Oi Fabrício;
Eu sei que vc acha parceiro, mais o que realmente me preocupa é o
processo de sacralização existente nas artes marciais e que limitam em muito
as discussões pedagógicas, pertinentes e necessárias a área das lutas.
Concordo plenamente que o ambiente das lutas sejam propícias a educação,
como o do basquete, do tênis, volei, atletismo, e esportes em geral, vai
depender da ética, moral e da própria formação do técnico envolvido. Nisto
acredito, porque quando vemos que apenas o judô possuem esses "ensinamentos
morais" (que em grande parte eu discordo) estamos promovendo a
"beatificação" ou "dogmatização" do judoca e o preconceito do "campo" judõ
em relação as outras formas de manifestações corporais, esportivas ou não.
Abraço e valeu pela discussão
Alexandre Drigo
----- Original Message -----
From: "Fabricio Boscolo" <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>
To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Thursday, October 09, 2003 8:44 AM
Subject: [cevjudo-L] não mais técnica
> Olá Ale... blz?
> Bem, quanto ao indivíduo ser util ou não para a sociedade não
> está restrito, ao meu ver, à profissão dele... Na verdade,
> para mim, a profissão não tem correlação com a dignidade da
> pessoa, mesmo pq desde quando ser judoca no país Brasil, é
> ser profissional?
> Quando falo em cidadãos úteis procuro mostrar que o ambiente
> das lutas é propício para também se trabalhar os aspectos
> morais, éticos e sociais.
> Com isso não quero que se tenha uma visão utilitarista, que
> ela serve para isso, para aquilo, simplesmente declaro esse
> pensamento pois vivi experiências únicas no ambiente
> academia, com um senhor que propos me passar vários
> conceitos, e isso acho que vale a pena.
> Agora se as pessoas se "utilizam" ou não, está além das
> possibilidades de intervenção do educador.
>
> Desculpe se eu passei a intenção de dizer que as crianças
> devem, todas, em todos os aspectos entrar no funil do alto
> rendimento desportivo... De fato, não foi a intenção, mesmo
> pq, como vc disse e eu penso, num país de trabalho infantil
> (olha só, até as crianças são profissionais, e os judocas,
> não), não se tem como sustentar as vias desde a tenra idade.
> Observo que existem duas grandes fases de evasão no judo, da
> 8a. série para o ensino médio, e do 3o. colegial para o
> ambiente universitário, coisas de colégio técnico, cursinhos,
> dedicação integral aos estudos, mesmo sabendo que a atividade
> física apresenta características positivas frente atividade
> psicologicamente estressantes.
>
> " Desenvolver qualidades físicas, coordenativas gerais na
> criança é uma coisa, agora decidir se ela é atleta ou não, na
> minha concepção é prematuro e imprudente...."
>
> Veja bem, para mim, nenhuma criança é atleta. Ela, com muito
> sofrimento em todos os sentidos pode vir a ser um, mas para
> isso, mais de dois ou cinco fatores estão envolvidos.
> Embora eu pense que cada um deve seguir suas orientações
> pessoais, o professor que quer formar atletas deve atuar de
> uma maneira, o que não quer formar, ao meu ver, se mostra
> diferente... Bem, ainda me vejo confuso neste tocante, mas
> será que dá para conciliar as coisas, sempre?
>
> Fabricio
>
> ps: e as perguntas passadas? elas estão ficando pelo caminho
>
>
> ---
> Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
> AntiPop-up UOL - É grátis!
> http://antipopup.uol.com.br
>
>
> SAIR DA LISTA: mande msg em branco para
cevjudo-L-unsubscribe@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
> Leia a NETIQUETA das listas do CEV: http://www.cev.org.br/listas/dicas.htm
>
>
>
> Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em:
http://br.yahoo.com/info/utos.html
>
|