olha só, até as crianças são profissionais, e os judocas,
> > não), não se tem como sustentar as vias desde a tenra idade.
> > Observo que existem duas grandes fases de evasão no judo, da
> > 8a. série para o ensino médio, e do 3o. colegial para o
> > ambiente universitário, coisas de colégio técnico, cursinhos,
> > dedicação integral aos estudos, mesmo sabendo que a atividade
> > física apresenta características positivas frente atividade
> > psicologicamente estressantes.
> >
> > " Desenvolver qualidades físicas, coordenativas gerais na
> > criança é uma coisa, agora decidir se ela é atleta ou não, na
> > minha concepção é prematuro e imprudente...."
> >
> > Veja bem, para mim, nenhuma criança é atleta. Ela, com muito
> > sofrimento em todos os sentidos pode vir a ser um, mas para
> > isso, mais de dois ou cinco fatores estão envolvidos.
> > Embora eu pense que cada um deve seguir suas orientações
> > pessoais, o professor que quer formar atletas deve atuar de
> > uma maneira, o que não quer formar, ao meu ver, se mostra
> > diferente... Bem, ainda me vejo confuso neste tocante, mas
> > será que dá para conciliar as coisas, sempre?
> >
> > Fabricio
> >
> > ps: e as perguntas passadas? elas estão ficando pelo caminho
> >
> >
> > ---
> > Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
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