Amigos do Judo
Pelo que percebo da discussão travada aqui é que a competição pode trazer
resultados ruins se não for pedagogicamente trabalhada e for enfatizada como
único meio de contato social entre os judocas durante o processo
ensino-aprendizagem. Entretanto ela também é vista por vários autores da
sociologia como um processo social básico, ou seja, ela ocorre em qualquer
agrupamento social independentemente da nossa vontade. Sendo assim continuo
pensando que o que pode fazer a grande diferença é a forma que a competição é
trabalhada em termos do nivel de exigencias e pressões que ela oferece, a
quantidade de estimulos competitivos e a ênfase à ela dada frente à outras
formas de eventos: encontros, festivais, clinicas e etc..
Um forte abraço a todos,
Mauro Gurgel
Citando Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>:
> Nossa Haroldo, vc viu isso? Que milagre;
> No ano passado o professor de judõ que mais especializa precocemente
> seus alunos ( que faz campeões até 12 anos) foi o técnico destaque do ano
> pelas suas inúmeras conquistas... O professor Matheus Sugisaki (vice
> presidente vitalício da entidade) fez um apelo emocionado exaltando a
> importância da competição para crianças (está na página da www.fpj.com.br) e
> foi até discutida pelo Fabrício a algum tempo. Então que sorte vc deu
> amigo...
> Abração
> Alexandre
> ----- Original Message -----
> From: "Haroldo de Lima Arouca" <arouca@xxxxxxxxxxxx>
> To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> Sent: Friday, October 10, 2003 8:27 AM
> Subject: Re: [cevjudo-L] Roberto3 - a calmaria
>
>
> > Roberto, Fabricio, demais listeiros ...
> >
> > Poso meter o bedelho neste tema ?
> >
> > Em um festival promovido pela Federação Paulista de Judo em SP, vi uma
> > situacao maravilhosa: Antes de iniciarem as atividades do festival, todas
> as
> > criancas (acho que a faixa etária era ate 12 anos ) foram reunidas no
> shiai
> > jo (seis areas no ginásio do São Paulo) e ouviram como deveriam proceder,
> as
> > técnicas que não seriam avaliadas (que foram inclusive demonstradas por
> > alunos do palmeiras da mesma faixa etária), o que aconteceria se eles as
> > executassem, breves (rapidíssimos mesmo) incentivos dos dirigentes e dos
> > grandes nomes que se fizeram presentes. As palavras vindas dos idolos,
> > cativaram a atencao da garotada e trabalharam os pais. O festival que se
> > seguiu foi um maravilhoso exemplo do judo que eu sempre gostaria de ver,
> > fiquei muito triste por não ter a oportunidade de mostrar a todos os meus
> > alunos as imagens do público, dos pais, da arbitragem, da mesa, para que
> > eles pudessem aprender como deveria ser SEMPRE uma competição de Judo. Um
> > encontro amistoso onde o RESPEITO entre todos os participantes fosse MAIOR
> > que os objetivos individuais de cada um.
> >
> > Abracos a meus senseis virtuais
> >
> > Haroldo
> >
> > ----- Original Message -----
> > From: "Roberto" <anjosrc@xxxxxxxxx>
> > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > Sent: Friday, October 10, 2003 6:07 AM
> > Subject: RES: [cevjudo-L] Roberto3 - a calmaria
> >
> >
> > > Oi Listeiros,
> > >
> > > Pois é Fabrício, nos Festivais (e não competições) Infantis que ajudei a
> > > implantar, além de todas as crianças ganharem brindes e medalhas, o que
> > > obviamente não é o suficiente, todas lutavam (ou ainda lutam, acho eu)
> > mais
> > > de uma vez, independente de terem vencido ou perdido a primeira luta. A
> > luta
> > > não terminava no primeiro ipon, a arbitragem era educativa e não
> punitiva
> > e,
> > > a cada evento, era feito um trabalho com os pais buscando a compreensão
> de
> > > que a vitória e a derrota são contingências. Além de outras coisas como
> > não
> > > impedir nenhuma criança de lutar porque passou do peso, diminuindo assim
> a
> > > atrocidade de fazer uma criança aos 7 anos correr com agasalhos de
> > plástico
> > > e outros bichos, o que não é indicado nem para o adulto. Cabe ressaltar
> > que
> > > essa experiência vem sendo desenvolvida na FJERJ há mais de 5 anos.
> > Tivemos
> > > alguns resultados bem positivos.
> > > Quanto a discussão estressar, de vez em quando é bom. Mantido o nível de
> > > cordialidade que tiveste, vamos longe, sem problemas.
> > > Uma pergunta aos amigos: Falamos de golpes a serem ensinados primeiro ou
> > > depois. Já defendi que a mudança no modelo de competição é um caminho
> para
> > a
> > > mudança na práxis dos professores/instrutores nas academias e escolas.
> > Vocês
> > > acreditam que a mudança nas regras infantis, proibindo a execução de
> > alguns
> > > golpes mais traumáticos, poderia ser um fator positivo para que houvesse
> > uma
> > > melhor análise de como começar a ensinar Judô às crianças (7 a 12 anos),
> > > como já acontece, por exemplo, com chaves-de-braço e estrangulamentos?
> Não
> > > seria necessária uma revisão do próprio gokyo?
> > >
> > > Um abração Fabrício e demais listeiros.
> > >
> > > Roberto Corrêa.
> > >
> >
> >
> >
> > SAIR DA LISTA: mande msg em branco para
> cevjudo-L-unsubscribe@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
> > Leia a NETIQUETA das listas do CEV: http://www.cev.org.br/listas/dicas.htm
> >
> >
> >
> > Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em:
> http://br.yahoo.com/info/utos.html
> >
>
>
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>
>
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>
>
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