Oi amigos
Não sei bem mas me parece que se está tentando chegar a um consenso quanto a
forma de se trabalhar e alguns aspetcos tem que se rlevados em consideração:
1) os objetivos do sensei que desenvolve um trabalho num grande clube
competitivo como Flamengo é o mesmo que o sensei que ministra Judo no Colégio?
ele pode ser demitido se nao obtiver resultados? e o sensei da academia? aonde
ele fica? no meio termo? existe esse meio termo?
2) todos os judocas desejam a mesma coisa? todos são avessos à competição ou
existem judocas, que mesmo sendo bem jovens, gostam de uma boa rinha?
3) há espaço para o Judo com enfase no esporte educacional? aonde ele se
apresenta predominantemente?
4) e o Judo com enfase no rendimento, aonde ele se apresenta?
5) há como equacionar as duas formas de trabalho para suprir as necesidades de
uma clientela e de outra, respeitando as suas vontades? como faze-lo, abrindo
horarios para escolinha e trenamento de pre-equipe e de equipe como na
natação?
O que o colegas sugerem?
Um forte abraço,
Mauro Gurgel
Citando Fabricio Boscolo <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>:
> Olá Roberto.
>
> Quando se fala em assumir os modelos existentes lembro muito
> de como podemos fazer para mudá-lo
> Em seu texto voce mesmo explana que já tentou orienta-la por
> outras direções, embora tenha sido em vão. Acredito no nosso
> poder de mudança e transformação, assim, acredito que elas
> possam ser feitas.
>
> "já os atletas têm mesmo é que entrar no sistema de
> treinamento desportivo de alto rendimento, desde a infância"
>
> Não falei sistema competitivo, e afirmar isso, ao meu ver é
> um grande erro. Sou bem contrário ao sistema competitivo
> atual, tanto infantil quanto adulto.
>
> "vejo que ele está certo, diante do modelo desumano,
> marginalizador e anti-científico de competição ao qual nossas
> crianças são submetidas. A competição passa a ser o objetivo,
> o final e, dada a reprodução do ideal de sociedade de alta
> performance e sucesso, as crianças, desde de cedo, sonham em
> um dia também serem grandes campeãs, é natural."
>
> Para mim aqui não tem nada de natural. O ser humano é por
> excelência um grande copiador. Assim, ao vivermos de
> exemplos, esses ideias são passados, cabe aos orientadores
> mudá-los. Não tenho a menor intenção de promover as
> competições infantis, sob óptica alguma, dado que acho bem
> mais interessante e proveitoso outras atividades com
> estes "judoquinhas".
>
>
> "Tentei, em vão, convencer alguns colegas de que deveríamos
> mudar o foco de nossa atenção de formar atletas e campeões,
> para contribuir para uma formação permanente, pra vida toda."
>
> Essa visão não é só sua, pode ter certeza. Diversos
> profissionais, e ai me incluo, preconizam uma certa autonomia
> pedagógica (me lembro do Jorgge Perez falando isso) acerca
> das atividades e exercícios físicos, assim, como o sensei
> Staneli fala em formar "cidadãos", na forma de pensar dele, é
> o sujeito realmente engajado na prática de atividades
> saudáveis, não só atividades fisicas.
>
> "'como treinar o atleta' mas sim, 'para que treinar o atleta'"
> É, nessa forma de observar acredito que podemos somar
> pensamentos congruentes. Tenho a visão de que uma coisa é ser
> atleta, a outra é ser sujeito praticante de exercícios
> físicos baseados nas lutas corporais, especificamente o judo.
> Uma coisa é treinar para lutar e participar de campeonatos, a
> outra é treinar para ter relações, contatos sociais, almejar
> incremento na saúde, sem correr o risco de quebrar um dedo na
> competição e ter que se explicar ao chefe (se imagine como
> dentista nessas horas).
> Por isso vejo que não estou muito errado... Se não se tem
> grandes pretenções competitivas, não há necessidade de
> grandes estímulos para tal.
>
> Ao contrário de voce não fui um competidor por excelência,
> mesmo pq nunca foi o objetivo do meu professor direcionar as
> atividades para tal. Lembro bem quando ele falava, que qria
> primeiro formar homens, depois competidores... (poucos desses
> competidores chegaram a surgir)
>
>
> "Temos que rediscutir os objetivos das competições infantis;
> que regras devem ser adotadas para que esses objetivos possam
> ser garantidos; uma forma de participação que respeite
> diferenças que vão além, simplesmente, da idade e do peso"
>
> Estmaos aberto, a lista é para tal. Até somo a isso a
> pergunta: Por que não se pode colocar indivíduos de até 10
> anos (aproximadamente) do mesmo gênero participando juntos?
> Na verdade, para mim, aos 10 anos nem se deveria entrar num
> shiai-jo. Acho que deveriam ter outras formas de encontro,
> participação...
>
> Fabricio
> ____________________________________________
> Fabricio Boscolo Del Vecchio
> Mestrando em Ciências do Esporte - UNICAMP
> http://www.judodaunicamp.hpg.com.br
>
>
> ---
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